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Empresa de IA Manus retoma operação independente após bloqueio chinês a acordo com Meta
A empresa de inteligência artificial (IA) Manus anunciou nesta terça-feira (11) que voltará a "operar como companhia independente", meses depois de a China bloquear a aquisição bilionária da empresa, desenvolvida no país asiático, pela Meta.
A gigante de tecnologia da Califórnia - controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp - anunciou em dezembro um acordo para comprar esse agente de IA, criado por uma empresa chinesa, mas atualmente sediado em Singapura.
No entanto, o principal órgão de planejamento econômico da China informou em abril que proibiu a operação que, segundo a imprensa, estava avaliada em US$ 2 bilhões (R$ 10,3 bilhões).
A startup de IA anunciou nesta terça-feira que retomará suas operações de forma independente e que, como consequência, alguns dados de usuários armazenados desde dezembro serão excluídos.
"Isso faz parte da nossa separação da Meta. Precisamos tomar essa medida para cumprir exigências regulatórias em determinadas partes do mundo", afirmou a Manus em uma publicação em seu blog.
A Meta declarou em dezembro que a aquisição da Manus permitiria "colocar um agente líder ao alcance de bilhões de pessoas e abrir oportunidades para empresas" em todos os seus produtos. Agentes de IA são programas projetados para executar tarefas sem intervenção humana.
Na véspera, o diretor-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, publicou um longo ensaio sobre inteligência artificial no qual defendeu que os Estados Unidos concorram com a China para evitar uma "tirania governamental" sobre esse conjunto de tecnologias.
Y.Tengku--CPN