-
'Difícil sobreviver': idosos de Kiev tremem de frio sem luz nem aquecimento após ataques russos
-
Desemprego registra leve queda na zona do euro em dezembro
-
Premiê britânico insiste em reforçar laços com a China apesar das advertências de Trump
-
Trump ameaça com tarifas países que venderem petróleo a Cuba
-
Nubank recebe aprovação inicial para operar como banco nos EUA
-
Venezuela abre sua indústria petrolífera a investimentos privados sob pressão dos EUA
-
Trump anuncia que mandou reabrir o espaço aéreo da Venezuela
-
Colômbia restringe importação de drones diante dos ataques de guerrilheiros
-
Grupo petroquímico Dow cortará 4.500 postos de trabalho
-
Diante da pressão ocidental, Irã ameaça com 'resposta esmagadora'
-
Trump lida com consequências de ataque armado em Minneapolis, dois agentes de imigração são suspensos
-
Samsung registra lucro trimestral recorde graças à demanda por chips de IA
-
Nasa prevê lançamento de missão para troca de astronautas da ISS em 11/2
-
Lula defende soberania do Panamá sobre o Canal, questionada por Trump
-
Copom mantém taxa Selic em 15%, mas prevê 'flexibilização'
-
SpaceX quer fazer IPO em data que coincida com alinhamento planetário e aniversário de Musk
-
Trump adverte prefeito de Minneapolis sobre migração e tensão volta a escalar
-
Fed mantém taxas de juros inalteradas e desafia pressão de Trump
-
Irã adverte que 'vai responder como nunca' em caso de ataque dos EUA
-
Uma das últimas sobreviventes do Holocausto alerta para ressurgimento do antissemitismo
-
Mundo não está preparado para o aumento do calor extremo, dizem cientistas
-
Suécia planeja proibir celulares em escolas de níveis fundamental e médio
-
Amazon corta 16 mil empregos como parte de estratégia para investir em IA
-
Japão ainda está longe de alcançar a paridade de gênero nas eleições legislativas
-
Petróleo brasileiro gera inveja e debate na Guiana Francesa
-
Otan deve se tornar mais europeia, afirma chefe da diplomacia da UE
-
América Latina e Caribe impulsionam plano de ajuda ao Haiti
-
Senado dos EUA convoca chefes das principais agências migratórias
-
Celebridades convocam protestos contra ações da polícia migratória dos EUA
-
Bombardeios russos na Ucrânia matam 11 pessoas e atingem trem de passageiros
-
Melania Trump faz 'apelo à unidade' após mortes em Minneapolis
-
Bombardeios russos na Ucrânia matam ao menos 10 pessoas e atingem usinas energéticas
-
UE ajudará Google a abrir Android para serviços de IA concorrentes
-
Califórnia investiga TikTok por censurar críticas a Trump
-
Adani e Embraer anunciam acordo para fabricar aviões na Índia
-
Indignação na Itália por participação de divisão do ICE nos Jogos Olímpicos de Inverno
-
Grande tempestade de inverno deixa pelo menos 30 mortos nos EUA
-
Blazy estreia na alta-costura e exalta a natureza para a Chanel
-
'Nossas crianças serão as próximas', temem quenianos enquanto a seca devasta o gado
-
Trump afirma que Irã quer negociar enquanto porta-aviões americano chega ao Oriente Médio
-
UE e Índia assinam acordo comercial histórico após duas décadas de negociações
-
Prefeito de Minneapolis anuncia a saída de 'alguns' agentes de imigração e Trump modera seu discurso
-
Victoria Beckham é condecorada na França em meio a problemas familiares
-
Kanye West nega ser 'nazista' ou 'antissemita' e fala sobre seu transtorno mental
-
Gigante dos videogames Ubisoft planeja cortar 'até 200 postos' de trabalho na França
-
Trump baixa o tom e anuncia colaboração com governador de Minnesota após morte de civis
-
Novo estilista da Dior aposta em flores para sua estreia na Semana de Alta-Costura de Paris
-
Juíza federal avalia suspender campanha da polícia migratória em Minneapolis
-
América Latina e Caribe buscam plano de ajuda para Haiti após tentativa fracassada da ONU
-
Grande tempestade de inverno deixa ao menos 11 mortos nos EUA
Em Chicago, latinos temem até ir à igreja por causa de operações anti-imigrantes
Francisco Arriaga oferece jantares semanais no porão de uma igreja de Chicago, mas ultimamente não prepara muitas mesas porque os fiéis não comparecem devido ao medo das investidas contra imigrantes ordenadas pelo presidente Donald Trump.
