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BCE reduz taxa básica de juros para 2,75%
O Banco Central Europeu (BCE) reduziu, nesta quinta-feira(30), sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual para apoiar a atividade em um contexto de fraco crescimento na zona do euro.
O quinto corte na taxa desde junho levou para 2,75% sua taxa de depósito, referência para empréstimos na economia real, em linha com as expectativas da maioria dos economistas.
E os cortes podem continuar, sugeriu a presidente do BCE, Christine Lagarde, sem dar prazos precisos.
O nível atual das taxas do BCE continua "restritivo" para a economia, "não estamos em um nível de taxa neutro" para o crescimento, o que significaria que a medida monetária fechou seu ciclo, acrescentou.
Nessas condições, é "muito cedo" para decidir "quando devemos parar" de reduzir as taxas.
Essa medida significa que os aumentos dos juros em 2023, para compensar a alta inflação pelos preços da energia e recuperação pó-pandemia, foram superados.
"O processo de desinflação está no caminho certo" na zona do euro, disse o BCE, que espera o retorno à meta de 2% até o final deste ano.
O aumento dos preços na zona do euro no último trimestre de 2024, de até 2,4% em dezembro, fica assim relativizado.
Dados divulgados pela Eurostat nesta quinta-feira mostram que o crescimento estagnou no final de 2024, principalmente devido ao fraco desempenho da Alemanha e da França, as duas maiores economias do bloco, atingidas pela instabilidade política e desafios estruturais.
"Fatores desfavoráveis continuam pesando sobre a economia, mas o aumento da renda real e a flexibilização progressiva dos efeitos da política monetária restritiva devem sustentar uma recuperação gradual da demanda", disse o comunicado.
O Federal Reserve (banco central dos EUA, Fed) optou na quarta-feira por manter as taxas inalteradas - em uma faixa entre 4,25% e 4,50% - diante da alta inflação e de um mercado de trabalho considerado sólido.
O presidente americano, Donald Trump, "exigiu" que "as taxas de juros fossem reduzidas imediatamente".
A.Levy--CPN