-
Wikipedia se opõe ao uso da IA para editar artigos
-
Ex-presidente do Fed Alan Greenspan morre aos 100 anos
-
Hospitais africanos podem ficar sem anestesia para crianças em 2027
-
Cacique Raoni é operado e está sob cuidados intensivos
-
Militares e policiais liberam vias em meio a estado de exceção na Bolívia
-
Museu de IA oferece imersão sensorial na Floresta Amazônica
-
EUA recebe novo Air Force One doado pelo Catar
-
Torcedores africanos viram as costas à África do Sul na Copa do Mundo após violência xenófoba
-
Manuscrito inédito de Mozart encontrado em Paris
-
UE vai criar ferramentas para enfrentar onda de exportações da China
-
Kast ajusta suas promessas após um turbulento início de governo no Chile
-
Secretário de defesa americano anuncia reavaliação da presença militar na Europa
-
Partido Comunista de Cuba aprova reformas para maior economia de mercado
-
Raúl Castro apoia reformas econômicas em Cuba
-
Últimos desdobramentos ligados ao acordo entre Irã e EUA
-
Fed mantém taxas de juros e não descarta aumentá-las até final do ano
-
Rede social W, concorrente europeia do X, lança sua versão pública
-
Dirigentes comunistas cubanos discutem reformas econômicas sob pressão dos EUA
-
Príncipe Harry e família viajarão ao Reino Unido pela 1ª vez em quatro anos, segundo imprensa
-
Tigre, continência, K-pop, camisa da seleção: os símbolos do 2º turno na Colômbia
-
Empresa dinamarquesa elimina chefias para melhorar desempenho
-
Princesa das Astúrias homenageia a pioneira do espaço Christina Koch
-
Princesa da Noruega recebe transplante de pulmão 'bem-sucedido'
-
AIE reduz previsão de demanda mundial de petróleo para 2026
-
SpaceX supera brevemente Microsoft e Amazon em valor de mercado
-
Por que os mosquitos picam mais algumas pessoas do que outras?
-
Fed inicia sua primeira reunião sobre juros com Kevin Warsh na presidência
-
SpaceX supera Amazon e se torna a quinta maior empresa em valor de mercado
-
Cantora Bonnie Tyler sai do coma induzido
-
SpaceX tem arrecadação recorde em estreia na bolsa
-
Estreito de Ormuz será 'completamente aberto' na 6ª após acordo com Irã, diz Trump
-
Acordo entre Irã e EUA representa uma 'catástrofe' para Israel, afirmam analistas
-
Trump ameaça taxar vinhos franceses em 100% devido ao imposto digital
-
Reino Unido proibirá acesso às redes sociais para menores de 16 anos
-
Filho da princesa herdeira da Noruega condenado a 4 anos de prisão por estupro
-
Alívio na Suíça após rejeição de limite à imigração
-
Nova Jersey homenageia Bruce Springsteen com museu
-
UE proibirá companhias aéreas de cobrar de pais para sentarem ao lado dos filhos
-
Medalha de Pelé da Copa de 1958 será leiloada na Inglaterra
-
Rivalidade com a China estará em pauta na cúpula do G7 na França
-
SpaceX tem estreia recorde na Bolsa de Valores
-
França se despede de menina cujo suposto assassinato chocou o país
-
OIT adota primeiro acordo internacional sobre trabalhadores de plataformas digitais
-
Inflação subiu em maio, apesar das medidas de Lula para conter os preços dos combustíveis
-
Queda da ajuda internacional coloca luta contra HIV em risco, diz ONU
-
Princesa da Tailândia morre após três anos internada
-
SpaceX se prepara para abrir capital e quebrar todos os recordes
-
Airbus impulsiona aliança com Alemanha para fabricar caça de 6º geração
-
Seis pessoas são detidas em Hong Kong em caso de falsificação de produtos da Copa do Mundo
-
BCE eleva suas taxas de juros a 2,25% devido à inflação pela guerra no Irã
Melhorar as baterias, um desafio para os fabricantes de smartphones
Pressionados pelos consumidores, que buscam smartphones cada vez mais duráveis, os gigantes da tecnologia multiplicam esforços para melhorar o desempenho das baterias. Um novo desafio para o setor, que ao mesmo tempo precisa reduzir a sua pegada ambiental.
