-
Kennedy Center enfrenta risco de falência e fechamento, afirma Washington Post
-
Indonésia retoma busca de desaparecidos após naufrágio de balsa
-
Resultado indefinido nas eleições da Suécia; extrema direita perde terreno
-
Claro lança serviço de filtro de telemarketing e entra na disputa com Vivo
-
Como os semáforos inteligentes com IA estão reduzindo o trânsito em grandes cidades
-
Autonomia de carros elétricos após oito anos: perda média e fatores
-
نوشا آوبل دم از مسئولیت میزند؛ خرابی خیابانهای پوتسدام گواه ضعف مدیریت اوست
-
Esquerda social-democrata lidera eleições na Suécia e extrema direita perde terreno
-
Seis mortos e 129 desaparecidos após naufrágio de balsa na Indonésia
-
Polônia denuncia 'escalada' de Moscou após ataque a trem na fronteira com Ucrânia
-
Governo dos EUA reluta em regulamentar IA
-
Restringir IA em excesso pode beneficiar China, diz presidente da Câmara dos EUA
-
Diretor da Casa Argentina em Paris renuncia ao cargo
-
Suécia vota em eleições acirradas com extrema direita em busca do governo
-
'Segunda chance': sobrevivente do Nepal relata sua odisseia preso em um túnel
-
OpenAI anuncia que não abrirá seu capital este ano
-
iPhone 18預購後出現可疑扣款 四間銀行調查未授權交易
-
Seis mortos e mais de 100 desaparecidos após naufrágio de balsa na Indonésia
-
Enel é autuada por Procon após falha de energia no Shopping Plaza
-
Galaxy Tab S12系列效果圖曝光 Ultra擬配雙鏡頭及瀏海螢幕
-
اليورو يستقر في البنوك المصرية وأعلى سعر للبيع 59.85 جنيه
-
الأرصاد السعودية تتوقع سيولاً وأمطاراً رعدية في خمس مناطق
-
ستاندرد آند بورز تثبت تصنيف السعودية عند A+
-
França minimiza hipótese de ato deliberado após descarrilamento de trem
-
Gigantes da IA concordam em frear seu desenvolvimento
-
Incêndio em balsa nas Filipinas deixa 76 mortos
-
'O Segredo de Widow's Bay' e 'The Pitt' chegam como favoritos ao Emmy
-
França investiga possível ato deliberado após descarrilamento de trem
-
Conselho de Supervisão da Meta pede que verificação não seja substituída por 'Notas da Comunidade'
-
Matemáticos alertam para 'efeito destrutivo' da IA em sua disciplina
-
Venezuela assina com Suriname acordo de cooperação em hidrocarbonetos
-
Deputados britânicos rejeitam legalização da morte assistida
-
Economia da França 'perde fôlego' antes de ano eleitoral incerto
-
Inflação dos EUA se mantém estável em agosto, a 3,4%
-
Reconstrução após desastre no Himalaia tem custo estimado de US$ 4,78 bilhões, diz Nepal
-
Nova York recorda os atentados de 11 de setembro sem Donald Trump
-
Putin chega à Índia para cúpula do Brics marcada por tensões geopolíticas
-
Carney diz que Canadá está pronta para acordo comercial "justo" com EUA
-
Rede de verificadores da América Latina pede à Meta que não substitua a checagem de fatos profissional
-
Família real de Uganda em 'prisão domiciliar' em meio à disputa por sucessão
-
'Vestido da vingança' da princesa Diana será leiloado em Nova York
-
BCE eleva taxas de juros para 2,5% devido à inflação pela guerra no Oriente Médio
-
Incêndio em navio de carga na China deixa ao menos 25 mortos
-
Céline Dion, o retorno de uma diva incansável
-
Estreito de Bab el-Mandeb, a outra passagem marítima ameaçada no Oriente Médio
-
UE obtém acesso ao Mythos, el modelo de IA más potente de Anthropic
-
Índia recebe reunião dos BRICS marcada por tensões gepolíticas
-
Cubanos buscam apoio em santos e orixás para enfrentar crise
-
Apple apresenta primeiro iPhone dobrável, um teste para seu novo CEO
-
Meta começa a testar substituto da checagem de fatos na América Latina
Kast ajusta suas promessas após um turbulento início de governo no Chile
Quando José Antonio Kast assumiu a Presidência do Chile, em março, Franklin Prieto acreditou que os preços baixariam e que a segurança melhoraria. Cem dias depois, esse jovem de Santiago afirma não ter visto as mudanças que esperava.
