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Tumba de mais de mil anos é descoberta no Panamá
Uma tumba de mais de mil anos, contendo restos humanos e peças de ouro e cerâmica, foi encontrada em uma região do Panamá onde arqueólogos realizam escavações há duas décadas, informou nesta sexta-feira (20) à AFP a pesquisadora responsável pelo projeto.
A descoberta aconteceu em El Caño, no distrito de Natá, a cerca de 200 km da Cidade do Panamá, onde cientistas e arqueólogos já encontraram outros vestígios de culturas pré-hispânicas.
As ossadas estão cercadas de objetos de ouro e peças de cerâmica decoradas com imagens tradicionais, o que indica que corresponderiam a pessoas de "status elevado", segundo a arqueóloga Julia Mayo.
A pesquisadora indicou que a tumba foi construída entre 800 e 1000 d.C.. "A pessoa com o ouro é a de status mais elevado do grupo."
O sítio arqueológico de El Caño tem relação com as sociedades que habitaram as províncias centrais do Panamá entre os séculos VIII e XI. Segundo Julia, nove tumbas "semelhantes" à divulgada hoje foram escavadas no local. "Enterraram sua gente ali durante 200 anos."
O Ministério da Cultura do Panamá descreveu a descoberta como de "grande relevância para a arqueologia panamenha e para o estudo das sociedades pré-hispânicas do istmo centro-americano".
Segundo especialistas, a escavação mostra que, para essas culturas, a morte não representava o fim, e sim uma transição para outra fase, em que o status social também era importante.
A descoberta fornecerá novas informações sobre a organização social, o poder político, as redes de intercâmbio e as práticas rituais, entre outros aspectos, destacou o ministério.
U.Ndiaye--CPN