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Supertufão causa danos significativos perto de Guam, no Pacífico
Árvores arrancadas, cortes de energia: Guam e as Ilhas Marianas do Norte, territórios dos Estados Unidos no Pacífico, sofreram danos significativos com o supertufão Bavi nesta segunda-feira (6), particularmente a ilha de Rota, segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA (NWS).
O número de mortos ainda é desconhecido, pois as operações de resgate e remoção de destroços foram prejudicadas pelas condições climáticas.
"Toda a ilha" de Rota, a mais meridional das Marianas do Norte, estava no olho do furacão, com ventos que chegaram a 290 km/h. As autoridades haviam aconselhado os cerca de 1.500 moradores desta ilha tranquila a procurarem abrigo.
"É uma tempestade enorme, realmente enorme", disse Pan Guerrero, presidente da Câmara do Comércio, observando que a energia e as comunicações ficaram interrompidas por quase oito horas.
"Algumas pessoas relataram danos extensos", disse Lou Rosario, oficial de comunicação do centro de crise municipal de Rota.
Na ilha de Guam, a 80 km de Rota, uma equipe da AFP constatou diversas árvores arrancadas, postes de energia derrubados e pelo menos um veículo capotado pelo vento. Uma dúzia de estradas estavam bloqueadas.
O NWS havia alertado no X que grande parte da ilha de Rota corria o risco de se tornar "inabitável por semanas ou até mais tempo" e instou os moradores a se protegerem "dos ventos extremos como se um tornado estivesse se aproximando".
- El Niño -
Em Guam, um centro de distribuição foi abastecido com 1,1 milhão de litros de água, 1,2 milhão de refeições, 6.700 camas e 90 geradores. Cinco abrigos também foram abertos em escolas para pessoas que vivem em moradias vulneráveis.
A Organização Meteorológica Internacional (OMI) alertou que o fenômeno climático El Niño, que normalmente ocorre a cada dois a sete anos e dura de nove a doze meses, já havia começado no Pacífico tropical.
O fenômeno aquece a temperatura da água no Pacífico equatorial central e oriental, alterando os padrões de vento, pressão e precipitação em todo o mundo, o que pode agravar as catástrofes.
"Nossa grande preocupação para este ano de El Niño é que estaremos muito mais ocupados do que nos últimos cinco ou seis anos", comentou Marcus Landon Aydlett, meteorologista do NWS.
Segundo o observatório europeu Copernicus Marine, os oceanos do mundo registraram o junho mais quente já observado e poderão atingir novos recordes nos próximos meses.
C.Peyronnet--CPN