Kast, um advogado de extrema direita de 60 anos, chegou ao poder com grandes ambições. Durante sua campanha, havia prometido expulsar os 340 mil migrantes em situação irregular que viveriam no Chile, segundo estimativas, endurecer o combate à criminalidade e reativar a economia.
Mas Prieto, um comerciante de 19 anos, diz sentir-se "decepcionado".
"Tudo o que a gente compra, como comida, subiu bastante", lamenta, enquanto percorre as ruas do centro da capital com seu carrinho carregado de 'chicha' (uma bebida fermentada local). O bairro da Independencia, onde ele mora e trabalha, ainda "está tomado pela criminalidade", assegura.
Prieto não é o único insatisfeito: segundo diferentes pesquisas, a desaprovação de Kast supera os 50%.
- Golpe no bolso -
A primeira grande decisão de Kast foi ajustar um fundo para amortecer a volatilidade dos combustíveis, o que fez dispararem seus preços em até 60% e aumentou o custo de vida.
O governo acusou a administração anterior do esquerdista Gabriel Boric, de ter deixado os cofres públicos enfraquecidos e priorizou a redução do déficit fiscal.
Solange Molina, uma funcionária administrativa de 44 anos, sentiu o baque. "Gasto menos em coisas como lazer ou diversão. Estou mais receosa de exagerar nesse tipo de gasto", diz.
Para impulsionar a economia, Kast propôs uma ampla reforma com o objetivo de aumentar a atividade por meio de reduções graduais do imposto sobre as grandes empresas e outros incentivos tributários.
Mas o governo acabou admitindo que não alcançaria suas metas até o fim do mandato, em 2030. Agora revisou sua previsão de déficit fiscal zero para 1,5% e reduziu sua projeção de crescimento do PIB de 4% para 3,5%.
"Sempre imaginamos que (a situação) poderia ser um pouco mais complexa, mas não na magnitude em que a encontramos", disse o ministro da Fazenda, Jorge Quiroz, ao reconhecer a revisão das expectativas econômicas.
- Agenda de segurança -
O combate à insegurança, outra das grandes promessas de Kast, também enfrentou obstáculos.
Embora o Chile continue sendo um dos países mais seguros da região, os homicídios e sequestros aumentaram na última década, associados à chegada de grupos criminosos estrangeiros, como o Tren de Aragua, uma quadrilha venezuelana.
Apesar de ser uma prioridade do governo, a recém-nomeada ministra da Segurança, Trinidad Steinert, reconheceu que não esperava que o Congresso lhe exigisse tão rapidamente um plano de segurança "estruturado e concreto".
Kast a demitiu após apenas 69 dias no cargo na mudança de gabinete mais rápida desde o retorno da democracia no país, em 1990.
Poucos dias depois, anunciou o envio de reforço policial a 50 bairros "contra os mercados ilícitos e o crime organizado" e penas mais duras para esses delitos. Também propôs um cadastro de "vândalos" voltado àqueles que atacarem a polícia ou danificarem monumentos. Essas pessoas poderiam perder certos benefícios, como gratuidade nos estudos universitários ou uma aposentadoria estatal.
- Migração irregular -
O governo Kast afirma ter endurecido sua política contra a imigração irregular. Seus críticos consideram, no entanto, que sua promessa de expulsar os migrantes sem documentos, majoritariamente venezuelanos, é irrealizável.
Em três meses, 639 pessoas foram expulsas, informou o governo à AFP. Nesse ritmo, atingiria o objetivo anunciado em cerca de 130 anos.
"O presidente estava completamente ciente de que essa promessa não tinha respaldo técnico nem capacidade concreta de ser colocada em prática", critica Constanza Schönhaut, deputada da Frente Ampla, o principal partido de oposição.
O Chile e a Venezuela não mantêm relações diplomáticas desde 2024, o que impede o governo chileno de organizar voos de repatriação para aquele país.
Como alternativa, Kast incentivará saídas voluntárias de migrantes. Em troca, os afetados não receberiam multas nem teriam proibido um eventual retorno ao Chile.
Apesar da queda de sua popularidade, Kast não enfrentou protestos em massa comparáveis aos de 2019, quando centenas de milhares de pessoas saíram às ruas para reivindicar melhorias sociais.
Para Roberto Morales, um pregador de 69 anos, o governo enfrenta "muitas coisas adversas" e é melhor esperar para avaliar sua gestão.
"Tem que passar um tempo para dar uma resposta definitiva", diz.
A.Mykhailo--CPN