-
Alemanha tem a maior proporção de trabalhadores com mais de 55 anos da UE
-
Aclamado filme iraquiano mostra jugo de Saddam Hussein da perspectiva infantil
-
Ex-embaixador britânico Mandelson deixará Câmara dos Lordes por vínculos com Epstein
-
ICE é principal ponto de discórdia em votação para acabar com 'shutdown' nos EUA
-
Filho da princesa herdeira da Noruega se declara não culpado por estupro
-
Walt Disney nomeia Josh D'Amaro como seu próximo CEO
-
Reino Unido abre investigação contra a rede X por imagens sexuais falsas
-
Nasa adia missão lunar Artemis 2 após detectar vazamento de combustível
-
Justiça francesa chama Musk para depor e determina buscas em sedes da rede X
-
Filho da princesa herdeira da Noruega é julgado por acusações de estupro
-
Xi defende mundo multipolar 'ordenado'
-
Musk funde xAI com SpaceX em tentativa de desenvolver datacenters espaciais
-
Chefe do instituto que mede a inflação na Argentina renuncia
-
María Corina considera reunião com Delcy para definir 'cronograma de transição' na Venezuela
-
Trump insta Congresso dos EUA a acabar com 'shutdown'
-
Trabalhadores a favor e contra o governo exigem melhorias salariais na Venezuela
-
Portugal se soma a países que querem proibir redes sociais para menores de 16 anos
-
Nasa realizas testes essenciais antes de lançar missão lunar Artemis 2
-
Menino que não tinha dinheiro para passagem de ônibus participará da abertura dos Jogos de Inverno
-
Observatório astronômico europeu celebra cancelamento de projeto de hidrogênio verde no Chile
-
Kendrick Lamar: o poeta do rap consagrado no Grammy
-
Sarah Ferguson chamou Epstein de 'irmão' em e-mail ao financista
-
Agência da UE propõe limitar doses de toxinas no leite em pó
-
Bad Bunny faz história ao levar Grammy de Álbum do Ano
-
Kendrick Lamar, Bad Bunny e Lady Gaga na disputa pelo Grammy
-
Juíza rejeita pedido de Minnesota para suspender operações anti-imigração
-
Apagão deixa Kiev temporariamente sem metrô e água
-
Atividade industrial da China perde força em janeiro
-
Governo dos EUA entra em 'shutdown' mas paralisação deve ser curta
-
Documentos indicam que ex-príncipe Andrew convidou Jeffrey Epstein ao Palácio de Buckingham
-
Principal refinaria de petróleo do Equador registra segundo incêndio em oito meses
-
Dinamarquesa Maersk vai operar portos no canal do Panamá
-
Postos de gasolina têm longas filas em Cuba, que acusa Trump de 'asfixiar' sua economia
-
EUA improvisa programa de controle das finanças venezuelanas que levanta questionamentos
-
Kendrick Lamar, Bad Bunny e Lady Gaga lideram a disputa pelo Grammy
-
Desemprego no Brasil caiu para 5,6% em 2025, menor índice da série histórica
-
Reino Unido insiste em reforçar laços com a China apesar das advertências de Trump
-
Zona do euro registra crescimento de 1,5% em 2025 apesar da tensão com EUA
-
IA ajuda médicos a detectar câncer de mama em exames, aponta estudo
-
'Difícil sobreviver': idosos de Kiev tremem de frio sem luz nem aquecimento após ataques russos
-
Desemprego registra leve queda na zona do euro em dezembro
-
Premiê britânico insiste em reforçar laços com a China apesar das advertências de Trump
-
Trump ameaça com tarifas países que venderem petróleo a Cuba
-
Nubank recebe aprovação inicial para operar como banco nos EUA
-
Venezuela abre sua indústria petrolífera a investimentos privados sob pressão dos EUA
-
Trump anuncia que mandou reabrir o espaço aéreo da Venezuela
-
Colômbia restringe importação de drones diante dos ataques de guerrilheiros
-
Grupo petroquímico Dow cortará 4.500 postos de trabalho
-
Diante da pressão ocidental, Irã ameaça com 'resposta esmagadora'
-
Trump lida com consequências de ataque armado em Minneapolis, dois agentes de imigração são suspensos
Boeing e Airbus, um 'duopólio' sem turbulências à vista no setor aeronáutico
As líderes do setor aeronáutico Boeing e Airbus estão sobrecarregadas pela demanda, mas a chinesa Comac ou a brasileira Embraer não estão em condições de desafiar a curto prazo esse duopólio, em um mercado com "barreiras de entrada" muito altas, asseguram os especialistas do setor.
