-
Descoberta aproxima cientistas da misteriosa fronteira dos buracos negros
-
Irã apresenta acordo para acabar com a guerra como 'declaração de derrota dos EUA'
-
'Grand Theft Auto VI' abre pré-venda na quinta-feira
-
China defende regulamentação da IA antes de 'perder o controle'
-
Economia argentina mantém ritmo de crescimento no 1T
-
Empresária americana Michele Kang chega a acordo para compra do Lyon
-
Ações de tecnológicas despencam e arrastam principais bolsas mundiais
-
Expedição vai recuperar o corpo de 'Botas Verdes', icônica vítima do Everest
-
Bolsas mundiais operam em queda impactadas pelo setor de tecnologia
-
Brexit completa 10 anos entre dúvidas da população britânica
-
Onda de calor avança na Europa
-
Bolsas na Ásia e Europa operam em queda impactadas pelo setor de tecnologia
-
Wikipedia se opõe ao uso da IA para editar artigos
-
Ex-presidente do Fed Alan Greenspan morre aos 100 anos
-
Hospitais africanos podem ficar sem anestesia para crianças em 2027
-
Cacique Raoni é operado e está sob cuidados intensivos
-
Militares e policiais liberam vias em meio a estado de exceção na Bolívia
-
Museu de IA oferece imersão sensorial na Floresta Amazônica
-
EUA recebe novo Air Force One doado pelo Catar
-
Torcedores africanos viram as costas à África do Sul na Copa do Mundo após violência xenófoba
-
Manuscrito inédito de Mozart encontrado em Paris
-
UE vai criar ferramentas para enfrentar onda de exportações da China
-
Kast ajusta suas promessas após um turbulento início de governo no Chile
-
Secretário de defesa americano anuncia reavaliação da presença militar na Europa
-
Partido Comunista de Cuba aprova reformas para maior economia de mercado
-
Raúl Castro apoia reformas econômicas em Cuba
-
Últimos desdobramentos ligados ao acordo entre Irã e EUA
-
Fed mantém taxas de juros e não descarta aumentá-las até final do ano
-
Rede social W, concorrente europeia do X, lança sua versão pública
-
Dirigentes comunistas cubanos discutem reformas econômicas sob pressão dos EUA
-
Príncipe Harry e família viajarão ao Reino Unido pela 1ª vez em quatro anos, segundo imprensa
-
Tigre, continência, K-pop, camisa da seleção: os símbolos do 2º turno na Colômbia
-
Empresa dinamarquesa elimina chefias para melhorar desempenho
-
Princesa das Astúrias homenageia a pioneira do espaço Christina Koch
-
Princesa da Noruega recebe transplante de pulmão 'bem-sucedido'
-
AIE reduz previsão de demanda mundial de petróleo para 2026
-
SpaceX supera brevemente Microsoft e Amazon em valor de mercado
-
Por que os mosquitos picam mais algumas pessoas do que outras?
-
Fed inicia sua primeira reunião sobre juros com Kevin Warsh na presidência
-
SpaceX supera Amazon e se torna a quinta maior empresa em valor de mercado
-
Cantora Bonnie Tyler sai do coma induzido
-
SpaceX tem arrecadação recorde em estreia na bolsa
-
Estreito de Ormuz será 'completamente aberto' na 6ª após acordo com Irã, diz Trump
-
Acordo entre Irã e EUA representa uma 'catástrofe' para Israel, afirmam analistas
-
Trump ameaça taxar vinhos franceses em 100% devido ao imposto digital
-
Reino Unido proibirá acesso às redes sociais para menores de 16 anos
-
Filho da princesa herdeira da Noruega condenado a 4 anos de prisão por estupro
-
Alívio na Suíça após rejeição de limite à imigração
-
Nova Jersey homenageia Bruce Springsteen com museu
-
UE proibirá companhias aéreas de cobrar de pais para sentarem ao lado dos filhos
AIEA se sente refém das manobras diplomáticas do Irã, afirma diretor da agência
O Irã está restringindo "de uma maneira sem precedentes" a cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e a usa "como refém" em suas disputas com as grandes potências, afirmou o diretor dessa agência da ONU, Rafael Grossi, à AFP.
