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Canal do Panamá não descarta novas restrições provocadas pelo El Niño
O Canal do Panamá não descarta novas restrições ao trânsito de embarcações devido a uma seca agravada pelo fenômeno El Niño, disse à AFP a nova administradora da rota, que recebe 5% do comércio marítimo mundial.
A via interoceânica já reduziu progressivamente o limite máximo de navios de 36 para 32 por dia. Porém, Ilya Espino de Marotta, que assumiu nesta segunda-feira (7) a administração do canal, afirmou em entrevista que não descarta novas medidas se a seca não diminuir.
"Não descartamos que em fevereiro ou março seja necessário reduzir, provavelmente não aos níveis de 24 vagas diárias, mas sim que possa haver algum impacto de 29 ou algo parecido", disse Espino de Marotta à AFP.
O canal opera utilizando água da chuva armazenada nos lagos artificiais de Gatún e Alhajuela, cujos níveis diminuíram devido à seca causada pelo fenômeno El Niño, que se configura como o mais intenso já registrado e que provocou um alerta nacional.
Em 2023, o El Niño obrigou a reduzir de 38 para 22 o número de passagens diárias porque os lagos registraram níveis mínimos.
Espino de Marotta, engenheira de 64 anos e primeira mulher a dirigir o canal construído pelos Estados Unidos em 1914, afirmou, no entanto, que não espera voltar às restrições de 2023.
Na sexta-feira, o canal registrou o trânsito de 34 embarcações, nível que será reduzido para 32 a partir de 15 de setembro. O calado máximo (a profundidade em que afundam) também foi reduzido, de forma progressiva, de 15,24 para 14,63 metros.
Estados Unidos e China são os principais usuários da rota marítima.
Ch.Lefebvre--CPN