A americana Boeing e a europeia Airbus acumulam uma carteira de pedidos de 15.000 aviões e, atualmente, quem quiser comprar uma aeronave dessas empresas, a receberá apenas no final da década, já que as turbulências da cadeia de suprimentos e os problemas de produção as impedem de aumentar a produtividade.
O problema se dá porque nos próximos 20 anos, as companhias aéreas necessitarão de mais de 42.000 aeronaves para substituir suas frotas por aviões que emitam menos CO2 e responder ao aumento do tráfego aéreo mundial.
Richard Evans, analista da empresa especializada Cirium, explica que até 2028 haverá um "importante déficit" de produção do A320. Será ainda "maior" para os 737 MAX, acrescenta.
Mas ainda assim não há previsão de entrada de um terceiro grande ator no setor.
O C919 da Comac iniciou seus voos comerciais na China no ano passado e diz ter mais de 1.200 encomendas, quase exclusivamente na China, segundo a companhia estatal.
Criada por Pequim para tentar abocanhar uma parte do mercado aeronáutico mundial e reduzir sua dependência da tecnologia estrangeira, até o momento poucos C919 são fabricados.
Além disso, como só possui certificação na China, os C919 não podem voar com passageiros nos Estados Unidos ou na Europa.
Para Pascal Fabre, especialista da empresa AlixPartners, há muitas "barreiras", sobretudo políticas, para que esse avião consiga seu espaço nas grandes companhias aéreas ocidentais.
- Evitar se colocar em risco -
Airbus e Boeing não desprezam a capacidade da Comac. "Consideramos a Comac um grande rival", admitiu Christian Scherer, diretor da divisão de aviões da Airbus.
Mas, até o momento, segundo ele, a "Comac não trouxe nada de novo ao mercado em termos de diferenciação em relação aos produtos de referência", que são o A320 e o MAX. Para ele, "o C919 é uma espécie de A320 neo", o modelo mais vendido do fabricante europeu.
Isso, segundo Scherer, "demonstra que a Comac tenta se adaptar a um mercado que ainda está muito influenciado pela Airbus e Boeing".
Para Pascal Fabre, no entanto, a brasileira Embraer tem "claramente" as capacidades técnicas para desenvolver um avião de média distância capaz de competir com as duas gigantes. Mas não a carteira de investimentos.
“A empresa está avaliada em cerca de US$ 5 bilhões. O desenvolvimento de uma nova aeronave comercial, mesmo para a Embraer, é pelo menos esse valor, por isso precisaria de parcerias”, explica.
A Embraer, que fabrica a família E2 (os jatos bimotores modelos 175, 190 e 195, de alcance médio e com capacidades entre 80 e 144 passageiros), iniciou há alguns anos negociações com a Boeing para lhe vender sua divisão de aviões comerciais.
Mas em abril de 2020, quando o mundo estava confinado por causa da pandemia de covid-19, a gigante de Seattle desistiu do negócio.
Desde então, a Embraer preferiu se concentrar em desenvolver seus aviões atuais, como confirmou seu diretor, Francisco Gomes Neto, à Aviation Week. "Não queremos colocar a empresa em risco", assegurou.
Y.Jeong--CPN