-
Nova Jersey homenageia Bruce Springsteen com museu
-
UE proibirá companhias aéreas de cobrar de pais para sentarem ao lado dos filhos
-
Medalha de Pelé da Copa de 1958 será leiloada na Inglaterra
-
Rivalidade com a China estará em pauta na cúpula do G7 na França
-
SpaceX tem estreia recorde na Bolsa de Valores
-
França se despede de menina cujo suposto assassinato chocou o país
-
OIT adota primeiro acordo internacional sobre trabalhadores de plataformas digitais
-
Inflação subiu em maio, apesar das medidas de Lula para conter os preços dos combustíveis
-
Queda da ajuda internacional coloca luta contra HIV em risco, diz ONU
-
Princesa da Tailândia morre após três anos internada
-
SpaceX se prepara para abrir capital e quebrar todos os recordes
-
Airbus impulsiona aliança com Alemanha para fabricar caça de 6º geração
-
Seis pessoas são detidas em Hong Kong em caso de falsificação de produtos da Copa do Mundo
-
BCE eleva suas taxas de juros a 2,25% devido à inflação pela guerra no Irã
-
Fenômeno El Niño já começou, anuncia agência climática dos EUA
-
BM reduz projeção de crescimento da América Latina por incerteza energética
-
Bonecas com IA cuidam de idosos na Coreia do Sul
-
'Não há ebola aqui': desinformação dificulta luta contra epidemia na RD Congo
-
Grande expectativa pela estreia da SpaceX na Bolsa
-
A escola da Ópera de Paris e o ensino francês do balé clássico
-
Papa denuncia a 'indiferença' com os imigrantes em ato simbólico nas Canárias
-
Robôs de limpeza saem dos laboratórios e começam a trabalhar nas casas chinesas
-
Trabalhadores indianos treinam robôs de IA com vídeos de atividades humanas
-
Primeira bolsa de couro feita a partir de células de T-Rex vai a leilão
-
Para além de gols e vitórias: histórias e imagens de quase um século de Copa do Mundo
-
Ícone do pop francês Patrick Bruel é acusado de estupro e agressão sexual
-
Chefe da Nasa defende tripulação da missão Artemis III, composta apenas por homens
-
Mais do que fincar uma bandeira, o plano é 'viver' na Lua, diz cientista da Nasa sobre Artemis
-
Inflação dos EUA sobe ao nível mais alto em três anos e pressiona Trump
-
Valeria, uma jovem ucraniana que enfrenta as cicatrizes psicológicas da guerra
-
Suspeito de ataque em Belfast comparece a tribunal após noite de violência
-
Árbitro impedido de entrar nos Estados Unidos é recebido como herói na Somália
-
Nova companhia aérea saudita inicia operações durante guerra no Oriente Médio
-
Filho do cineasta Rob Reiner, acusado de matar os pais, reivindica fundos da família
-
"Espero que tenha algo italiano no menu", diz piloto da Artemis III
-
Italiano Luca Parmitano será 1º europeu a integrar missão Artemis
-
Nintendo anuncia remake do jogo 'The Legend of Zelda: Ocarina of Time'
-
Fora da Copa do Mundo, China volta atenção ao árbitro Ma Ning
-
OpenAI dá o primeiro passo rumo à sua estreia na Bolsa nos EUA
-
Empresários e sindicatos suíços se unem contra proposta de limitar a imigração
-
Trump afirma que negociação de acordo de paz com o Irã está na 'fase final'
-
Irã e Israel suspendem hostilidades, mas ameaças persistem
-
Smartphones podem se responsáveis por queda da taxa de natalidade, apontam estudos
-
Milei defende IA desregulada após alerta de historiador Harari
-
México promete abertura de Copa do Mundo de 'paz', em meio a protestos
-
Apple relança sua IA com ajuda do Google
-
Aumenta pressão na França para combater abusos sexuais contra crianças
-
'Foi espancado até a morte!': abuso militar no combate ao narcotráfico no Equador
-
Lassana Diarra chega a acordo com Fifa sobre direitos de transferência
-
UE aprova primeiro tratamento contra câncer com injetor portátil
Kleber Mendonça Filho: 'O Agente Secreto' foi filme 'difícil', mas experiência 'feliz'
"O Agente Secreto" foi um filme "extremamente duro e difícil" de fazer, mas uma "experiência muito feliz com os atores", afirmou à AFP o cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho, que disputa a Palma de Ouro em Cannes.
