-
SpaceX tem arrecadação recorde em estreia na bolsa
-
Estreito de Ormuz será 'completamente aberto' na 6ª após acordo com Irã, diz Trump
-
Acordo entre Irã e EUA representa uma 'catástrofe' para Israel, afirmam analistas
-
Trump ameaça taxar vinhos franceses em 100% devido ao imposto digital
-
Reino Unido proibirá acesso às redes sociais para menores de 16 anos
-
Filho da princesa herdeira da Noruega condenado a 4 anos de prisão por estupro
-
Alívio na Suíça após rejeição de limite à imigração
-
Nova Jersey homenageia Bruce Springsteen com museu
-
UE proibirá companhias aéreas de cobrar de pais para sentarem ao lado dos filhos
-
Medalha de Pelé da Copa de 1958 será leiloada na Inglaterra
-
Rivalidade com a China estará em pauta na cúpula do G7 na França
-
SpaceX tem estreia recorde na Bolsa de Valores
-
França se despede de menina cujo suposto assassinato chocou o país
-
OIT adota primeiro acordo internacional sobre trabalhadores de plataformas digitais
-
Inflação subiu em maio, apesar das medidas de Lula para conter os preços dos combustíveis
-
Queda da ajuda internacional coloca luta contra HIV em risco, diz ONU
-
Princesa da Tailândia morre após três anos internada
-
SpaceX se prepara para abrir capital e quebrar todos os recordes
-
Airbus impulsiona aliança com Alemanha para fabricar caça de 6º geração
-
Seis pessoas são detidas em Hong Kong em caso de falsificação de produtos da Copa do Mundo
-
BCE eleva suas taxas de juros a 2,25% devido à inflação pela guerra no Irã
-
Fenômeno El Niño já começou, anuncia agência climática dos EUA
-
BM reduz projeção de crescimento da América Latina por incerteza energética
-
Bonecas com IA cuidam de idosos na Coreia do Sul
-
'Não há ebola aqui': desinformação dificulta luta contra epidemia na RD Congo
-
Grande expectativa pela estreia da SpaceX na Bolsa
-
A escola da Ópera de Paris e o ensino francês do balé clássico
-
Papa denuncia a 'indiferença' com os imigrantes em ato simbólico nas Canárias
-
Robôs de limpeza saem dos laboratórios e começam a trabalhar nas casas chinesas
-
Trabalhadores indianos treinam robôs de IA com vídeos de atividades humanas
-
Primeira bolsa de couro feita a partir de células de T-Rex vai a leilão
-
Para além de gols e vitórias: histórias e imagens de quase um século de Copa do Mundo
-
Ícone do pop francês Patrick Bruel é acusado de estupro e agressão sexual
-
Chefe da Nasa defende tripulação da missão Artemis III, composta apenas por homens
-
Mais do que fincar uma bandeira, o plano é 'viver' na Lua, diz cientista da Nasa sobre Artemis
-
Inflação dos EUA sobe ao nível mais alto em três anos e pressiona Trump
-
Valeria, uma jovem ucraniana que enfrenta as cicatrizes psicológicas da guerra
-
Suspeito de ataque em Belfast comparece a tribunal após noite de violência
-
Árbitro impedido de entrar nos Estados Unidos é recebido como herói na Somália
-
Nova companhia aérea saudita inicia operações durante guerra no Oriente Médio
-
Filho do cineasta Rob Reiner, acusado de matar os pais, reivindica fundos da família
-
"Espero que tenha algo italiano no menu", diz piloto da Artemis III
-
Italiano Luca Parmitano será 1º europeu a integrar missão Artemis
-
Nintendo anuncia remake do jogo 'The Legend of Zelda: Ocarina of Time'
-
Fora da Copa do Mundo, China volta atenção ao árbitro Ma Ning
-
OpenAI dá o primeiro passo rumo à sua estreia na Bolsa nos EUA
-
Empresários e sindicatos suíços se unem contra proposta de limitar a imigração
-
Trump afirma que negociação de acordo de paz com o Irã está na 'fase final'
-
Irã e Israel suspendem hostilidades, mas ameaças persistem
-
Smartphones podem se responsáveis por queda da taxa de natalidade, apontam estudos
Editoras combatem proibições de livros nos Estados Unidos
As tentativas de retirar livros sobre questões raciais ou da comunidade LGBTQIA+ estão se multiplicando nos Estados Unidos, alertaram esta semana na Feira do Livro de Frankfurt editoras e defensores da liberdade de expressão que resistem à ofensiva.