Os inspetores da AIEA encontram constantes obstáculos desde 2021 para realizar suas missões de controle do programa nuclear iraniano, que continua em desenvolvimento, embora a República Islâmica negue querer adquirir uma bomba atômica.
"É uma situação muito frustrante. Continuamos exercendo nossas atividades lá, mas no mínimo", explica Grossi em entrevista à AFP à margem do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. As autoridades iranianas "estão restringindo a cooperação de uma maneira sem precedentes", destaca.
"Alguns de nossos inspetores foram excluídos das equipes devido à sua nacionalidade, o que é inaceitável", afirma. "São alguns de nossos melhores inspetores, então é uma maneira de nos punir por coisas externas", como "quando há algo que não gostam, quando França, Reino Unido ou Estados Unidos dizem algo que não gostam", explica.
"É como se estivessem usando a AIEA como refém para suas disputas políticas com outros países", acrescenta o diplomata argentino, que denuncia uma situação "inaceitável". Os iranianos "devem permitir que a agência tenha todos os acessos necessários às instalações nucleares iranianas", enfatiza.
- "Diplomacia, diplomacia, diplomacia" -
O Irã diminuiu ao longo de 2023 sua produção de urânio enriquecido a 60%, o que foi visto como um gesto positivo em um momento em que as conversas informais com os Estados Unidos foram retomadas. Mas acelerou novamente a produção no final do ano.
"Atualmente, há um impasse", segundo Grossi, "mas pode mudar nos próximos dias, nunca se sabe".
A animosidade entre Estados Unidos e Irã aumentou com o conflito entre Israel e o movimento islamista palestino Hamas, que Washington e Teerã se acusam mutuamente de agravar.
"O deterioro da situação política lá tem um impacto direto, é claro, no sentido de que as tensões se exacerbam, as posições se cristalizam e se tornam mais tensas, há menos flexibilidade. E isso é um círculo vicioso", lamenta Grossi.
"Diplomacia, diplomacia, diplomacia": essa continua sendo a solução para ele. "Devemos continuar falando, devemos impedir que a situação se deteriore até o ponto de ser impossível reconduzi-la".
"Não descartaria voltar ao Irã", assegura, mas a situação deve ser tratada em um "nível muito alto".
As principais potências mundiais chegaram a um acordo com o Irã em 2015, que deveria conter seu programa nuclear em troca da flexibilização das sanções internacionais.
Mas o acordo ficou moribundo quando os Estados Unidos se retiraram dele e impuseram novamente sanções contra Teerã em 2018 durante a presidência de Donald Trump.
Teerã respondeu intensificando seu programa nuclear, e até agora as negociações para reinstaurar o acordo não foram bem-sucedidas.
- "Não há militarização" de Zaporizhzhia -
A usina nuclear ucraniana de Zaporizhzhia é outro local para o qual a AIEA tenta enviar seus inspetores, e a situação ainda é "extremamente preocupante", diz Grossi.
Esta usina nuclear, a maior da Europa, está nas mãos das forças russas desde março de 2022, que haviam invadido a Ucrânia um mês antes. Os ocupantes invocaram recentemente motivos de segurança para impedir o acesso dos inspetores da ONU.
"Temos que ir", defende Rafael Grossi.
"Às vezes, pedimos para ir a um lugar, as pessoas responsáveis pela segurança nos dizem que não, insistimos..." Essa interação "nem sempre é fácil, mas insistimos muito e, no final, conseguimos ver o que precisamos ver", assegura.
"Pudemos cobrir os telhados de todos os reatores" de Zaporizhzhia e "pudemos confirmar que não há militarização da usina", afirma, referindo-se a "material militar pesado ou material de artilharia".
"E nos últimos meses não houve ataques diretos à usina", acrescenta.
Em contrapartida, Grossi menciona "apagões e interrupções no fornecimento elétrico externo, que são igualmente perigosos porque se perdemos energia, perdemos a capacidade de refrigerar os reatores e, claro, pode ocorrer um acidente".
Ch.Lefebvre--CPN