-
EUA criou menos empregos que o previsto em junho
-
Alemanha anuncia grande pacote de reformas para impulsionar economia e competitividade
-
Tribunal europeu mantém multa de € 4,1 bilhões contra o Google
-
Procurar uma mãe por chat e chorar seus mortos por streaming, o drama da diáspora venezuelana
-
"Gus", o tiranossauro mais completo do mundo, é apresentado em NY antes de leilão
-
Casal que escalou Empire State Building para pedido de casamento é detido
-
Saques e prisões após protestos contra imigrantes na África do Sul
-
Robô chinês promete fazer companhia a quem se sente só
-
Nasa revela planos para construir base na Lua
-
EUA suspende restrições a modelos avançados de IA da Anthropic
-
Trump ganhou quase US$ 1,2 bilhão com criptomoedas em 2025
-
Mercosul mostra divergências após acordo com a UE e manifesta solidariedade à Venezuela
-
Chefe da CIA define modelos mais avançados de IA como 'armas nucleares digitais'
-
Supremo dos EUA rejeita tentativa de Trump de restringir cidadania por nascimento
-
Cúpula do Mercosul começa com crítica a assimetrias do pacto com a UE
-
Cúpula do Mercosul começa com dura crítica a assimetrias do pacto com a UE
-
Nasa prepara missão robótica para salvar o telescópio espacial Swift
-
Taiwan investiga empresas por suposto contrabando de chips para a China
-
Mais de 58.000 edifícios danificados ou destruídos por terremotos na Venezuela
-
Mercosul dá forte apoio a governo da Bolívia
-
Suprema Corte dos EUA rejeita tentativa de Trump de demitir governadora do Fed
-
Comcast vai desmembrar NBCUniversal e Sky
-
França aprova lei para frear o auge da moda ultrarrápida
-
CazéTV, o canal de YouTube que quebra recordes na Copa
-
Cabo Verde, um refúgio para a comunidade LGBTQIA+ na África
-
Cães desaparecem antes da proibição da carne canina na Coreia do Sul
-
Princesa Kate completa desafio das três montanhas em apoio à associação de combate ao câncer
-
Coreia do Sul vai investir US$ 1,2 trilhão em chips e centros de dados de IA
-
EUA e Irã interrompem hostilidades e devem prosseguir com as negociações
-
Escritor francês encontra livro gerado por IA e assinado com seu nome
-
Da Alemanha à Dinamarca, recordes históricos de temperaturas na Europa
-
Milhões de europeus enfrentam temperaturas recordes neste sábado
-
Chapare, a terra da coca que desafia o governo da Bolívia
-
Morre o piloto que colidiu seu avião contra arranha-céu em Pequim
-
OpenAI lança modelo de IA apenas nos EUA, a pedido de Trump
-
Rei Charles III não residirá no Palácio de Buckingham, apesar de reforma
-
Como a família real britânica é financiada e em quê investe seus recursos
-
Como sobreviver aos desfiles de moda de Paris em plena onda de calor
-
Participar de atos religiosos aumenta vínculo social e limiar da dor
-
Bélgica cancela reencenação da batalha de Waterloo devido à onda de calor
-
努莎·奧貝爾與迪特馬爾·沃伊德克 波茨坦如何辜負一名重度殘障幼兒
-
Charles III pagou quase US$ 40 milhões em impostos desde que subiu ao trono
-
Governo Milei sofre revés judicial por cortes de fundos para universidades
-
Ganha força boato sobre casamento de Taylor Swift na próxima semana em NY
-
Parques de Paris viram 'hotéis' na noite mais quente registrada na França
-
Inflação dos EUA sobe a 4,1% em maio, maior nível em três anos
-
Ministra sueca rompe barreiras ao participar de reuniões da UE com seu filho nos braços
-
'Wannabe', sucesso das Spice Girls, completa 30 anos em meio a rumores de reencontro
-
Preço do Brent cai abaixo do nível anterior à guerra no Oriente Médio
-
Novo tipo de vacina permite imunizar contra famílias de vírus (pesquisadores)
Aluguel em Buenos Aires, drama para milhares e barganha para poucos
Alugar uma casa com pagamento em pesos e a longo prazo é uma tarefa difícil em Buenos Aires, onde a oferta temporária e em dólares domina a economia devido à inflação anual de três dígitos que provocou a disparada dos preços no mercado imobiliário.
