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Colômbia avalia enviar hipopótamos de Pablo Escobar à Índia a pedido de bilionário
O governo colombiano avalia enviar à Índia 80 hipopótamos, um legado incomum do narcotraficante Pablo Escobar, após receber uma proposta do filho de um magnata indiano para acolhê-los nesse país e mitigar, assim, sua reprodução descontrolada.
A Colômbia pretende sacrificar, a partir deste ano, parte dos 200 hipopótamos considerados uma espécie invasora no país, depois de serem introduzidos como uma excentricidade do barão da cocaína, morto pela polícia em 1993.
Na terça-feira, Anant Ambani, filho do magnata Mukesh Ambani, pediu formalmente ao governo colombiano que suspenda esta decisão e ofereceu receber os hipopótamos em seu enorme centro de atenção aos animais Vantara, na Índia.
A ministra do Ambiente colombiana, Irene Vélez, divulgou, nesta quinta-feira (30), uma carta na qual o governo pede à Índia que confirme se o refúgio conta com as permissões necessárias para realizar a realocação dos animais e se suas instalações estão aptas a recebê-los.
Também "para saber se (as autoridades indianas) autorizam ou não o traslado de hipopótamos para o centro Vantara", escreveu Vélez no X.
Na década de 1980, Escobar importou quatro hipopótamos para seu zoológico pessoal no centro do país.
Após sua morte, os animais fugiram e se estabeleceram às margens do rio Magdalena, onde alteraram o ecossistema e, inclusive, atacaram pescadores. Hoje, integram a maior manada do mundo fora da África.
O Ministério do Ambiente estima que sem medidas de controle, poderiam chegar a 500 indivíduos em 2030.
As autoridades também realizam custosos processos de esterilização e propuseram seu traslado para outros países como alternativa ao sacrifício.
Vélez tinha dito recentemente que os hipopótamos são rejeitados por uma mutação genética devido à endogamia.
Grupos de defesa dos animais tentaram frear o sacrifício com um recurso judicial que foi negado por um tribunal.
M.Anderson--CPN