-
Julgamento de Elon Musk contra OpenAI em argumentos finais
-
Trump buscará concluir sua cúpula com Xi com resultados tangíveis em comércio
-
Mercado do petróleo se mantém estável, de olho em reunião entre Trump e Xi
-
Na OEA, Noboa se diz disposto a 'trabalhar com países que querem paz'
-
FMI alerta para 'cenário adverso' caso guerra no Irã se prolongue
-
Fundo de investimento público saudita vai patrocinar Copa do Mundo de 2026
-
Princesa Kate encerra visita à Itália com aula de preparo de massa
-
Cuba tem apagão maciço e protestos, enquanto governo diz estar sem combustível
-
Rainha Margreth II da Dinamarca, que abdicou em 2024, é internada por dores no peito
-
Grande apagão atinge o leste de Cuba
-
Cães policiais farejam entorpecentes no Festival de Cannes
-
Presidente admite situação elétrica 'tensa' em Cuba e culpa EUA
-
Senado dos EUA aprova nomeação de Kevin Warsh como presidente do Fed
-
Tiltil, o povoado chileno que convive com o lixão que mais emite metano no mundo
-
Resiliência econômica dos EUA é testada pela guerra com o Irã
-
Situação elétrica se degrada em Cuba após curto alívio com petróleo russo
-
UE não vai proibir terapias de conversão para pessoas LGBTQIA+, mas incentivará países-membros a fazê-lo
-
Crise do governo trabalhista britânico ofusca tradicional discurso do rei
-
Princesa de Astúrias reconhece pioneiros do sequenciamento rápido do DNA
-
'Não é culpa do meu filho': a maternidade das vítimas de estupros na guerra do Sudão
-
Obras para a Copa do Mundo atrapalham vida de trabalhadoras sexuais no México
-
Comediante Conan O'Brien será novamente anfitrião do Oscar em 2027
-
Diretor da OpenAI diz em julgamento que Musk 'queria 90%' da empresa
-
Inflação de abril nos EUA alcançou seu nível mais alto em três anos por guerra no Irã
-
Hamburgo nomeia Kathleen Krüger como sua primeira diretora esportiva
-
Mosquito 'antidengue', um avanço, mas não uma solução milagrosa no Brasil
-
'Mudança climática é machista', alertam ONGs
-
Inflação nos EUA atingiu em abril seu nível mais alto em três anos pela guerra no Irã
-
Hollywood tem medo do Festival de Cannes?
-
Guerra com o Irã deixa sem cor os pacotes de batatas chips no Japão
-
Dua Lipa processa a Samsung nos Estados Unidos por uso indevido da imagem
-
Elon Musk e Tim Cook viajarão com Trump à China, anuncia Casa Branca
-
SNC Scandic Coin: Ativos reais combinados com a usabilidade digital
-
SNC Scandic Coin: реальные активы и цифровые возможности
-
SNC Scandic Coin: поєднання реальних активів та цифрової функціональності
-
Bloqueio de fertilizantes em Ormuz pode desencadear 'grande crise humanitária', afirma alto funcionário da ONU
-
CEO da Microsoft vai depor sobre seu papel na fundação da OpenAI
-
Trump rejeita condições do Irã para paz e Teerã alerta sobre novos ataques
-
IA não pode substituir animais atores, diz diretor de filme com um cachorro como herói
-
O que a China espera da visita de Trump?
-
Medo do hantavírus revive teorias da conspiração sobre pandemia de covid
-
Mulher que esteve com holandesa falecida tem suspeita de hantavírus
-
Criação de empregos nos EUA aumentou mais do que o esperado em abril
-
OMS reitera que risco do hantavírus para população é mínimo
-
Trump sanciona Gaesa e mineradora canadense Sherritt em nova escalada contra Cuba
-
Atores gerados por IA não poderão ser premiados no Globo de Ouro
-
Surto de 2018 na Argentina dá pistas sobre como o hantavírus se propaga
-
Israel e Líbano vão dialogar nos EUA, que espera resposta do Irã à sua proposta
-
O luto silencioso dos filhos de migrantes senegaleses desaparecidos no mar
-
'O hantavírus não é como a covid', diz médica que trata de paciente nos Países Baixos
'Mudança climática é machista', alertam ONGs
As consequências da mudança climática sobre as desigualdades de gênero, durante muito tempo relegadas a segundo plano, são alvo de alertas de ONGs. Às vésperas do G7, essas organizações denunciam a brecha entre os anúncios políticos e a realidade do financiamento.
