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EUA põe fim à paralisação parcial do governo federal
Os Estados Unidos encerraram nesta terça-feira (3) o fechamento parcial do governo, também conhecido como "shutdown", de quatro dias de duração, provocado pela oposição democrata ao financiamento da agência federal encarregada de realizar a ofensiva de repressão à imigração irregular.
O presidente Donald Trump comemorou na Casa Branca uma "grande vitória para o povo americano" ao promulgar a legislação aprovada mais cedo.
O texto chegou à mesa de Trump depois de ser aprovado por uma margem estreita, de 217 votos contra 214, na Câmara dos Representantes, que é controlada pelos republicanos.
Vinte e um democratas se juntaram aos republicanos para votar a favor do pacote de financiamento, e um número igual de republicanos se opôs e não cedeu às exigências democratas de reformar o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês).
As negociações para o novo financiamento do DHS ficaram mais complicadas após a morte de dois cidadãos americanos por agentes federais em Minneapolis, a cidade de Minnesota que se transformou no epicentro da ofensiva de Trump contra a imigração irregular.
Na sexta-feira, o Senado aprovou um pacote de financiamento da maioria das agências federais até setembro, junto com uma medida provisória de duas semanas para manter em funcionamento o DHS enquanto os legisladores negociam como serão aplicadas as leis de imigração.
Trump, que já vivenciou no mandato atual uma paralisação governamental recorde de 43 dias no ano passado, vinha pressionando os republicanos para que aprovassem o projeto orçamentário e pusessem fim ao "shutdown" que começou no sábado.
"Conseguimos aprovar um pacote fiscalmente responsável que, na realidade, reduz o gasto federal perdulário, ao mesmo tempo que apoia programas essenciais para a segurança, a proteção e a prosperidade do povo americano", enfatizou Trump ao sancionar a legislação nesta terça-feira.
- Câmeras corporais -
Os democratas na Câmara dos Representantes tinham exigido mudanças na forma como o DHS realiza suas operações de combate à imigração irregular — com agentes fortemente armados, mascarados e não identificados que detiveram pessoas sem ordens judiciais — antes da votação sobre o pacote de gastos.
Já houve algumas concessões ante a pressão democrata e a indignação nacional depois que agentes federais mataram a tiros no mês passado, em Minneapolis, Renee Good, uma mãe de três filhos, e Alex Pretti, um enfermeiro que trabalhava com veteranos militares.
Na segunda-feira, a secretária do DHS, Kristi Noem, disse que os agentes federais na cidade levariam câmeras corporais "com efeito imediato" em uma medida que, segundo anunciou, "será ampliada a nível nacional".
Os legisladores têm agora só duas semanas para negociar um projeto de financiamento do DHS para todo o ano.
As paralisações governamentais congelam temporariamente o financiamento das operações federais não essenciais, obrigando as agências a interromper os serviços, colocar os trabalhadores em licença sem salário, ou requerer que trabalhem sem pagamento.
C.Smith--CPN