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Corina Machado fará coletiva na 5ªfeira e conclama venezuelanos a 'lutar por liberdade'
A ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, dará uma entrevista coletiva em Oslo na quinta-feira (11), um dia depois que, em um discurso lido por sua filha, a líder opositora venezuelana conclamou seu compatriotas a lutarem pela liberdade.
Corina Machado, laureada por desafiar o presidente Nicolás Maduro, não é vista em público há meses, após receber ameaças de morte.
A opositora fará sua primeira aparição pública às 09h15 GMT (6h15 em Brasília) desta quinta-feira, informou o governo da Noruega.
Nesta quarta-feira, Corina Machado conclamou os venezuelanos a "lutar por liberdade" no discurso lido por sua filha, Ana Corina Sosa Machado, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em seu lugar.
Emocionada, ela afirmou que sua mãe chegará a Oslo "em algumas horas", mas que "estará de volta à Venezuela muito em breve".
"Ela quer viver em uma Venezuela livre e nunca renunciará a esse propósito", assegurou.
A cerimônia começou com a interpretação das canções "Alma Llanera" e "Venezuela" pelo popular cantor Danny Ocean, seguida de um discurso do presidente do Comitê Norueguês do Nobel, Jørgen Watne Frydnes, com críticas ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
"Senhor Maduro: deve aceitar os resultados eleitorais e renunciar ao cargo", disse Frydnes, interrompido por aplausos do público.
Na ausência de sua mãe, Ana Corina Sosa Machado recebeu a medalha de ouro e o diploma do prêmio, dotado de 1,2 milhão de dólares (6,54 milhões de reais).
Na primeira fila, acompanharam a cerimônia a mãe de María Corina Machado, Corina Parisca, suas três irmãs e outros dois filhos da laureada.
O discurso, lido por Ana Corina, evocou "a luta contra uma ditadura brutal", na qual "tentamos de tudo".
Fazendo alusão aos sequestros de pessoas, às torturas e à perseguição de opositores, Corina Machado denunciou os "crimes contra a humanidade, documentados pelas Nações Unidas" e um "terrorismo de Estado, usado para enterrar a vontade do povo".
"Se queremos ter democracia, devemos estar dispostos a lutar por liberdade", sustentou.
- Uma viagem 'de extremo perigo' -
Desde outubro, quando foi anunciado o prêmio, a presença de Corina Machado em Oslo era um mistério. Ela não é vista em público desde janeiro, quando participou de um protesto em Caracas contra Maduro.
Dezenas de venezuelanos exilados, aliados políticos de Corina Machado e os presidentes de Argentina, Panamá, Equador e Paraguai viajaram à capital norueguesa para a cerimônia.
No entanto, após anunciar no sábado a presença da laureada, o Instituto Nobel informou horas antes da entrega que Corina Machado não chegaria a tempo devido a "uma viagem em situação de extremo perigo".
Não é a primeira vez que um vencedor do Prêmio da Paz não pode comparecer à entrega. Já aconteceu com a iraniana Narges Mohammadi (2023), o chinês Liu Xiaobo (2010) e a birmanesa Aung San Suu Kyi (1991).
Não se sabe como a líder opositora conseguiu sair da Venezuela e também como pretende retornar ao país.
No mês passado, o procurador-geral da Venezuela declarou à AFP que Corina Machado seria considerada "foragida" caso deixasse seu país, onde é acusada de "atos de conspiração, incitação ao ódio e terrorismo".
Benedicte Bull, professora especialista em América Latina na Universidade de Oslo, destacou que Corina Machado "corre o risco de ser presa se voltar, embora as autoridades tenham mostrado mais moderação com ela do que com muitos outros, porque uma prisão teria um simbolismo muito forte".
Por outro lado, "ela é a líder indiscutível da oposição, mas se permanecer muito tempo no exílio, creio que isso mudará e ela perderá progressivamente influência política", acrescentou.
- Afinidade com Trump -
Em outubro, o Comitê Nobel anunciou o prêmio para María Corina Machado, engenheira de formação, por seus esforços em favor de "uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia" na Venezuela.
Corina Machado passou à clandestinidade depois das eleições presidenciais de julho de 2024, que concederam um terceiro mandato a Nicolás Maduro. Os resultados não foram reconhecidos por Estados Unidos, União Europeia e vários países da América Latina.
A líder opositora afirma que Maduro roubou as eleições de seu candidato, Edmundo González Urrutia, e publicou cópias dos votos emitidos nas máquinas de votação como evidência da fraude. O chavismo nega as acusações.
Ela é elogiada por seus esforços a favor da democracia na Venezuela, mas os adversários criticam sua afinidade com o presidente americano, Donald Trump, a quem ela dedicou seu Nobel.
O presidente republicano ordenou uma grande mobilização militar no Caribe, que resultou em vários ataques das forças americanas contra lanchas supostamente utilizadas pelo tráfico de drogas, com um balanço de 87 mortos.
Maduro, no entanto, insiste em que o verdadeiro objetivo das operações é derrubar o seu governo e assumir o controle das reservas de petróleo da Venezuela.
H.Meyer--CPN