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Governo tenta conter alta no preço dos combustíveis por guerra no Oriente Médio
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quinta-feira (12), medidas para conter a alta nos preços dos combustíveis, devido ao encarecimento do petróleo pela guerra no Oriente Médio.
O combate à inflação é um desafio crucial para Lula, que disputará a reeleição nas eleições gerais de outubro.
O governo vai reduzir temporariamente a zero os impostos sobre a importação de diesel.
Também vai reforçar os controles para evitar aumentos abusivos dos preços nos postos de gasolina pelas distribuidoras.
A grande maioria dos caminhões de carga usa diesel no Brasil. Aumentos no preço do combustível costumam encarecer o frete e, consequentemente, vários outros produtos, em especial os alimentos.
"Estamos fazendo um sacrifício (...) para evitar que os efeitos da irresponsabilidade da guerra cheguem ao povo brasileiro", disse Lula durante uma coletiva de imprensa em Brasília, durante a qual assinou vários decretos.
"Sobretudo são as camadas mais pobres da população do mundo inteiro que sofrem as maiores consequências dessas guerras", acrescentou.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, esclareceu que estas medidas são "temporárias" e não vão interferir na política de preços da Petrobras, que fixa os valores dos combustíveis no país.
A Petrobras não aumentou suas tarifas desde o início da guerra, iniciada em 28 de fevereiro por ataques americanos e israelenses contra o Irã.
O Brasil é autossuficiente em petróleo bruto, cuja produção é realizada principalmente pela Petrobras, mas depende das importações de derivados, como o diesel.
Os números da inflação de fevereiro, publicados nesta quinta-feira, mostraram uma desaceleração nos últimos 12 meses devido, em particular, à queda no custo dos combustíveis.
Mas estes dados não incluíram o aumento atual do preço do petróleo.
A guerra no Oriente Médio está provocando graves perturbações no abastecimento mundial de petróleo, devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz, uma passagem estratégica para os hidrocarbonetos.
C.Peyronnet--CPN