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Começam as operações de limpeza de ponte que desabou nos EUA
As difíceis operações de limpeza da enorme ponte de Baltimore que desabou já começaram, anunciou, neste domingo (31), a guarda-costeira dos Estados Unidos, após a retirada do primeiro pedaço da estrutura.
A peça em questão pesava "umas 200 toneladas" e foi colocada em um barco no local, indicou à AFP uma porta-voz da guarda-costeira.
A operação marca o início de um longo e complexo trabalho destinado a restabelecer o trânsito marítimo no porto de Baltimore, um dos mais movimentados do país.
Na madrugada da última terça-feira, um navio cargueiro se chocou contra a ponte Francis Scott Key nessa cidade da costa leste, provocando o seu colapso e matando seis pessoas.
A embarcação, que segundo o governador de Maryland, Wes Moore, é "quase do tamanho da Torre Eiffel", está presa e parte da ponte caiu sobre ela.
Um vídeo publicado no sábado pelas autoridades mostra trabalhadores cortando vigas em parte da ponte que permanece fora da água.
"A primeira operação ocorreu ontem à noite", disse na manhã deste domingo à AFP a porta-voz da guarda-costeira. Ela acrescentou que o corte de parte da seção norte da ponte continuou neste domingo.
"Está começando a ter avanços, apesar de ser uma situação extremamente complicada", disse Wes Moore à CNN neste domingo. Ele havia explicado ontem que a limpeza da seção norte da ponte tinha como objetivo abrir um "canal provisório" para que mais barcos possam participar das operações, um processo que deve levar "dias".
Limpar a ponte e liberar o cargueiro para permitir o acesso ao porto é prioritário para as autoridades, mas isso levará muito mais tempo.
"Não só é importante para os trabalhadores de Baltimore, mas também para nossa cadeia de abastecimento nacional", disse no domingo à CBS Pete Buttigieg, secretário de Transporte dos Estados Unidos.
Seis trabalhadores que faziam reparos na pista da ponte no momento do acidente foram dados como mortos.
Até agora, apenas dois corpos foram encontrados. As operações de busca dos quatro restantes foram suspensas devido "às condições meteorológicas e à quantidade de destroços na água", declarou neste domingo o governador Moore.
M.Mendoza--CPN