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Emissões chinesas de CO2 ficaram estáveis ou em leve queda em 2025, aponta análise
As emissões chinesas de dióxido de carbono, responsável pelo aquecimento global, permaneceram "estáveis" em 2025 e até registraram leve queda, em um contexto de forte expansão das fontes renováveis, revelou uma análise divulgada nesta quinta-feira (12).
Pesquisadores do Centre for Research on Energy and Clean Air (CREA) preveem uma provável redução de 0,3% nas emissões de CO2 da China em comparação com 2024, segundo um estudo publicado no site especializado Carbon Brief.
A China é o maior emissor de gases que causam a mudança climática e se comprometeu a atingir o pico de emissões até 2030, embora especialistas considerem que o país possa iniciar antes uma redução sustentada.
As emissões de 2025 caíram em quase todos os setores, inclusive na geração de energia elétrica, graças à expansão maciça das fontes renováveis, segundo a análise do CREA.
No entanto, não há certeza sobre a redução de 0,3%, que pode estar dentro da margem de erro do estudo.
"Como a queda relativa é muito pequena, ainda não podemos afirmar com certeza que tenha ocorrido; por isso dizemos 'estável ou em leve queda'", explicou o principal analista do CREA, Lauri Myllyvirta.
A análise sugere que é a primeira vez que as emissões permanecem estáveis ou em declínio ao longo de um ano inteiro em um momento de aumento da demanda energética.
- Mais renováveis -
A tendência de redução começou em março de 2024 e se deve, em parte, à instalação em larga escala de usinas de energia renovável.
As emissões da indústria também caíram, sobretudo no setor de materiais de construção, devido à desaceleração das obras, mas também no transporte, com o aumento dos veículos elétricos.
Ainda assim, o avanço é frágil.
As emissões da indústria química cresceram fortemente no ano passado e devem continuar nessa trajetória.
Embora o setor químico seja um emissor relativamente pequeno em comparação com outras indústrias, seu impacto é relevante devido à velocidade de crescimento das emissões, segundo a análise.
Myllyvirta destacou "que as emissões não estão mais subindo rapidamente como ocorreu até 2023". No entanto, "também não estão caindo como deveriam para que a China avance rumo às metas de neutralidade de carbono".
Ainda há espaço para que a China acelere a redução das emissões com maior expansão das renováveis.
Embora essas fontes cresçam rapidamente, isso nem sempre se traduz em maior geração de energia, em parte devido à congestão da rede elétrica.
Ao mesmo tempo, a capacidade de armazenamento, especialmente com baterias, também cresce rapidamente e pode ajudar a ampliar a participação das fontes renováveis na matriz energética chinesa.
O carvão ainda domina a geração de energia na China, embora tenha recuado 2% no ano passado, apesar do aumento da demanda, segundo dados analisados pela AFP.
St.Ch.Baker--CPN