-
Ativista palestino retorna à Universidade de Columbia após prisão
-
Charles III inicia viagem pelo Caribe marcada por pedidos de reparações pela escravidão
-
Mercados de previsão, uma frente de desinformação nas eleições legislativas dos EUA
-
Desinformação gerada por IA se infiltra na campanha das eleições legislativas nos EUA
-
Mbappé se diz arrependido por ofender 'sentimentos nacionais' após repúdio na China
-
Charles III inicia visita delicada ao Caribe em meio a apelos por reparações pela escravidão
-
China repudia Mbappé, acusado de ofender 'sentimentos nacionais'
-
Austrália faz alerta sobre ameaça 'sem precedentes' da IA
-
ONU prevê redução 'insuficiente' de 6% nas emissões mundiais até 2035
Finlândia freia construção de dois 'data centers' da Google por impacto ambiental
Uma agência governamental finlandesa ordenou, nesta terça-feira (6), que a Google suspenda a construção de novos 'data centers' em dois municípios da Finlândia no mais tardar em 23 de outubro de 2026, à espera de uma avaliação de seu impacto ambiental.
Estes projetos fazem parte de um investimento de 13 bilhões de euros (R$ 72,7 bilhões) anunciado na Finlândia, o maior investimento da gigante tecnológica americana na Europa no âmbito da inteligência artificial.
Durante uma visita na semana passada à cidade de Muhos, uma jornalista da AFP observou o ir e vir de retroescavadeiras.
Em frente à fazenda de um dos moradores com quem conversou, a floresta tinha desaparecido de um terreno adquirido pela Google.
A agência finlandesa de supervisão exigiu, em um comunicado, que sejam suspensas "todas as medidas preparatórias suscetíveis de modificar de forma significativa o meio ambiente no âmbito dos projetos de 'data centers' previstos em Muhos e Kajaani", no noroeste do país.
A agência abriu uma investigação pela suspeita de que a empresa Tuike Finland, que representa a Google, cortou mais de 300 hectares de floresta em Muhos sem realizar previamente a avaliação de impacto ambiental.
As obras devem ser interrompidas até que seja feita esta avaliação, detalhou a agência.
"Entendemos as preocupações expressas e reconhecemos que, neste caso concreto, não estivemos à altura de nossos próprios padrões, que são elevados", admitiu Sondre Ronander, porta-voz da Google, em uma mensagem enviada à AFP.
"Estudaremos as conclusões da agência e seguiremos suas recomendações", acrescentou.
Graças a um clima ameno, uma eletricidade relativamente estável e barata, produzida majoritariamente mediante energia nuclear, além de uma ampla capacidade eólica e hidrelétrica, a Finlândia experimentou recentemente um auge dos investimentos em 'data centers'.
J.Bondarev--CPN