-
Documentos indicam que ex-príncipe Andrew convidou Jeffrey Epstein ao Palácio de Buckingham
-
Principal refinaria de petróleo do Equador registra segundo incêndio em oito meses
-
Dinamarquesa Maersk vai operar portos no canal do Panamá
-
Postos de gasolina têm longas filas em Cuba, que acusa Trump de 'asfixiar' sua economia
-
EUA improvisa programa de controle das finanças venezuelanas que levanta questionamentos
-
Kendrick Lamar, Bad Bunny e Lady Gaga lideram a disputa pelo Grammy
-
Desemprego no Brasil caiu para 5,6% em 2025, menor índice da série histórica
-
Reino Unido insiste em reforçar laços com a China apesar das advertências de Trump
-
Zona do euro registra crescimento de 1,5% em 2025 apesar da tensão com EUA
-
IA ajuda médicos a detectar câncer de mama em exames, aponta estudo
-
'Difícil sobreviver': idosos de Kiev tremem de frio sem luz nem aquecimento após ataques russos
-
Desemprego registra leve queda na zona do euro em dezembro
-
Premiê britânico insiste em reforçar laços com a China apesar das advertências de Trump
-
Trump ameaça com tarifas países que venderem petróleo a Cuba
-
Nubank recebe aprovação inicial para operar como banco nos EUA
-
Venezuela abre sua indústria petrolífera a investimentos privados sob pressão dos EUA
-
Trump anuncia que mandou reabrir o espaço aéreo da Venezuela
-
Colômbia restringe importação de drones diante dos ataques de guerrilheiros
-
Grupo petroquímico Dow cortará 4.500 postos de trabalho
-
Diante da pressão ocidental, Irã ameaça com 'resposta esmagadora'
-
Trump lida com consequências de ataque armado em Minneapolis, dois agentes de imigração são suspensos
-
Samsung registra lucro trimestral recorde graças à demanda por chips de IA
-
Nasa prevê lançamento de missão para troca de astronautas da ISS em 11/2
-
Lula defende soberania do Panamá sobre o Canal, questionada por Trump
-
Copom mantém taxa Selic em 15%, mas prevê 'flexibilização'
-
SpaceX quer fazer IPO em data que coincida com alinhamento planetário e aniversário de Musk
-
Trump adverte prefeito de Minneapolis sobre migração e tensão volta a escalar
-
Fed mantém taxas de juros inalteradas e desafia pressão de Trump
-
Irã adverte que 'vai responder como nunca' em caso de ataque dos EUA
-
Uma das últimas sobreviventes do Holocausto alerta para ressurgimento do antissemitismo
-
Mundo não está preparado para o aumento do calor extremo, dizem cientistas
-
Suécia planeja proibir celulares em escolas de níveis fundamental e médio
-
Amazon corta 16 mil empregos como parte de estratégia para investir em IA
-
Japão ainda está longe de alcançar a paridade de gênero nas eleições legislativas
-
Petróleo brasileiro gera inveja e debate na Guiana Francesa
-
Otan deve se tornar mais europeia, afirma chefe da diplomacia da UE
-
América Latina e Caribe impulsionam plano de ajuda ao Haiti
-
Senado dos EUA convoca chefes das principais agências migratórias
-
Celebridades convocam protestos contra ações da polícia migratória dos EUA
-
Bombardeios russos na Ucrânia matam 11 pessoas e atingem trem de passageiros
-
Melania Trump faz 'apelo à unidade' após mortes em Minneapolis
-
Bombardeios russos na Ucrânia matam ao menos 10 pessoas e atingem usinas energéticas
-
UE ajudará Google a abrir Android para serviços de IA concorrentes
-
Califórnia investiga TikTok por censurar críticas a Trump
-
Adani e Embraer anunciam acordo para fabricar aviões na Índia
-
Indignação na Itália por participação de divisão do ICE nos Jogos Olímpicos de Inverno
-
Grande tempestade de inverno deixa pelo menos 30 mortos nos EUA
-
Blazy estreia na alta-costura e exalta a natureza para a Chanel
-
'Nossas crianças serão as próximas', temem quenianos enquanto a seca devasta o gado
-
Trump afirma que Irã quer negociar enquanto porta-aviões americano chega ao Oriente Médio
Sétimo dia de combates mortais na Síria apesar de apelos por cessar-fogo
Sunitas e beduínos entraram em confronto com drusos neste sábado(19) na cidade de Sweida, no sul da Síria, apesar dos apelos por um cessar-fogo, no sétimo dia de violência entre tribos locais que deixou 940 mortos, segundo uma ONG.
