-
Incêndios florestais de grande magnitude são a 'nova normalidade' da Patagônia, diz especialista
-
Nova tripulação está pronta para voar à EEI após evacuação médica
-
Europa busca autonomia tecnológica frente aos Estados Unidos
-
Governo Trump investiga Nike por suposta discriminação contra pessoas brancas
-
Leste de Cuba enfrenta apagão
-
Apresentadora americana suplica pela vida de sua mãe aos sequestradores
-
Indígenas protestam contra exploração de rios amazônicos para exportação de grãos
-
Guterres considera fim do acordo nuclear entre EUA e Rússia um 'momento sério' para a paz
-
Rússia afirma que não está mais ligada ao tratado Novo Start
-
'Ajoelhados, jamais': Venezuela relembra aniversário do golpe de Chávez
-
Centros de dados em órbita são uma possibilidade diante da demanda de energia para IA
-
Arábia Saudita emitirá passaportes para camelos
-
Ex-príncipe Andrew deixa Windsor, mas segue no olho do furacão
-
Acusado de estupro, filho da princesa de Noruega reconhece uma vida de excessos
-
CK Hutchison aciona arbitragem contra Panamá após anulação de sua concessão no canal
-
Milei ante o dilema de negociar com a China e agradar a Trump
-
Governo italiano garante que ICE não terá nenhum papel 'operacional' nos Jogos de Milão-Cortina
-
EUA põe fim à paralisação parcial do governo federal
-
Espanha quer proibir acesso de menores de 16 anos às redes sociais
-
Congresso dos EUA põe fim ao fechamento do governo
-
Cuba registra recorde de temperatura mínima de 0º C
-
Alemanha tem a maior proporção de trabalhadores com mais de 55 anos da UE
-
Aclamado filme iraquiano mostra jugo de Saddam Hussein da perspectiva infantil
-
Ex-embaixador britânico Mandelson deixará Câmara dos Lordes por vínculos com Epstein
-
ICE é principal ponto de discórdia em votação para acabar com 'shutdown' nos EUA
-
Filho da princesa herdeira da Noruega se declara não culpado por estupro
-
Walt Disney nomeia Josh D'Amaro como seu próximo CEO
-
Reino Unido abre investigação contra a rede X por imagens sexuais falsas
-
Nasa adia missão lunar Artemis 2 após detectar vazamento de combustível
-
Justiça francesa chama Musk para depor e determina buscas em sedes da rede X
-
Filho da princesa herdeira da Noruega é julgado por acusações de estupro
-
Xi defende mundo multipolar 'ordenado'
-
Musk funde xAI com SpaceX em tentativa de desenvolver datacenters espaciais
-
Chefe do instituto que mede a inflação na Argentina renuncia
-
María Corina considera reunião com Delcy para definir 'cronograma de transição' na Venezuela
-
Trump insta Congresso dos EUA a acabar com 'shutdown'
-
Trabalhadores a favor e contra o governo exigem melhorias salariais na Venezuela
-
Portugal se soma a países que querem proibir redes sociais para menores de 16 anos
-
Nasa realizas testes essenciais antes de lançar missão lunar Artemis 2
-
Menino que não tinha dinheiro para passagem de ônibus participará da abertura dos Jogos de Inverno
-
Observatório astronômico europeu celebra cancelamento de projeto de hidrogênio verde no Chile
-
Kendrick Lamar: o poeta do rap consagrado no Grammy
-
Sarah Ferguson chamou Epstein de 'irmão' em e-mail ao financista
-
Agência da UE propõe limitar doses de toxinas no leite em pó
-
Bad Bunny faz história ao levar Grammy de Álbum do Ano
-
Kendrick Lamar, Bad Bunny e Lady Gaga na disputa pelo Grammy
-
Juíza rejeita pedido de Minnesota para suspender operações anti-imigração
-
Apagão deixa Kiev temporariamente sem metrô e água
-
Atividade industrial da China perde força em janeiro
-
Governo dos EUA entra em 'shutdown' mas paralisação deve ser curta
Cansada dos aplicativos de namoro, geração Z volta aos encontros presenciais
Em uma noite de inverno em Madri, cerca de vinte solteiros compartilham conversas animadas e sorrisos ao redor de uma grande mesa. Eles estão em um clube de "slow dating" criado por uma espanhola de origem peruana cansada dos aplicativos de relacionamento.
