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Apple relança sua IA com ajuda do Google
A Apple apresentou nesta segunda-feira (8) uma nova inteligência artificial (IA) para iPhone, reformulada com a ajuda do Google, dois anos depois de uma primeira tentativa malsucedida.
O evento, realizado durante a conferência anual de desenvolvedores da Apple, foi o último de Tim Cook como diretor-executivo da empresa. Em setembro, ele passará o comando para John Ternus.
Cook anunciou, na mesma conferência, dois anos atrás, que a Apple estava dando um grande salto para adotar a inteligência artificial. A empresa enfrentava pressão para se juntar à corrida por essa tecnologia.
Mas a prometida melhoria da assistente de voz Siri não se materializou totalmente, apesar dos anúncios, o que levou a um processo movido por alguns clientes americanos, que a empresa resolveu no início deste ano.
O ritmo mais lento da Apple para entrar na febre da IA foi elogiado por alguns analistas, que destacam que ela não gastou centenas de bilhões de dólares em infraestrutura, como fizeram seus rivais para ampliar sua capacidade de IA. A empresa reforçou essa narrativa no evento, dizendo que estava levando tempo para aperfeiçoar a tecnologia.
A Apple voltou a prometer uma Siri turbinada, batizada de Siri AI, com capacidade de se comunicar de forma natural, reunir informações em aplicativos como Mapas e Mail e realizar tarefas. Muitos dos avanços anunciados nesta segunda já foram implementados para alguns usuários pelo Google.
"A Apple está fazendo uma aposta enorme em IA, mas a aposta é que não precisa gastar centenas de bilhões por ano em infraestrutura de IA para obter benefícios", disse John Gruber, um popular blogueiro que analisa as atividades da companhia.
Em vez de desenvolver modelos internamente, a Apple contratou o Google para fornecer as capacidades de IA de seus novos recursos, utilizando uma versão do modelo Gemini em vez de uma tecnologia própria.
Google e Apple já têm importantes parcerias. O Google paga dezenas de bilhões de dólares todos os anos para ser o mecanismo de busca padrão no navegador Safari.
Apesar de a empresa não ter uma oferta de IA competitiva, as ações da Apple desafiaram a tendência de queda nos últimos dois anos e, neste ano, já subiram cerca de 15%.
H.Cho--CPN