Maior autonomia, recargas mais rápidas, menos dependência de metais estratégicos... "Todos os fabricantes procuram ter baterias mais eficientes (...) Sentimos que é um setor que está atrasado, que precisa avançar", disse o analista da Forrester, Thomas Husson, à AFP.
Desde o surgimento dos primeiros smartphones na década de 2000, houve progressos significativos, graças em grande parte às tecnologias de recarga rápida, como destacam muitos fabricantes no Mobile World Congress (MWC), que começou nesta segunda-feira (26) em Barcelona.
A margem de progressão é, no entanto, ainda muito ampla, já que a capacidade das baterias – que, em sua maioria, apresentam autonomia de um dia e vida útil de alguns anos – é um dos pontos fracos dos smartphones, submetidos a usos cada vez mais intensos.
A proliferação de aplicativos de alto consumo aumenta a procura por "baterias de grande capacidade", destaca a empresa Allied Market Research. Isso, por sua vez, estimula a corrida pela inovação entre grandes fabricantes, como Samsung, LG Chem e Panasonic, acrescenta.
- Novas tecnologias -
Hoje, a maioria dos smartphones usa baterias de íons de lítio, que funcionam com eletrodos imersos em um líquido chamado eletrólito. Isso lhes permite concentrar muita energia em pouco espaço, mas em troca acumulam muitos metais raros e degradam-se com o tempo.
Para evitar este problema, os fabricantes buscam há anos tecnologias alternativas, como o lítio-enxofre, o lítio-carbono ou o grafeno, na esperança de prolongar a vida útil dos dispositivos e reduzir a sua dependência de materiais críticos.
A chinesa Honor desenvolveu, assim, baterias de silício de carbono e chips que regulam a corrente em função das necessidades do seu smartphone Magic 6, apresentado em Barcelona. Um desenvolvimento que se tornou necessário devido ao surgimento de "funcionalidades baseadas em IA", que demandam muita energia, destaca o seu CEO, George Zhao.
A coreana Samsung, com forte presença no MWC, trabalha em um protótipo de bateria que utiliza um eletrólito sólido, com densidade energética "mais alta", conforme indicado, e livre do "risco de explosão". Segundo a imprensa coreana, sua comercialização poderia começar em 2027.
Mas há quem vá ainda mais longe. A start-up chinesa Betavolt Technology anunciou, no início de janeiro, que está preparando um modelo de minibateria de "energia atômica", capaz de fornecer eletricidade a smartphones "durante 50 anos" sem a necessidade de recarregá-los.
Essas baterias, que utilizam a energia liberada pela desintegração do níquel-63, "entraram em fase de testes com vistas à produção em grande escala", sublinhou em um comunicado esta empresa sediada em Pequim, que não informou uma data para a sua chegada ao mercado.
- Corrida pela inovação -
Para os fabricantes, que propõem modelos de telefones cada vez mais parecidos, esta corrida pela inovação é "uma oportunidade para se distinguirem", uma vez que os consumidores têm "grandes expectativas" em relação às baterias, observa Thomas Husson.
Estes progressos são, por vezes, fruto das exigências dos legisladores. No ano passado, o Parlamento da União Europeia votou uma diretriz que exigia que os fabricantes equipassem, até 2027, seus dispositivos com baterias que tenham um nível mínimo de materiais reciclados.
Neste contexto, o mercado global de baterias deverá progredir fortemente para atingir 38,6 bilhões de dólares em 2030 (192,4 bilhões de reais, na cotação atual), em comparação com 21,2 bilhões de dólares em 2020 (cerca de 110 bilhões de reais, na cotação da época), de acordo com a Allied Market Research.
Esta dinâmica poderia aumentar o interesse dos gigantes dos smartphones, que até agora demonstraram uma tendência de terceirizar essa atividade.
Segundo o jornal coreano ET News, a americana Apple também trabalha em uma tecnologia própria para suas baterias, com o objetivo de equipar seus aparelhos até 2025. Uma tendência cada vez mais perceptível entre os fabricantes, muito interessados em reduzir a dependência de fornecedores.
Um impulso renovado, mas com resultados ainda incertos. "Nunca foi investido tanto dinheiro em baterias", embora "ainda não haja sinais de um grande avanço tecnológico", avalia Ben Wood, da CCS Insight. Todos os fabricantes "estão trabalhando nisso, então, em algum momento, novas tecnologias surgirão", afirma Thomas Husson.
A.Zimmermann--CPN