-
Portugal se soma a países que querem proibir redes sociais para menores de 16 anos
-
Nasa realizas testes essenciais antes de lançar missão lunar Artemis 2
-
Menino que não tinha dinheiro para passagem de ônibus participará da abertura dos Jogos de Inverno
-
Observatório astronômico europeu celebra cancelamento de projeto de hidrogênio verde no Chile
-
Kendrick Lamar: o poeta do rap consagrado no Grammy
-
Sarah Ferguson chamou Epstein de 'irmão' em e-mail ao financista
-
Agência da UE propõe limitar doses de toxinas no leite em pó
-
Bad Bunny faz história ao levar Grammy de Álbum do Ano
-
Kendrick Lamar, Bad Bunny e Lady Gaga na disputa pelo Grammy
-
Juíza rejeita pedido de Minnesota para suspender operações anti-imigração
-
Apagão deixa Kiev temporariamente sem metrô e água
-
Atividade industrial da China perde força em janeiro
-
Governo dos EUA entra em 'shutdown' mas paralisação deve ser curta
-
Documentos indicam que ex-príncipe Andrew convidou Jeffrey Epstein ao Palácio de Buckingham
-
Principal refinaria de petróleo do Equador registra segundo incêndio em oito meses
-
Dinamarquesa Maersk vai operar portos no canal do Panamá
-
Postos de gasolina têm longas filas em Cuba, que acusa Trump de 'asfixiar' sua economia
-
EUA improvisa programa de controle das finanças venezuelanas que levanta questionamentos
-
Kendrick Lamar, Bad Bunny e Lady Gaga lideram a disputa pelo Grammy
-
Desemprego no Brasil caiu para 5,6% em 2025, menor índice da série histórica
-
Reino Unido insiste em reforçar laços com a China apesar das advertências de Trump
-
Zona do euro registra crescimento de 1,5% em 2025 apesar da tensão com EUA
-
IA ajuda médicos a detectar câncer de mama em exames, aponta estudo
-
'Difícil sobreviver': idosos de Kiev tremem de frio sem luz nem aquecimento após ataques russos
-
Desemprego registra leve queda na zona do euro em dezembro
-
Premiê britânico insiste em reforçar laços com a China apesar das advertências de Trump
-
Trump ameaça com tarifas países que venderem petróleo a Cuba
-
Nubank recebe aprovação inicial para operar como banco nos EUA
-
Venezuela abre sua indústria petrolífera a investimentos privados sob pressão dos EUA
-
Trump anuncia que mandou reabrir o espaço aéreo da Venezuela
-
Colômbia restringe importação de drones diante dos ataques de guerrilheiros
-
Grupo petroquímico Dow cortará 4.500 postos de trabalho
-
Diante da pressão ocidental, Irã ameaça com 'resposta esmagadora'
-
Trump lida com consequências de ataque armado em Minneapolis, dois agentes de imigração são suspensos
-
Samsung registra lucro trimestral recorde graças à demanda por chips de IA
-
Nasa prevê lançamento de missão para troca de astronautas da ISS em 11/2
-
Lula defende soberania do Panamá sobre o Canal, questionada por Trump
-
Copom mantém taxa Selic em 15%, mas prevê 'flexibilização'
-
SpaceX quer fazer IPO em data que coincida com alinhamento planetário e aniversário de Musk
-
Trump adverte prefeito de Minneapolis sobre migração e tensão volta a escalar
-
Fed mantém taxas de juros inalteradas e desafia pressão de Trump
-
Irã adverte que 'vai responder como nunca' em caso de ataque dos EUA
-
Uma das últimas sobreviventes do Holocausto alerta para ressurgimento do antissemitismo
-
Mundo não está preparado para o aumento do calor extremo, dizem cientistas
-
Suécia planeja proibir celulares em escolas de níveis fundamental e médio
-
Amazon corta 16 mil empregos como parte de estratégia para investir em IA
-
Japão ainda está longe de alcançar a paridade de gênero nas eleições legislativas
-
Petróleo brasileiro gera inveja e debate na Guiana Francesa
-
Otan deve se tornar mais europeia, afirma chefe da diplomacia da UE
-
América Latina e Caribe impulsionam plano de ajuda ao Haiti
Por que os EUA defenderiam as Filipinas frente à influência de Pequim no Mar do Sul da China?
A relação entre os Estados Unidos e as Filipinas se estreitou desde que o presidente Ferdinand Marcos chegou ao poder em junho de 2022, impulsionada pelas ações de Pequim na região Ásia-Pacífico e, em particular, no Mar do Sul da China.
