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Mãe de Machado diz à AFP em Oslo que espera que sua filha receba o Nobel pessoalmente
A mãe da líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, disse à AFP nesta segunda-feira (8), no aeroporto de Oslo, que espera que sua filha viaje para a capital norueguesa para receber o Prêmio Nobel da Paz na quarta-feira (10).
A líder da oposição, de 58 anos, vive escondida, e sua participação na cerimônia gerou muita expectativa.
O Instituto Nobel confirmou no sábado que Machado participará da cerimônia em Oslo na quarta-feira, 10 de dezembro.
Uma coletiva de imprensa com Machado está agendada no Instituto Nobel para terça-feira, às 13h00 (09h00 no horário de Brasília).
"Todos os dias rezo o terço a Deus, à Virgem Maria, a ambos, para que tenhamos María Corina amanhã, e se não a tivermos amanhã, é a vontade de Deus", disse Corina Parisca à AFP.
O Comitê Norueguês do Nobel anunciou em 10 de outubro que concederia o prêmio de 2025 a Machado, reconhecendo-a "por seu incansável trabalho na promoção dos direitos democráticos do povo da Venezuela e por sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia".
Esse reconhecimento alimentou especulações sobre seu paradeiro, já que a líder da oposição vive escondida desde agosto de 2024, após os protestos desencadeados pela reeleição do presidente Nicolás Maduro em julho, em meio a acusações de fraude.
O procurador-geral da Venezuela declarou à AFP em novembro que Machado seria considerada "foragida" caso deixasse o país para receber o prêmio.
O diretor do Instituto Nobel, Kristian Berg Harpviken, indicou no sábado que havia entrado em contato com Machado e que ela confirmou sua participação, mas que, "dada a situação de segurança", não poderia fornecer mais detalhes.
Mais tarde, Harpviken declarou à rádio NRK: "Nada é 100% certo no mundo, mas isso é tão certo quanto pode ser".
Líderes latino-americanos, como o presidente argentino, Javier Milei, e o presidente panamenho, José Raúl Mulino, anunciaram sua presença na cerimônia de entrega dos prêmios em Oslo.
M.Mendoza--CPN