"A mudança climática é machista", afirma Mathilde Henry, da CARE França. "Ela acelera os riscos para as mulheres, multiplica os riscos" e, "quando há secas, quando as colheitas fracassam, são as mulheres que comem por último e em menor quantidade".
Atualmente, 47,8 milhões de mulheres a mais do que homens sofrem insegurança alimentar no mundo, destaca a Ação contra a Fome (ACF), para quem as desigualdades de gênero são ao mesmo tempo "uma causa e uma consequência da fome".
O aumento das temperaturas também influencia sua segurança.
Cada aumento de 1°C na temperatura global está associado a um crescimento de 4,7% na violência doméstica, apontava em abril de 2025 um estudo da Iniciativa Spotlight, parceria entre a União Europeia, a ONU e o governo do México.
Fenômenos meteorológicos extremos, como as inundações em Bangladesh, se traduzem em um aumento documentado da violência de gênero e dos casamentos infantis, segundo Henry.
Além disso, a inação diante da mudança climática pode empurrar até 158,3 milhões adicionais de mulheres e meninas para a pobreza extrema até 2050, detalha o Gender Snapshot 2025, da ONU Mulheres.
Nesse contexto, várias organizações aproveitam o G7 para tentar influenciar esse tema.
- Diplomacia feminista -
Embora a França, que exerce neste ano a presidência do G7, tenha adotado uma estratégia de diplomacia feminista para o período 2025-2030, no terreno as associações denunciam o retrocesso da ajuda e seus efeitos.
Em 2025, a ajuda pública ao desenvolvimento (APD) dos membros e associados do Comitê de Ajuda ao Desenvolvimento alcançou 174,3 bilhões de dólares (R$ 860,8 bilhões), uma queda de 23,1% em relação ao ano anterior, a maior contração anual registrada, segundo a OCDE.
Alemanha, Estados Unidos, Reino Unido, Japão e França representam 95,7% da queda total da APD.
O Fundo de Apoio às Organizações Feministas (Fsof), "a iniciativa mais emblemática da diplomacia feminista da França, está seriamente afetado", afirma a Plan International França.
"Há um ataque à linguagem, um ataque ideológico e um ataque financeiro que sequer é combatido pelos países que dizem defender a igualdade", comenta Léa Cros, da ACF.
Esses cortes têm efeitos diretos na continuidade de programas de ONGs internacionais, encerrados às dezenas, assim como em estruturas locais na linha de frente e em milhões de beneficiários.
"Tudo isso pode se traduzir, infelizmente, em mortes, crianças fora da escola, casamentos infantis...", enumera Michelle Perrot, da Plan International França.
- Espaços de decisão -
Para tentar frear esses fenômenos, especialistas de países do Sul Global pedem para ser incluídas nas políticas públicas.
Além de sua vulnerabilidade diante dos impactos climáticos, essas mulheres também impulsionam parte das soluções de adaptação, especialmente em matéria de proteção da natureza e agricultura.
"As mulheres não são apenas vulneráveis. Se forem apoiadas, podem se tornar agentes de mudança", afirmou Hoang Thi Ngoc Ha, pesquisadora vietnamita especializada em soluções baseadas na natureza e na integração de gênero na adaptação climática, durante uma entrevista coletiva antes do G7 de Meio Ambiente, no fim de abril.
Por outro lado, as mulheres de comunidades indígenas continuam sendo "quase sistematicamente excluídas" dos espaços internacionais de decisão, segundo Gladys Yolanda Guamán Casillas.
A especialista equatoriana em agroecologia pediu "aos governos de todos os países do mundo" que sejam "impulsionadores para que sejamos ouvidas".
Y.Ibrahim--CPN