O governo sírio anunciou anteriormente o envio de suas forças à província de Sweida, de maioria drusa, e instou "todas as partes a respeitarem" o cessar-fogo declarado.
Em um bairro da cidade de Sweida, combatentes destas tribos, alguns mascarados, dispararam armas automáticas contra seus adversários, segundo imagens da AFP. Colunas de fumaça subiam sobre a capital da província de mesmo nome.
"Viemos aqui e vamos massacrar todos eles em suas casas", disse um dos combatentes, que se identificou como Abu Jasem, referindo-se aos drusos.
Conflitos entre tribos sunitas e beduínos, de um lado, e combatentes da minoria drusa, de outro, continuaram na região oeste da cidade e arredores, segundo correspondentes da AFP no local.
O presidente interino da Síria, Ahmed al-Sharaa, que assumiu o poder após derrubar Bashar al-Assad em dezembro, reafirmou seu compromisso com a proteção das minorias e destacou "o importante papel desempenhado pelos Estados Unidos, que confirmaram seu apoio à Síria".
O Ministério do Interior anunciou o envio de forças de segurança à província de Sweida "com o objetivo de proteger os civis e pôr fim ao caos".
Israel, que afirma querer defender os drusos, minoria esotérica nascida do islamismo xiita, tem se oposto até agora à presença dessas forças na região.
- 80.000 deslocados -
O governo sírio, alegando querer restaurar a ordem, enviou suas forças na terça-feira a Sweida, até então controlada por combatentes drusos, mas as retirou após ameaças de Israel.
Israel bombardeou vários alvos governamentais em Damasco e ameaçou intensificar seus ataques. Ao anunciar a retirada, a Al Sharaa declarou que queria evitar uma "guerra aberta".
Os Estados Unidos anunciaram um acordo de cessar-fogo entre a Síria e Israel na noite de sexta-feira, pedindo aos "drusos, beduínos e sunitas que deponham as armas".
A União Europeia saudou o cessar-fogo e disse estar "consternada" com a violência, apelando às autoridades sírias para que protejam "todos os sírios sem distinção".
O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), testemunhas e grupos drusos acusaram as forças governamentais destacadas em Sweida de lutar ao lado dos beduínos e cometer abusos.
Os confrontos deixaram 940 mortos desde 13 de julho na província, incluindo 588 drusos — 326 combatentes e 262 civis —, 312 membros das forças governamentais e 21 beduínos sunitas, segundo o OSDH.
Quase 80 mil pessoas foram deslocadas pela violência, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
- "Cova coletiva" -
Omar Obeid, médico do hospital público de Sweida, o único ainda em funcionamento na cidade, de segunda a sexta-feira, disse que "mais de 400 corpos" chegaram, incluindo crianças e idosos.
"Isto não é mais um hospital, é uma cova coletiva", disse outro funcionário do hospital municipal, que não tem água nem eletricidade e as comunicações estão cortadas.
Esses confrontos representam um dos principais desafios para o novo governo sírio liderado por Al-Sharaa em um país marcado por quase 14 anos de guerra civil.
O novo líder prometeu proteger as minorias neste país diverso, mas esses incidentes, juntamente com os assassinatos, meses antes, de seguidores alauítas (o ramo do islamismo ao qual Assad pertencia), minam esse compromisso.
A comunidade drusa da Síria, com grande concentração em Sweida, contava com cerca de 700.000 pessoas antes do início da guerra civil em 2011. Essa minoria também está presente no Líbano, em Israel e nas Colinas de Golã da Síria, ocupadas desde 1967.
A.Samuel--CPN