Uma hora antes, as dez mulheres e os dez homens, com idades entre 25 e 35 anos, se entreolharam com apreensão antes de participar desta sessão.
Este conceito de "slow dating" tornou-se popular em várias cidades europeias e Eva Sánchez, uma diretora criativa de 28 anos, quis desenvolvê-lo em Madri após uma nova desilusão na Internet: um pretendente com quem conversava desapareceu de repente e sem nenhuma explicação.
"Minha geração quer um relacionamento saudável, mas os aplicativos de namoro criaram pessimismo sobre o amor. É difícil de acreditar", disse Sanchez à AFP.
Familiarizada com os códigos de marketing, ela promove sua iniciativa com cartazes colados nas ruas da capital espanhola pedindo que as pessoas não confiem em aplicativos de namoro e anunciando o nome de sua página no Instagram.
Uma vez por mês, ela organiza um encontro com tema e local diferentes, com o objetivo de fazer com que os participantes, que pagam 30 euros (187 reais), não se sintam como se estivessem em um encontro. Para quebrar o gelo, sugere jogos e atividades manuais.
- Aplicativos em baixa -
O britânico Tom Hopcroft também começou a organizar eventos de encontros em Madri, por meio de sua página provocativamente chamada de "Guiri de mierda" ("Turista de Merda") no Instagram, voltada para solteiros do mundo todo que se mudaram recentemente para a capital espanhola ou Barcelona.
Eles estão sempre cheios. Isso acontece em um momento em que os aplicativos de relacionamento vêm perdendo espaço. Os downloads do Tinder, Bumble, Meetic e Grindr caíram quase 20% desde 2020, segundo dados da Sensor Tower, agência de análise de dados digitais.
A avaliação no mercado de ações do Match Group (Tinder, Hinge, Meetic), líder em encontros online, caiu de 47 bilhões de euros (293 bilhões de reais), seu maior valor em 2021, após o pico da pandemia, para 7,7 bilhões euros (48 bilhões de reais) hoje.
"Há uma desaceleração contínua no uso de aplicativos", observa Seema Shah, da Sensor Tower. "A Geração Z (nascida no final da década de 1990) prefere se encontrar pessoalmente em vez de online", diz ele.
Diante da queda nas receitas, as empresas de relacionamento online começaram a oferecer atividades em grupo ou encontros entre amigos.
Damian, de 33 anos, deixou os aplicativos de namoro depois de descobrir seu "lado sombrio", pois trabalhava com algoritmos como desenvolvedor de computadores. "Decidi conhecer pessoas da vida real, sair e socializar", embora "seja mais difícil", admite o franco-espanhol, que participou de um evento organizado por Eva Sánchez.
- "Desilusão" -
O uso de telas é tão grande que as interações diretas se perderam, diz Isabel, uma chilena de 28 anos, que diz que, por exemplo, agora pode ser "estranho ou invasivo" para os homens se aproximarem de uma mesa compartilhada por ela e suas amigas.
A psicóloga Esther Jiménez observa uma "desilusão" entre os jovens pacientes que atende em sua clínica em Madri.
Eles vão a encontros "sem a intenção de realmente se conectar com o outro, mais por diversão, e é por isso que há muita decepção entre os que querem encontrar alguém para dividir a vida. A autoestima fica abalada", afirma a especialista em casais e sexóloga.
"Vivemos em uma sociedade onde estamos aparentemente conectados 100% do tempo, e ainda assim o sentimento geral de solidão é muito assustador. Afinal, somos seres sociais e precisamos dos outros, por isso buscamos conexões", continua.
"O 'slow dating' está funcionando porque muda o paradigma e as pessoas têm a oportunidade de se sentirem vistas e sair da defensiva, já que assumem que vão encontrar outras pessoas que querem o mesmo, se conectar com outras pessoas", diz a psicóloga.
Por fim, Jiménez conclui, "o foco não deve ser tanto no meio que usamos, mas em como o usamos. Estamos consumindo pessoas ou buscando conexões?".
Y.Jeong--CPN