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Saques e prisões após protestos contra imigrantes na África do Sul
Prateleiras vazias e embalagens espalhadas pelo chão foram tudo o que sobrou, nesta quarta-feira (1º), em várias lojas nos arredores da cidade de Durban, na África do Sul, após terem sido saqueadas durante protestos contra imigrantes em situação irregular.
Milhares de pessoas se manifestaram em todo o país na terça-feira após semanas de campanha liderada por grupos de cidadãos que exigiam que os imigrantes irregulares deixassem a África do Sul antes de 30 de junho.
A polícia mobilizou efetivos em massa para controlar as marchas, que foram, segundo afirmou nesta quarta-feira, pacíficas em sua maioria. Ainda assim, 900 pessoas foram detidas, algumas por saquear estabelecimentos comerciais, informou o corpo de segurança.
Em Clermont, nos arredores de Durban, os roubos ocorreram principalmente em supermercados, lojas de eletrodomésticos, materiais de construção e de roupas, segundo os proprietários.
Mohamed Abdul, de 29 anos, contou que um grande grupo de manifestantes invadiu sua loja, onde vende comida, artigos de ferragem e roupas, na terça-feira por volta das 18h.
"Não estamos em uma situação ilegal, mas simplesmente começaram a roubar. Fiquei com medo e me senti traído, porque tínhamos 19 pessoas trabalhando aqui e hoje elas não têm mais trabalho", disse Abdul, um somali que afirma morar na região há 11 anos.
"Os manifestantes gritavam com a gente e nos insultavam em zulu", acrescentou.
O protesto de terça-feira faz parte de uma campanha organizada em nível nacional contra imigrantes em situação irregular, os quais os organizadores acusam de tirar o trabalho dos habitantes originários da África do Sul.
Segundo o governo, na terça-feira foram realizadas 120 manifestações em todo o país e as forças de segurança intervieram em 12 delas.
M.García--CPN