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Kanye West nega ser 'nazista' ou 'antissemita' e fala sobre seu transtorno mental
O rapper americano Kanye West, autor de uma música que celebra Adolf Hitler, afirmou nesta segunda-feira (26), em uma carta publicada no Wall Street Journal, que não é "nazista nem antissemita", e abordou seus transtornos mentais.
O cantor de 48 anos, que nos últimos anos perdeu seguidores e grandes contratos comerciais por suas declarações antissemitas e racistas, lançou a música "Heil Hitler" em maio de 2025, no 80º aniversário da derrota da Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial.
A canção, vetada nas principais plataformas de streaming, embora facilmente encontrada na internet, levou, entre outras coisas, à anulação de um visto para a Austrália.
West, que mudou o seu nome artístico para Ye, explicou em uma mensagem paga no jornal sobre as implicações de seu transtorno bipolar diagnosticado há anos.
"Quando você está maníaco, não acredita que está doente. Acha que os outros estão exagerando. Você sente que vê o mundo com mais clareza do que nunca, quando na realidade está perdendo completamente o controle", escreveu o artista, vencedor de 24 prêmios Grammy.
"Eu me arrependo e me sinto profundamente envergonhado por minhas ações nesse estado, e estou comprometido com a responsabilidade, o tratamento e uma mudança significativa. Isso não justifica de forma alguma o que fiz. Não sou nazista nem antissemita. Amo o povo judeu", acrescentou.
Em dezembro de 2023, o rapper já havia se desculpado com a comunidade judaica depois que declarou meses antes que "adorava os nazistas".
Em 2022, também gerou indignação ao aparecer com o slogan "White Lives Matter" ("Vidas brancas importam", distorcendo o famoso "Black Lives Matter" contra o racismo contra pessoas negras) e compareceu a um jantar na casa de Donald Trump com o supremacista branco antissemita Nick Fuentes.
A.Samuel--CPN