Os Estados Unidos registraram nos últimos anos um forte aumento na proibição de livros considerados excessivamente progressistas em escolas e bibliotecas públicas, movimento impulsionado por grupos conservadores de direita.
De acordo com dados da Associação Americana de Bibliotecas, em 2020 apenas 300 títulos foram alvo de contestação em todo o país. Em 2023, o número ultrapassou 9.000, alertou a entidade, que acompanha os casos desde 1990.
- "O ódio manifestando-se na cultura" -
"É uma missão ideológica de pessoas de direita", disse à AFP Jon Yaged, diretor executivo da Macmillan Publishers, responsável por alguns títulos da qual foram contestados nos Estados Unidos.
"Esta é apenas a mais recente manifestação do ódio na cultura", opinou Yaged na feira de Frankfurt, a maior do mundo, onde o tema foi debatido intensamente.
A associação global de escritores PEN International afirma que existe uma tendência global nesse sentido e relatou um "aumento dramático nas proibições de livros e na censura" nos últimos anos, do Afeganistão à Rússia.
Nos Estados Unidos, os grupos conservadores que promovem a eliminação de certos livros rejeitam as acusações de censura e argumentam que pretendem limitar o acesso a material impróprio.
- Impulso educativo conservador -
Os conservadores americanos lutam há anos contra o que consideram uma agenda progressista na educação e agora contam com o apoio do governo do presidente Donald Trump.
De acordo com a ALA, os motivos mais comuns para contestar livros em 2024 foram acusações de obscenidade em livros infantis, personagens ou temas LGBTQIA+ e discussões sobre questões raciais.
Entre os títulos mais atacados está 'Nem Todos os Meninos são Azuis', uma coleção de ensaios sobre as experiências de George M. Johnson, ativista e membro da comunidade negra e LGBTQIA+ dos Estados Unidos que escreveu a obra.
Outros incluem 'O Olho Mais Azul', de Toni Morrison, que apresenta descrições de abuso sexual e temas raciais, e 'As vantagens de ser invisível', um romance de Stephen Chbosky que inclui consumo de drogas e sexo entre adolescentes.
Ativistas conservadores e políticos locais, particularmente em estados liderados por republicanos, são frequentemente os que pressionam os conselhos escolares a proibir livros, mas os esforços estão assumindo formas cada vez mais diversas, de acordo com a filial americana da PEN.
Por exemplo, legislaturas em alguns estados aprovaram leis que visam restringir o acesso a certos títulos, alguns políticos divulgaram listas de livros que contêm material "explícito" e vários distritos escolares divulgaram listas recomendando "não comprar" certas obras, de acordo com o grupo.
- Flórida, o epicentro -
De acordo com a PEN, o estado onde mais restrições a livros escolares foram documentadas no ano passado foi a Flórida. Seu governador, o republicano Ron DeSantis, promove políticas educacionais conservadoras que incluem a proibição de discutir sexualidade e identidade de gênero em sala de aula.
Aqueles que fazem campanha para limitar o acesso normalmente argumentam que buscam proteger os jovens.
O grupo conservador Moms for Liberty (Mães pela Liberdade) afirmou recentemente que "contestar a colocação de materiais obscenos nas bibliotecas escolares não é censura nem proibição".
Ele apenas busca "evitar que as crianças sejam expostas a materiais inadequados para sua idade", alegou em um comunicado.
Editoras como a Macmillan, a Penguin Random House e a HarperCollins, bem como autores e grupos de defesa da liberdade de expressão, entraram com ações judiciais contra as restrições, com algum sucesso.
Em alguns distritos escolares, membros da comunidade, desde pais até autores e estudantes, também têm lutado contra as proibições de livros.
Os autores percebem um clima cada vez mais adverso para obras que representam grupos minoritários, mesmo fora dos Estados Unidos.
"A situação está piorando em nível global", disse à AFP o autor americano-espanhol Lawrence Schimel, cujos livros, que apresentam crianças com pais do mesmo gênero, tiveram problemas na Rússia e na Hungria nos últimos anos.
Apesar dos desafios crescentes, Yaged, da Macmillan Publishers, mostrou-se decidido. "Enquanto houver livros, haverá pessoas tentando proibi-los", disse ele. "E elas não vencerão enquanto continuarmos lutando".
Y.Uduike--CPN