-
'Segunda chance': sobrevivente do Nepal relata sua odisseia preso em um túnel
-
OpenAI anuncia que não abrirá seu capital este ano
-
iPhone 18預購後出現可疑扣款 四間銀行調查未授權交易
-
Seis mortos e mais de 100 desaparecidos após naufrágio de balsa na Indonésia
-
Enel é autuada por Procon após falha de energia no Shopping Plaza
-
Galaxy Tab S12系列效果圖曝光 Ultra擬配雙鏡頭及瀏海螢幕
-
اليورو يستقر في البنوك المصرية وأعلى سعر للبيع 59.85 جنيه
-
الأرصاد السعودية تتوقع سيولاً وأمطاراً رعدية في خمس مناطق
-
ستاندرد آند بورز تثبت تصنيف السعودية عند A+
-
França minimiza hipótese de ato deliberado após descarrilamento de trem
-
Gigantes da IA concordam em frear seu desenvolvimento
-
Incêndio em balsa nas Filipinas deixa 76 mortos
-
'O Segredo de Widow's Bay' e 'The Pitt' chegam como favoritos ao Emmy
-
França investiga possível ato deliberado após descarrilamento de trem
-
Conselho de Supervisão da Meta pede que verificação não seja substituída por 'Notas da Comunidade'
-
Matemáticos alertam para 'efeito destrutivo' da IA em sua disciplina
-
Venezuela assina com Suriname acordo de cooperação em hidrocarbonetos
-
Deputados britânicos rejeitam legalização da morte assistida
-
Economia da França 'perde fôlego' antes de ano eleitoral incerto
-
Inflação dos EUA se mantém estável em agosto, a 3,4%
-
Reconstrução após desastre no Himalaia tem custo estimado de US$ 4,78 bilhões, diz Nepal
-
Nova York recorda os atentados de 11 de setembro sem Donald Trump
-
Putin chega à Índia para cúpula do Brics marcada por tensões geopolíticas
-
Carney diz que Canadá está pronta para acordo comercial "justo" com EUA
-
Rede de verificadores da América Latina pede à Meta que não substitua a checagem de fatos profissional
-
Família real de Uganda em 'prisão domiciliar' em meio à disputa por sucessão
-
'Vestido da vingança' da princesa Diana será leiloado em Nova York
-
BCE eleva taxas de juros para 2,5% devido à inflação pela guerra no Oriente Médio
-
Incêndio em navio de carga na China deixa ao menos 25 mortos
-
Céline Dion, o retorno de uma diva incansável
-
Estreito de Bab el-Mandeb, a outra passagem marítima ameaçada no Oriente Médio
-
UE obtém acesso ao Mythos, el modelo de IA más potente de Anthropic
-
Índia recebe reunião dos BRICS marcada por tensões gepolíticas
-
Cubanos buscam apoio em santos e orixás para enfrentar crise
-
Apple apresenta primeiro iPhone dobrável, um teste para seu novo CEO
-
Meta começa a testar substituto da checagem de fatos na América Latina
-
UE concede cerca de € 115 milhões à Espanha por crise migratória em Ceuta
-
Asfixiada, indústria argentina acende o debate sobre o modelo de Milei
-
Irã bombardeia base americana na Jordânia e navios no Golfo após ataque contra petroleiros
-
Noruega se despede do rei Harald V, o 'avô' da nação
-
OpenAI afirma que sua IA resolveu um dos problemas mais complexos da matemática
-
Houthis do Iêmen denunciam represálias sauditas após ofensiva que feriu dezenas
-
Indígenas da Guatemala aderem a protestos contra alta dos combustíveis
-
Rebeldes do Iêmen denunciam represálias da Arábia Saudita após ofensiva que deixou dezenas de feridos
-
Empresa de IA usa cachorros para detectar o câncer
-
Austrália propõe multas milionárias para redes sociais que não protegem os jovens
-
Fumo passivo provocou quase 1,7 milhão de mortes, aponta estudo
-
Tarifas do Canadá sobre produtos americanos entram em vigor
-
PISA aponta queda histórica de rendimento escolar, em particular em leitura
-
Aeroportos são reabertos na Indonésia após erupção vulcânica
Os acampamentos de refugiados 'esquecidos' da guerra na Síria
Rahma al Hamud perdeu qualquer esperança de abandonar o acampamento improvisado onde vive na miséria e sem ajuda internacional, junto com outros milhares de deslocados pelo conflito no norte da Síria, em uma área controlada pelos curdos.