Martina Campos López, de 33 anos, e seu companheiro, de 43, estão há mais de um ano em busca de um imóvel, apesar de terem bons empregos - ela antropóloga, ele técnico de informática - e o apoio de fiadores, algo que os coloca no topo da lista de candidatos.
Há algum tempo eles deixaram o apartamento onde moravam de aluguel com o plano de economizar por alguns meses para alugar algo melhor.
"Foi uma decisão terrível, desde então moramos na casa da minha mãe, nossa vida está em pausa, o provisório virou permanente, é desanimador", disse Campos, que mantém a maior parte de seus pertences e os do filho embalados.
Antes eles destinavam menos de 50% da renda para pagar o aluguel, "mas agora mesmo destinando 70% não conseguimos moradia", contou.
A situação se tornou dramática nos últimos seis meses, com oferta quase nula devido à aceleração da inflação, que foi de 8,4% em abril, o maior resultado mensal em três décadas, e acumulou 32% no primeiro quadrimestre.
"Não temos nada em pesos e quando oferecemos um imóvel, ele dura apenas algumas horas. As pessoas ficam desesperadas, reservam só de olhar as fotos", contou Fernanda Ledesma, uma experiente corretora imobiliária.
A oferta voltou-se para o segmento temporário ao valor do dólar para compensar a vertiginosa desvalorização da moeda. O resultado é uma barganha para o turismo internacional devido ao excesso de ofertas.
É um nicho disputado por proprietários que fogem às exigências legais do mercado tradicional de aluguéis, no qual a lei atual permite um reajuste anual único do valor do aluguel e contratos pelo período mínimo de três anos. São condições difíceis de digerir quando a inflação é projetada para superar 120% em 2023 e a "brecha cambial" entre o mercados oficial e o paralelo está próxima de 100%.
- Mercado distorcido -
"O mercado do aluguel está completamente distorcido", explicou Alejandro Bennazar, presidente da Câmara Imobiliária Argentina. Ele culpa a inflação elevada e "a nova lei de aluguéis, que só piorou o problema".
A lei, em vigor desde junho de 2020, estabeleceu um índice de reajuste que combina, em partes iguais, a evolução dos salários e a inflação.
"É uma bomba-relógio", opinou Bennazar.
Segundo o índice, os contratos serão reajustados em 100% em junho, após o congelamento de 12 meses, o que desestimula os proprietários a alugar.
"Prefiro que fique vazio", disse Germán Matienzo, proprietário de dois apartamentos em Caballito, um bairro de classe média.
A opção de oferecer o apartamento para aluguel temporário é limitada pelos regulamentos de alguns prédios. Os proprietários acabam alugando-os informalmente e impõem contratos com cláusulas leoninas ou penduram a placa de venda.
Mas isso gerou excesso de oferta para venda e queda nos preços tradicionalmente acordados em dólares.
- A pior crise habitacional -
"É a pior crise habitacional dos últimos 30 anos", afirmou o presidente do Instituto de Habitação da Cidade de Buenos Aires, Gabriel Mraida, que calculou 130.000 imóveis vazios na cidade.
De acordo com os dados fiscais, "há 70.000 imóveis alugados na cidade, mas todos sabemos que há 500.000 para alugar, esse é o nível de subnotificação", afirmou.
"O mercado imobiliário argentino é autônomo. Aqui há pessoas com um ou dois imóveis que preferem deixá-los vazios ou alugá-los a um parente ou amigo sem registrar", esclareceu Mraida.
Diante da crise, a prefeitura ofereceu créditos com taxa zero para financiar a mudança de quem consegue alugar e reformar casas vazias que depois serão colocadas para alugar.
"Não há soluções mágicas, temos que estabilizar a economia e, enquanto isso, estimular a oferta e dar alívio para que o custo de entrada não seja tão alto", afirmou.
O.Ignatyev--CPN