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Boeing flexibiliza condições de proposta para acabar com greve
A Boeing anunciou, nesta terça-feira (24), que não irá impor um limite de tempo ao sindicato IAM, cujos 33 mil membros estão em greve no noroeste dos Estados Unidos desde 13 de setembro, para analisar sua oferta final de acordo salarial.
"Essa greve afeta nossas equipes e nossa região, e acreditamos que nossos funcionários deveriam ter a oportunidade de votar sobre esta proposta, que contém melhorias significativas em termos de salários e benefícios", afirmou a Boeing em um comunicado.
"Entramos em contato com o sindicato para dar-lhes mais tempo e oferecer suporte logístico quando decidirem votar", acrescentou a empresa, mudando sua mensagem inicial da segunda-feira, que dava até sexta-feira para os trabalhadores aceitarem sua "oferta final".
Agora, não há data limite.
Os líderes sindicais rejeitaram na segunda-feira à noite a oferta da fabricante de um aumento salarial de 30% em quatro anos, com o objetivo de encerrar a greve antes de 27 de setembro.
"Essa proposta não é suficiente para atender às nossas preocupações", declarou o Sindicato Internacional de Maquinistas e Trabalhadores Aeroespaciais (IAM) aos membros.
O sindicato explicou que o prazo estabelecido era muito curto e que não votaria sobre a oferta apresentada pela empresa.
Um acordo preliminar entre o sindicato e a empresa havia sido rejeitado em 12 de setembro por 95% dos trabalhadores que votaram. Esse acordo incluía um aumento de 25%, mas excluía bônus anuais, o que, segundo os trabalhadores, fazia o percentual de aumento salarial ser inferior ao anunciado.
O novo acordo visa substituir o anterior, que tinha 16 anos de vigência e foi alcançado após uma greve de 57 dias. O acordo foi prolongado em 2011 e 2014.
A greve, que começou com a expiração do acordo coletivo anterior, paralisa duas importantes fábricas da Boeing: as de montagem em Renton e Everett, que produzem o 737 MAX - a aeronave mais vendida -, o cargueiro 777, e o avião-tanque militar 767, cujas entregas já estão sofrendo atrasos.
M.García--CPN