-
Irã adverte que guerra se ampliará se outros países intervirem
-
Zelensky denuncia 'chantagem' europeia para reabrir oleoduto que transporta petróleo russo
-
Irã adverte que se outros países intervierem a guerra se ampliará
-
Trump diz que ainda não há condições para acordo com Irã
-
Trump quer envolvimento internacional para garantir tráfego no Estreito de Ormuz
-
Quem vai levar o Oscar de Melhor Filme? Confira os dez indicados
-
Fornecimento de gás é retomado no Peru após semanas de racionamento
-
Fortes explosões abalam o Irã durante manifestação com autoridades
-
Petróleo segue acima de US$ 100 e bolsas europeias fecham em queda
-
Canadá constrói novo quebra-gelo para reforçar presença no Ártico
-
Petróleo recua levemente, mas se mantém perto dos 100 dólares
-
Fortes explosões abalam Teerã
-
Petróleo fecha no nível mais alto desde 2022 depois que Irã prometeu que Estreito de Ormuz permanecerá fechado
-
Tinder busca ir além do 'swipe' para oferecer conexões 'mais relevantes'
-
Nasa se diz pronta para lançar Artemis 2 à Lua a partir de 1º de abril
-
Governo tenta conter alta no preço dos combustíveis por guerra no Oriente Médio
-
Por que os preços do petróleo sobem apesar da liberação recorde de reservas?
-
Chileno vence o prêmio Pritzker de arquitetura de 2026
-
Novo líder supremo do Irã defende que Estreito de Ormuz permaneça fechado
-
Cotação do petróleo volta a superar 100 dólares temporariamente
-
EUA anuncia investigações comerciais que podem abrir caminho para novas tarifas
-
Países da AIE liberam 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas
-
Inflação nos EUA se mantém estável em fevereiro, a 2,4% interanual
-
Trump foi 'positivo' para o setor financeiro nos EUA, diz CEO do Nubank
-
Quatro navios atacados na região do Estreito de Ormuz, foco de preocupação mundial
-
EUA faz novas ameaças ao Irã, que busca paralisar comércio de petróleo
-
Musk duplica sua fortuna e se mantém como o mais rico do mundo, segundo Forbes
-
Explosões sacodem Teerã após promessa dos EUA de intensificar ataques
-
Petróleo despenca e impulsiona alta das bolsas
-
Jovens cineastas que sonham com Oscar veem IA como um atalho
-
Startup de IA arrecada US$ 1 bilhão e busca 'mudança de paradigma'
-
Volkswagen cortará 50 mil empregos na Alemanha até 2030
-
Dezenas de civis mortos no Haiti por ataques de drones usados contra gangues
-
Blazy oferece uma viagem no tempo através do icônico tailleur da Chanel
-
Petróleo modera sua alta e Wall Street se recupera graças a Trump
-
EUA patrulha espaço aéreo da Venezuela com caças
-
Anthropic processa o governo dos EUA por disputa sobre o uso de sua IA
-
Empresas mexicanas denunciam medidas dos EUA que corroem T-MEC
-
Live Nation chega a acordo com governo dos EUA em caso antimonopólio
-
G7 considera liberar reservas estratégicas de petróleo, mas 'ainda não'
-
Barril de petróleo supera os US$ 100
-
Sob intensos bombardeios, Irã define sucessor de Ali Khamenei
-
IA, componente essencial da guerra que ainda levanta dúvidas
-
Trump diz que apenas 'rendição incondicional' do Irã pode encerrar a guerra
-
Provedora de imagens de satélite reterá por 96 horas fotos de países do Golfo atacados
-
Guerra no Oriente Médio impulsiona barril Brent e WTI para mais de US$ 90
-
Três ex-presidentes dos EUA se reúnem em homenagem a Jesse Jackson
-
EUA perde empregos, mas Casa Branca considera que economia segue 'forte'
-
Guerra no Oriente Médio impulsiona barril de petróleo para mais de US$ 90
-
Austrália obriga sites pornográficos a bloquear acesso de menores de 18 anos a partir de segunda-feira
Seca e inundações repentinas forçam afegãos a abandonar suas casas
Ao lado de pequenas malas com seus pertences, Maruf espera por um veículo que o levará embora, junto com sua família, de sua aldeia, no norte do Afeganistão, onde a terra, impactada pela seca, não produz nada há anos.
