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Reunião financeira do G7 termina com demonstração de unidade, apesar das tarifas de Trump
O encontro de autoridades financeiras do G7 chegou ao fim nesta quinta-feira (22) com uma demonstração de unidade, apesar das turbulências geradas pela guerra comercial iniciada por um de seus membros, os Estados Unidos, desde o retorno ao poder de Donald Trump.
Em um contexto tenso, os ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais das sete economias mais avançadas — Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido — celebraram por terem alcançado um acordo sobre uma declaração final.
No entanto, após três dias de reuniões em Banff, nas Montanhas Rochosas do oeste do Canadá, não houve avanços com relação às tarifas alfandegárias, o tema central de todas as reuniões bilaterais.
Trump ameaçou desacelerar o crescimento econômico global ao impor tarifas de pelo menos 10% à maioria dos produtos que entram nos Estados Unidos.
Na declaração final, os participantes do G7 Finanças reconheceram que "a incerteza sobre a política econômica diminuiu desde seu ponto mais alto", no início de abril, com o impacto do anúncio das tarifas.
"Trabalharemos juntos para alcançar mais avanços", acrescentaram no documento.
"Estamos mais unidos que nunca" no G7, garantiu o ministro de Finanças canadense, François-Philippe Champagne, que presidiu a reunião.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, que enfrentou críticas constantes devido às tarifas de Trump, destacou o "ótimo ambiente de trabalho coletivo".
"Não acho que tenha havido grandes desacordos; acredito que a reunião foi excelente", declarou ele à AFP.
- 'Base sólida' -
Segundo o anfitrião canadense, o encontro em Banff constitui uma "base sólida" para a cúpula que reunirá os líderes dos países do G7, também nas Montanhas Rochosas, de 15 a 17 de junho.
Nesta ocasião, pela primeira vez desde o seu retorno à Casa Branca em janeiro, o Canadá receberá Trump, que reiterou seu desejo de anexar seu vizinho do norte. O presidente americano confirmou nesta quinta-feira que estará presente.
O ministro das Finanças alemão, Lars Klingbeil, insistiu em que é crucial "resolver as atuais disputas comerciais o mais rápido possível", já que as tarifas têm representado "um pesado fardo para a economia mundial".
"Falamos entre amigos e aliados", afirmou à AFP, por sua vez, o ministro das Finanças da França, Eric Lombard.
Para o comissário europeu de Assuntos Econômicos, Valdis Dombrovskis, "o ambiente foi positivo e construtivo", destacou ele à AFP.
- 'Maximizar a pressão' sobre Moscou -
Além disso, afirmaram que qualquer país ou entidade que tenha financiado ou abastecido "a máquina de guerra russa" durante o conflito será excluído dos contratos de reconstrução da Ucrânia.
A Presidência canadense convidou para esta reunião o ministro ucraniano das Finanças, Serhiy Marchenko, que pediu o endurecimento das sanções contra a Rússia.
Muitos participantes aplaudiram a mensagem de apoio à Ucrânia, o que demonstra que o G7 pode falar com uma só voz sobre esta questão apesar da aproximação do governo americano de Moscou, em detrimento de Kiev.
No entanto, o alemão Klingbeil detectou "sinais contraditórios" por parte dos americanos.
"Não acredite cegamente" porque "sempre há declarações dos Estados Unidos que colocam em dúvida o alcance do apoio à Ucrânia", disse ele em uma entrevista à televisão alemã.
L.Peeters--CPN