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CERN e Mistral se unem para desenvolver uma IA voltada à pesquisa científica
O CERN, Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, e a startup francesa de inteligência artificial Mistral anunciaram, nesta quinta-feira (15), uma parceria para desenvolver um modelo de inteligência artificial (IA) voltado à pesquisa científica.
Segundo um comunicado conjunto, o sistema facilitará a análise dos dados do Grande Colisor de Hádrons (LHC), o maior e mais potente acelerador de partículas do mundo, localizado perto de Genebra.
O acelerador faz as partículas colidirem em velocidades extremas dentro de um anel. Essas colisões permitem aos cientistas compreender melhor as propriedades da matéria.
Os pesquisadores já utilizam inteligência artificial para analisar os dados registrados pelos detectores do LHC. No entanto, as ferramentas atuais costumam ser desenvolvidas para executar tarefas específicas, explicou o CERN à AFP.
Com o novo modelo, o CERN e a Mistral pretendem desenvolver um sistema capaz de realizar diferentes tipos de análise e trabalhar com dados de diversos detectores.
Batizado de "Flare", o novo modelo será treinado com bilhões de simulações de colisões entre partículas. O objetivo é aumentar a precisão das análises e facilitar o aproveitamento dos dados, informou o CERN.
"Firmamos uma parceria com a Mistral para desenvolver as capacidades da inteligência artificial, que poderão beneficiar toda a comunidade da física e ser compartilhadas", afirmou Enrica Porcari, responsável pelos sistemas de informação do CERN.
"A física de altas energias constitui um ambiente único em que a inteligência artificial pode se desenvolver e ser testada com um rigor extremo", acrescentou.
ag-zl/vg/kal/mab/jvb/eh/mvv
C.Peyronnet--CPN