-
Mercosul dá forte apoio a governo da Bolívia
-
Suprema Corte dos EUA rejeita tentativa de Trump de demitir governadora do Fed
-
Comcast vai desmembrar NBCUniversal e Sky
-
França aprova lei para frear o auge da moda ultrarrápida
-
CazéTV, o canal de YouTube que quebra recordes na Copa
-
Cabo Verde, um refúgio para a comunidade LGBTQIA+ na África
-
Cães desaparecem antes da proibição da carne canina na Coreia do Sul
-
Princesa Kate completa desafio das três montanhas em apoio à associação de combate ao câncer
-
Coreia do Sul vai investir US$ 1,2 trilhão em chips e centros de dados de IA
-
EUA e Irã interrompem hostilidades e devem prosseguir com as negociações
-
Escritor francês encontra livro gerado por IA e assinado com seu nome
-
Da Alemanha à Dinamarca, recordes históricos de temperaturas na Europa
-
Milhões de europeus enfrentam temperaturas recordes neste sábado
-
Chapare, a terra da coca que desafia o governo da Bolívia
-
Morre o piloto que colidiu seu avião contra arranha-céu em Pequim
-
OpenAI lança modelo de IA apenas nos EUA, a pedido de Trump
-
Rei Charles III não residirá no Palácio de Buckingham, apesar de reforma
-
Como a família real britânica é financiada e em quê investe seus recursos
-
Como sobreviver aos desfiles de moda de Paris em plena onda de calor
-
Participar de atos religiosos aumenta vínculo social e limiar da dor
-
Bélgica cancela reencenação da batalha de Waterloo devido à onda de calor
-
努莎·奧貝爾與迪特馬爾·沃伊德克 波茨坦如何辜負一名重度殘障幼兒
-
Charles III pagou quase US$ 40 milhões em impostos desde que subiu ao trono
-
Governo Milei sofre revés judicial por cortes de fundos para universidades
-
Ganha força boato sobre casamento de Taylor Swift na próxima semana em NY
-
Parques de Paris viram 'hotéis' na noite mais quente registrada na França
-
Inflação dos EUA sobe a 4,1% em maio, maior nível em três anos
-
Ministra sueca rompe barreiras ao participar de reuniões da UE com seu filho nos braços
-
'Wannabe', sucesso das Spice Girls, completa 30 anos em meio a rumores de reencontro
-
Preço do Brent cai abaixo do nível anterior à guerra no Oriente Médio
-
Novo tipo de vacina permite imunizar contra famílias de vírus (pesquisadores)
-
Onda de calor sufoca Europa e testa redes elétricas
-
Descoberta aproxima cientistas da misteriosa fronteira dos buracos negros
-
Irã apresenta acordo para acabar com a guerra como 'declaração de derrota dos EUA'
-
'Grand Theft Auto VI' abre pré-venda na quinta-feira
-
China defende regulamentação da IA antes de 'perder o controle'
-
Economia argentina mantém ritmo de crescimento no 1T
-
Empresária americana Michele Kang chega a acordo para compra do Lyon
-
Ações de tecnológicas despencam e arrastam principais bolsas mundiais
-
Expedição vai recuperar o corpo de 'Botas Verdes', icônica vítima do Everest
-
Bolsas mundiais operam em queda impactadas pelo setor de tecnologia
-
Brexit completa 10 anos entre dúvidas da população britânica
-
Onda de calor avança na Europa
-
Bolsas na Ásia e Europa operam em queda impactadas pelo setor de tecnologia
-
Wikipedia se opõe ao uso da IA para editar artigos
-
Ex-presidente do Fed Alan Greenspan morre aos 100 anos
-
Hospitais africanos podem ficar sem anestesia para crianças em 2027
-
Cacique Raoni é operado e está sob cuidados intensivos
-
Militares e policiais liberam vias em meio a estado de exceção na Bolívia
-
Museu de IA oferece imersão sensorial na Floresta Amazônica
Inflação na Argentina chega a 138,3% ao ano a duas semanas das presidenciais
A inflação na Argentina chegou a 138,3% ao ano em setembro, mês em que os preços subiram 12,7%, informou, nesta quinta-feira (12), o Instituto Nacional de Estatísticas, a menos de duas semanas das eleições presidenciais.
O índice de preços ao consumidor (IPC) é divulgado antes do primeiro turno das eleições, em 22 de outubro, quando o ministro da Economia, Sergio Massa, o candidato do governo, enfrentará o ultraliberal Javier Milei, favorito nas pesquisas, e a conservadora Patricia Bullrich.
Milei propõe dolarizar a economia e acabar com o Banco Central, uma ideia rejeitada pelos outros dois candidatos com chances, segundo as pesquisas.
O índice de inflação mensal de setembro foi o mais alto do ano e foi o dobro do de janeiro, de 6%. Os setores que registraram as maiores altas foram os de vestuário e calçados (15,7%), lazer e cultura (15,1%), e alimentos e bebidas não alcoólicas (14,3%).
O acumulado do ano até setembro registrou alta de 103,2%.
A inflação na Argentina, uma das mais elevadas do mundo, saltou com aumentos generalizados dos preços de 12,4%, depois que o governo fez uma desvalorização de cerca de 20% do peso.
Nesta quinta, o Banco Central decidiu aumentar novamente a taxa de juros, que ficou em 133% ao ano (11% ao mês) - um índice que apesar de alto ainda está abaixo da inflação.
"Os indicadores de alta frequência continuam refletindo uma desaceleração do ritmo de aumento do nível geral de preços desde o pico da terceira semana de agosto, e sugerem que a inflação mensal mostraria uma desaceleração significativa em outubro", destacou, em nota, o Banco Central.
- Efeito de arrasto -
A desvalorização do peso, decretada em 14 de agosto, no dia seguinte às eleições primárias, nas quais Milei foi o candidato mais votado, ainda impactou a inflação de setembro, segundo o economista Federico Zirulnik, do Centro de Estudos Econômicos e Sociais Scalabrini Ortiz.
"Como a desvalorização ocorreu em meados do mês, ainda restava mais ou menos a metade do impacto desta desvalorização que se refletiria nos preços de setembro. Estatisticamente é o que se chama de efeito de arrasto", disse Zirulnik à AFP.
Na Argentina vigora, desde 2019, um sistema de controle do câmbio com fortes restrições à compra de divisas. A inflação é um problema crônico da economia no país, que em 1989 já tinha sofrido uma hiperinflação.
A respeito do risco de que volte a ocorrer um efeito de hiperinflação, Zirulnik afirmou: "Agora, estamos estabilizados em uma inflação alta, mas estabilizados em 12% mensais. Se estivéssemos em uma hiper, no mês passado teria sido de 12%, este mês, de 15% ou 20%, e no mês que vem, de 25%. Aí está a diferença".
Esta semana, o mercado cambial sofreu uma forte turbulência, depois que, na terça-feira, a taxa de câmbio do dólar paralelo, conhecido como 'blue', chegou a 1.010 pesos, frente a uma paridade de 945 pesos na véspera e de 685 pesos em 14 de agosto, dia da desvalorização da moeda nacional.
A taxa de câmbio oficial é de 365 pesos por dólar.
"Em outubro, veremos se esta corrida pode pressionar os preços novamente. Se o governo conseguir sustentar a taxa de câmbio oficial, talvez em outubro estejamos abaixo deste índice inflacionário de 12%. Caso contrário, podemos continuar subindo degraus e em algum momento, aí sim, chegar a uma hiperinflação", advertiu Zirulnik.
M.Anderson--CPN