"Todos têm medo, não apenas os sem documentos", diz Arriaga, diretor musical da Igreja Católica São Paulo em Pilsen, um bairro que concentra boa parte da população latina da cidade.
"Normalmente teria o dobro de mesas preparadas, mas apenas três pessoas vieram ao nosso último encontro", aponta à AFP.
O tráfego de pedestres na Cermak Road, a principal via de Pilsen e sede de negócios e restaurantes, diminuiu nas últimas semanas diante dos anúncios de investidas e da ameaça de Trump de enviar tropas da Guarda Nacional.
"Se as pessoas pensarem que isso vai parar na comunidade imigrante, permitirão que o regime de Trump normalize isso, e qualquer um pode ser o próximo", alerta o vereador Byron Sigcho-Lopez.
Após o envio de tropas e operações de deportação em Washington e Los Angeles, o governo republicano de Trump lançou na segunda-feira uma operação de controle migratório em Chicago, governada por democratas.
Sigcho-Lopez afirma que as detenções em Chicago por parte do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) não foram massivas até o momento, mas isso não diminui as preocupações.
"Trump está provocando, essa é sua estratégia. Dizemos às pessoas que é importante manter a calma e gravar tudo com seus telefones para documentar o que está acontecendo", declara.
A população de Chicago, de 2,7 milhões de habitantes, inclui mais de 800 mil que se identificaram como hispânicos ou latinos no censo de 2020. Estima-se que cerca de 150 mil pessoas residem na cidade em situação migratória irregular, o que representa cerca de 8% das residências.
- "Lua-de-mel" -
Os irmãos Eric e Jessie Ruiz, de 45 e 50 anos, respectivamente, vivem em Pilsen desde crianças e são cidadãos americanos, assim como o pai, mas ainda têm medo de serem detidos arbitrariamente.
"Eu penso nisso constantemente. Preocupo-me com meu pai, que tem mais de 70 anos", diz Eric.
"Crescemos aqui e isso é algo com que nunca tivemos que lidar", acrescenta a irmã. "A cidade não verá com bons olhos que o ICE realize operações aqui e essa será a desculpa [de Trump] para enviar a Guarda Nacional".
Mike Oboza, cantor de um clube noturno, presenciou recentemente uma detenção pelo ICE em Pilsen e ficou muito abalado.
"Não sabia o que fazer. Fiquei paralisado", conta Oboza. "Não sei quando poderei cantar novamente, nem se poderei".
Robert Pape, professor de ciência política na Universidade de Chicago e que estudou a violência política por décadas, teme que a cidade se torne um "barril de pólvora".
"É necessário que a comunidade repita publicamente e abertamente a mensagem de não violência", enfatiza à AFP.
Alguns, no entanto, podem receber com agrado a chegada de tropas.
"Frequentemente há uma fase de lua-de-mel", diz Pape, lembrando do ocorrido com as forças federais enviadas a Portland, Oregon, em 2020, embora tenha explicado que isso geralmente exacerba o descontentamento social generalizado e a violência política.
"As pessoas não gostam do crime, mas ocupações militares desagradam ainda mais, e certamente não gostarão de um estado policial se isso durar meses", opina.
- "Assustador" -
Por enquanto, os residentes, especialmente os da comunidade latina, fazem tudo o que podem para seguir com suas vidas e defender seus direitos.
É isso que Vanessa Escobar, uma estudante de 18 anos da Universidade Roosevelt, disse estar fazendo na noite de segunda-feira, em um protesto contra o ICE no centro de Chicago, a cerca de 10 quilômetros de Pilsen.
"Sou mexicana-americana e é importante que minha comunidade seja ouvida. Estou aqui por aqueles que têm muito medo de sair. O que Trump tem feito é assustador", afirma Escobar.
Enquanto muitos ficam em casa e limitam suas saídas diárias, a igreja católica São Paulo celebrará a festa do Dia da Independência do México na próxima semana, adiada por conta do aumento do controles do ICE.
Embora Arriaga acredite que alguns latinos continuarão não comparecendo, este ano a igreja pode atrair um novo público.
"Pode ser que haja mais pessoas não latinas" que venham em sinal de solidariedade, "e isso é bom", diz.
A.Mykhailo--CPN