"Fomos esquecidos", afirmou a mulher de 33 anos, que vive em uma barraca feita de retalhos de tecido, sacos de adubo e restos de lona.
"Nossos filhos ficam doentes repetidamente. Eles têm febre, diarreia e vômitos", contou esta viúva, mãe de quatro filhos.
A mulher vive no acampamento de Al Yunani, na província síria de Raqqa. Esta área foi declarada pelo grupo jihadista Estado Islâmico como a capital de seu autoproclamado califado, desmantelado por combatentes curdos apoiados pelos Estados Unidos em 2017.
Este assentamento perto do rio Eufrates é um dos muitos campos improvisados para os deslocados pelo conflito na Síria.
Sheikhmous Ahmed, um funcionário da autoridade semiautônoma curda, diz que dezenas de milhares de pessoas vivem em acampamentos improvisados no norte e no nordeste da Síria.
Existem apenas 16 assentamentos para abrigar 150 mil pessoas, que são reconhecidas e têm acesso à ajuda internacional, incluindo os campos de Al Hol e Roj, onde vivem parentes de pessoas acusadas de serem combatentes jihadistas.
- Falta de ajuda -
A situação e a higiene são difíceis nos acampamentos oficiais, mas nos assentamentos irregulares as condições são piores, sem qualquer tipo de organização, ou de assistência humanitária.
Tanya Evans, da organização International Rescue Committee, disse que esses são os "acampamentos esquecidos" da Síria.
"É fundamental um aumento da atenção, do financiamento e dos esforços contínuos da comunidade internacional" para garantir que esses acampamentos "recebam a assistência de que precisam desesperadamente", disse à AFP em um comunicado.
"Mesmo que nos ajudassem a cada dois ou três meses, as pessoas teriam uma (condição) melhor", disse Hamud, que trabalha como diarista em serviços agrícolas.
Hamud fugiu de uma zona na mesma província de Raqqa. A mulher afirma que a ajuda que chega a eles é "escassa".
Três de seus quatro filhos trabalham em uma zona industrial próxima para que a família possa sobreviver.
A guerra na Síria começou em 2011, quando o governo reprimiu protestos pacíficos. Desde então, mais de meio milhão de pessoas morreram, e milhões tiveram de deixar suas casas.
Esta guerra evoluiu para um conflito complexo que envolve potências estrangeiras e vários grupos jihadistas.
- Preso no "inferno" -
Ahmed afirmou que as autoridades curdas trabalham em um plano para transferir moradores de acampamentos irregulares para assentamentos formais, a fim de melhorar suas condições de vida.
Este projeto pode melhorar a vida dos moradores de Sahlat al Banat, um acampamento localizado perto de um lixão nas redondezas da cidade de Raqqa. Seus moradores passam o dia procurando objetos de valor na esperança de vendê-los.
"A situação no campo é terrível", disse Shakura Mohamed, uma mulher de 30 anos que foi deslocada da província de Deir Ezor.
"Nenhuma ajuda chega ao acampamento", contou.
De acordo com um relatório do Escritório das Nações Unidas para Assuntos Humanitários (Ocha), 79% dos assentamentos na província de Raqqa são informais.
Umm Rakan, que mora em Sahlat al Banat, disse que perdeu qualquer esperança.
"Não temos mais a ajuda de ninguém. Perdemos a esperança anos atrás", disse outra mulher, que também fugiu de Deir Ezor. "Estamos destinados a viver presos neste inferno para sempre", desabafa.
L.K.Baumgartner--CPN