A maioria das casas de barro de seu povoado estão vazias. Os moradores fugiram da "sede, da fome e de uma vida sem futuro", diz à AFP este pai de família, de 50 anos.
"Nossos campos se renderam. Nestas condições, as pessoas são obrigadas a partir", afirma.
Décadas de guerra obrigaram milhões de afegãos a abandonar seu território, mas desde que o Talibã recuperou o poder em 2021, a principal causa do deslocamento não é mais a política ou a segurança.
Quase cinco milhões de pessoas foram afetadas e 400.000 tiveram que abandonar suas casas no Afeganistão devido a fenômenos meteorológicos no início de 2025, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
A maioria dos 48 milhões de habitantes do país, um dos mais vulneráveis aos efeitos da mudança climática, vive em casas de barro e dependem da agricultura, também afetada pelo aumento das temperaturas e pelos fenômenos meteorológicos extremos.
Dos últimos cinco anos, quatro foram marcados por um aumento da seca, enquanto algumas regiões sofreram inundações repentinas devastadoras que destruíram casas, plantações e gado.
- "À beira do precipício" -
"As colheitas infrutíferas, a seca dos pastos e o desaparecimento das fontes de água estão levando as comunidades rurais à beira do precipício", alerta a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês). O norte do país é o mais afetado.
Na província de Jowzjan, Abdul Jalil Rassouli viu como sua aldeia, Bakawal, mudou. Onde antes os melões cresciam em abundância, agora é preciso comprá-los na cidade porque a terra já não é produtiva.
"A escassez de água destrói tudo: a agricultura está devastada, as árvores estão morrendo e não plantamos mais", diz o homem de 64 anos.
Os habitantes fugiram para os países vizinhos Irã e Paquistão há uma década com a esperança de um futuro melhor. Mas muitos tiveram que retornar: mais de 4 milhões de afegãos foram expulsos desde o fim de 2023, de acordo com a OIM, quando o Paquistão iniciou repatriações em massa.
Ao retornarem, não voltaram a trabalhar na terra, mas realizam trabalhos esporádicos.
Jalil Rassouli espera que o canal Qosh Tepa, em construção há anos, permita irrigar os campos com o rio Amu Daria. No entanto, a obra pode levar mais de um ano para ser concluída, segundo funcionários do governo talibã.
- "Nunca vimos algo assim" -
Em julho, o ministro de Energia e Água Abdul Latif Mansur enumerou os projetos de represas e canais, mas reconheceu que "as medidas adotadas não são suficientes".
"Há muitos episódios de seca. Devemos recorrer a Deus", afirmou.
Mas a chuva nem sempre é uma boa notícia. Em caso de inundações repentinas, o solo ressecado não consegue reter a água.
De acordo com a ONU, este ano as precipitações chegaram mais cedo ao país, com temperaturas mais elevadas do que o normal, o que aumentou o risco de inundações.
Em junho, a água destruiu tudo em seu caminho na província central de Maidan Wardak.
"Tenho 54 anos e nunca vimos algo assim", disse Mohammed Qassim.
Wahidullah, de 18 anos, viu seu gado se afogar e sua casa se tornar inabitável. Agora, sua família, composta por 11 pessoas, dorme em uma barraca em um terreno ligeiramente elevado com alguns dos pertences resgatados das águas.
"Se houver outra inundação, não teremos mais nada nem para onde ir", afirma.
St.Ch.Baker--CPN