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Meta lança assistente de IA generativa na UE
O grupo americano Meta lança nesta quinta-feira (20) na União Europeia seu assistente de Inteligência Artificial (IA) generativa, Meta AI, que será oferecido progressivamente em todas os seus aplicativos (Facebook, Instagram, Messenger e WhatsApp), mais de um ano após o lançamento nos Estados Unidos.
"Levamos mais tempo do que o previsto para implementar nossa tecnologia de IA na Europa, já que seguimos navegando por um sistema regulador europeu complexo, mas estamos felizes por finalmente conseguir", afirmou a empresa em um comunicado.
Apresentado nos Estados Unidos em setembro de 2023 e disponibilizado em abril de 2024 em todos os aplicativos do grupo, o Meta AI é uma ferramenta de IA generativa que responde às perguntas gerando textos e imagens, como o ChatGPT, de sua rival OpenAI.
Além disso, tem acesso a ferramentas de busca na internet.
Com este tipo de ajuda, uma pessoa pode "aprofundar-se em temas da atualidade ou obter ajuda para um tutorial", assim como planejar uma viagem, explicou a empresa.
- Regulamentação "incoerente" -
Até agora, a Meta havia optado por suspender a implantação na UE, ao alegar que não tinha clareza sobre a interpretação das autoridades europeias das diversas leis que regulamentam as novas tecnologias, como o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) e as regulamentações sobre mercados digitais e sobre IA.
O CEO da empresa, Mark Zuckerberg, criticou, em um artigo publicado no ano passado em parceria com o CEO do Spotify, Daniel Ek, um marco regulatório europeu "fragmentado", com "aplicações incoerentes" que "freiam a inovação e os desenvolvedores".
Depois de muitas negociações com os reguladores, a Meta finalmente oferece aos consumidores europeus uma interface centrada na geração de texto, sem imagens, ao contrário das versões disponíveis nos Estados Unidos e em países não europeus.
Outro ponto importante: o Meta AI, que estará disponível em seis idiomas, não foi treinado com dados de usuários europeus.
A Meta planeja lançar seu assistente em 41 países europeus, incluindo França e Alemanha, assim como em 21 territórios ultramarinos europeus, de maneira progressiva nas próximas semanas.
Como outros gigantes do Vale do Silício, a Meta transformou a IA em uma prioridade e planeja investir entre 60 e 65 bilhões de dólares este ano, grande parte em centros de dados, servidores e infraestruturas de rede, essenciais para o avanço da tecnologia.
Desenvolver "grandes modelos de linguagem" (LLMs) como o Meta AI exige vastas reservas de dados, que estão fortemente regulamentadas na UE quando relacionadas a usuários individuais.
"Este é um grande esforço e, nos próximos anos, impulsionará nossos produtos e negócios centrais, desbloqueará inovações históricas e ampliará a liderança tecnológica americana", disse Zuckerberg em janeiro ao anunciar os resultados financeiros da Meta de 2024.
"Prevejo que um assistente de IA vai superar um bilhão de usuários este ano e, para mim, este será o Meta AI", acrescentou Zuckerberg na apresentação.
"Quando um serviço alcança essa escala", acrescentou, "geralmente sua vantagem é sólida".
A empresa afirma que atualmente o assistente conta com 700 milhões de usuários ativos por mês.
P.Gonzales--CPN