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Confrontos entre militares e garimpeiros durante operação de despejo na Venezuela
Militares e garimpeiros entraram em confronto nesta quarta-feira (13) durante uma operação de despejo realizada pelas Forças Armadas no Parque Yapacana, a maior reserva natural da Venezuela afetada pela extração ilegal de ouro, informaram fontes ligadas às operações à AFP.
"Um grupo de irregulares (termo usado pelo governo para se referir a rebeldes colombianos e membros de organizações criminosas) nos atacou com coquetéis molotov, lanças e até armas de fogo", disse uma fonte militar à AFP.
Imagens de feridos nos confrontos circulam nas redes sociais, mas até o momento não foi divulgado um balanço oficial dos acontecimentos no Parque Nacional Yapacana.
Os confrontos nesta área de 320.000 hectares deixaram "mortos e civis feridos", informou Olnar Ortiz, da ONG Foro Penal, na rede social X, o antigo Twitter, acrescentando que até agora não conseguiu determinar o número exato.
"Relatam a chegada dos feridos por armas de fogo pelas Forças Armadas vindos de Yapacana após a desocupação da mina El Cacique para a República da Colômbia, onde estão sendo atendidos", disse em uma mensagem no X.
Desde 1º de julho, "mais de 11.594 garimpeiros ilegais foram retirados do Parque Nacional Yapacana por desrespeitar o ordenamento territorial venezuelano", detalhou o general Domingo Hernández Lárez, chefe do Comando Estratégico Operacional das Forças Armadas, no X.
Durante as operações, cerca de 41 garimpeiros foram "presos em flagrante", de acordo com fontes militares.
Operam na reserva garimpeiros locais, mas também estrangeiros vindos da Colômbia, Brasil e Equador.
Os garimpeiros desalojados estavam envolvidos em "desmatamento, queimadas florestais, contaminação das fontes de água, perfurações subterrâneas" através do "uso de mangueiras de alta pressão e maquinaria para remover a camada vegetal e o uso de agentes poluentes, entre outros", revelou Hernández Lárez.
A ONG SOS Orinoco, crítica ao governo, informou que até agosto de 2023, cerca de 23 minas ilegais afetavam 3.316 hectares do Parque Yapacana.
M.P.Jacobs--CPN