Um tema-chave da preocupação é o Mar do Sul da China, onde se repetem os incidentes entre navios chineses e filipinos, que fazem temer o início de um conflito mais amplo que envolva os Estados Unidos e outros aliados.
Esse foi um dos principais temas da agenda da cúpula tripartite entre os Estados Unidos, Japão e Filipinas, na quinta-feira em Washington.
Mas até que ponto os laços entre Manila e Washington se fortaleceram e por que os Estados Unidos estaria disposto a entrar em guerra para defender as Filipinas?
- Os Estados Unidos têm a obrigação de defender as Filipinas? -
As Filipinas concentram muitos dos esforços dos Estados Unidos para consolidar as alianças nesta região devido à sua proximidade com o Mar do Sul da China e com Taiwan, a ilha com um governo democrático que a China considera como parte de seu território.
Filipinas e Estados Unidos têm uma história complexa que remonta à colonização espanhola, que terminou quando Washington comprou esse território para encerrar uma guerra com Madri.
Desde 1951, os dois países estão vinculados por um tratado de defesa. O pai do atual presidente, o ditador Ferdinand Marcos (1965-1986), foi considerado por Washington como um aliado durante a Guerra Fria e morreu nos Estados Unidos, após ser deposto.
Os altos funcionários do governo de Biden reiteraram que qualquer "ataque armado" contra a presença filipina no Mar do Sul da China invocaria o tratado de defesa.
Em 2014, um acordo de cooperação em defesa entre os dois países concedeu às tropas americanas acesso a cinco bases filipinas.
O pacto ficou relegado durante o governo do presidente Rodrigo Duterte (2016-2022), que manteve uma política favorável à China, mas foi reativado e expandido com a chegada de Marcos ao poder.
- Por que o Mar do Sul da China é importante? -
O Mar do Sul da China abarca mais de três milhões de quilômetros quadrados e é a principal rota marítima entre o oceano Pacífico e o Índico, o que lhe confere um enorme valor comercial e militar.
Em seu leito, estima-se que há enormes reservas de petróleo e de gás, mas as diversas projeções sobre o tamanho dessas reservas são variáveis.
As tensões acumuladas em torno desse mar o transformaram em um barril de pólvoras e existe o temor de que qualquer erro de cálculo ou, até mesmo, um acidente possa desembocar em um conflito.
- Quais são os temas da disputa? -
Durante décadas, vários países reivindicam soberania territorial que encobrem diferentes áreas do Mar do Sul da China, suas centenas de arrecifes e ilhas.
China e Taiwan reivindicam quase a totalidade do mar e Vietnã, Filipinas, Malásia e Brunei têm reivindicações coincidentes.
Os Estados Unidos não têm nenhuma aspiração territorial sobre essas águas, mas habitualmente realiza operações de patrulha na região.
Se uma potência como Pequim controlar a totalidade do Mar do Sul da China "provavelmente outros países que quiserem passar teriam que pedir autorização", explicou Andrea Wong, pesquisadora não residente do Instituto de Assuntos Indo-Pacíficos da Nova Zelândia.
Pequim argumenta que tem "direitos históricos" sobre esse mar, mas em 2016 a Corte Permanente de Arbitragem de Haia determinou que essas reivindicações não possuem amparo legal.
A China ignorou a decisão judicial e, de todos os países que reclamam essas águas como parte de seu território, é aquele que faz com mais afinco.
- Como são as relações entre EUA e Filipinas? -
Durante o governo de Duterte, as Filipinas se aproximaram da China com objetivos econômicos e comerciais e também deixaram em suspenso a sentença internacional que rejeitou as reivindicações chinesas sobre grande parte do Mar do Sul da China.
Além disso, ameaçaram anular o tratado de defesa com Washington, que permite ter tropas americanas estacionadas em seu território.
Mas Marcos deu uma guinada e rechaçou publicamente as ações da China e deu aos Estados Unidos maior acesso às suas bases militares.
O presidente americano, Joe Biden, reiterou na quinta-feira o compromisso "inabalável" para defender as Filipinas, uma linguagem que muitos altos funcionários de seu país utilizaram nos dois últimos anos.
Pequim criticou os Estados Unidos, Filipinas e Japão nesta sexta-feira e defendeu que suas ações no Mar do Sul da China são "legais".
S.F.Lacroix--CPN