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Desemprego no Brasil caiu para 5,6% em 2025, menor índice da série histórica
O Brasil encerrou o ano de 2025 com a sua menor taxa de desemprego desde o início destes registros em 2012, um importante impulso para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a menos de 10 meses das próximas eleições presidenciais.
A desocupação no país foi de 5,6% na média anual, o nível mais baixo na série histórica, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Este é o segundo ano consecutivo com recorde de menor número de desemprego, após 6,6% em 2024.
No trimestre móvel outubro-dezembro, o índice de desemprego caiu para 5,1%, 0,5 ponto abaixo do acumulado dos três meses anteriores.
O mercado de trabalho no país mostrou-se robusto apesar das turbulências comerciais com os Estados Unidos.
As tarifas de até 50% impostas pelo presidente Donald Trump sobre vários produtos brasileiros entre agosto e novembro geraram incerteza, antes de serem parcialmente suspensas após uma reunião entre Lula e o republicano.
A população ocupada alcançou um recorde de 103 milhões de pessoas em 2025 em comparação aos 101,3 milhões do ano anterior, com o maior crescimento em serviços, administração pública, educação e saúde.
Estes setores "concentram contingentes de trabalhadores mais escolarizados, com vínculos mais formalizados e rendimentos mais altos", explicou Adriana Beringuy, coordenadora do IBGE, citada em um comunicado.
A informalidade caiu para 38,1% no ano, frente a 39% em 2024, embora o IBGE tenha advertido que continua sendo uma "característica estrutural" do mercado brasileiro.
O número de empregados com carteira assinada aumentou em quase um milhão de pessoas em 2025, alcançando 38,9 milhões, outro recorde histórico.
Além disso, o rendimento médio real teve uma alta de 5,7%, situando-se em 3.560 reais.
Estes números fortalecem Lula às vésperas das eleições presidenciais de outubro, nas quais o mandatário de 80 anos afirmou que buscará a reeleição.
Em suas inúmeras aparições públicas e nas redes sociais, o presidente tem celebrado os resultados do mercado de trabalho de 2025 e destacado a melhora da renda da população.
O desemprego havia alcançado 14% durante a pandemia de covid-19 em 2020-2021.
P.Petrenko--CPN