O diretor se disse "impressionado" com a boa acolhida que o festival deu ao seu último filme, um eletrizante suspense político e policial, ovacionado em sua estreia, neste domingo (18).
O longa, com 2h40 de duração, ambientado nos anos 1970, conta a história de um professor universitário, interpretado por Wagner Moura, que volta para Recife para reencontrar o filho caçula, apesar do risco que corre em plena ditadura militar.
PERGUNTA: Este é seu filme mais ambicioso?
RESPOSTA: É curioso porque cada filme traz novas reações. Eu acho que todos os filmes foram muito difíceis de fazer, foram muito ambiciosos.
"Bacurau" foi um grande desafio, especialmente para curar fisicamente os esforços da produção.
"O Agente Secreto" foi extremamente duro e difícil, mas também foi uma experiência muito feliz com os atores. É um filme muito pessoal. Eu estou muito, muito feliz e um pouco impressionado com a recepção.
P: O filme é um espelho da diversidade do Brasil. O que esses personagens representam para você?
R: Esses personagens, para mim, são uma boa amostragem de tipos humanos que fazem parte da história — não só da história do Brasil, mas da minha história, da maneira como eu vejo o Brasil.
Eu gosto muito das caras do filme, da coleção de rostos: tem pessoas indígenas, negras, a mistura de branco, negro e indígena, pessoas altas e baixas, gordas, magras, lindas, feias, sem dente, com dente. Eu gosto muito dessa variedade humana.
E é muito o Brasil dentro de um contexto histórico também. Em 77, o Brasil tinha 90 anos da abolição da escravidão. É um dado interessante. Não é a mesma relação com a raça de hoje. São 50 anos em que melhoramos um pouco, ainda num país muito racista.
P: "O Agente Secreto" surge depois de "Ainda Estou Aqui", de Walter Salles, que ganhou o primeiro Oscar (de melhor filme internacional) da história do cinema brasileiro. Teme que esse sucesso atrapalhe?
R: Não me parece que seja uma ação natural somar e não subtrair. Até porque são filmes... São como dois irmãos muito diferentes. Não, eu não tinha pensado dessa forma. Acho que 'O Agente Secreto' chega para expandir um universo que já foi apresentado no filme de Walter. Acho que sim.
P: Você tem aproveitado a boa recepção em Cannes para pedir mudanças no cinema brasileiro. Quais deveriam ser estas mudanças?
R: Eu acredito que a sala de cinema constrói o caráter de um filme. Os meus filmes têm tido um impacto muito bom em sala de cinema. "Retratos Fantasmas", meu filme anterior, que é um ensaio, foi visto por quase 100 mil espectadores. Então, eu acho que esse filme terá uma boa exposição na sala de cinema. Mas esse é um problema que o Brasil precisa resolver: uma política pública de investimento na formação de público e na construção de salas de cinema populares, porque nós temos poucas boas salas populares no Brasil.
P: Olhando de fora, temos a impressão de que o cinema brasileiro é uma grande família, em que todo mundo se apoia. Vê desta forma?
R: Eu acho que, em termos gerais, o cinema brasileiro tem um sistema de generosidade. O Walter, por exemplo, é extremamente generoso. Acho que ele está acompanhando muito "O Agente Secreto" agora. Trocamos mensagens. E eu também sou programador de sala. Tenho um trabalho como programador de salas, algo que eu amo fazer desde 1998. Já são quase 30 anos. Eu adoro descobrir curtas-metragens de jovens realizadores de longas e juntar os filmes.
P.Kolisnyk--CPN