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Incêndio em internato no Quênia deixa 16 alunas mortas e quase 80 feridas
Pelo menos 16 estudantes morreram e outras 79 ficaram feridas em um incêndio em um dormitório feminino no Quênia, informaram as autoridades nesta quinta-feira (28).
A causa do incêndio ainda é desconhecida. As idades das meninas do internato ainda não foram divulgadas.
O incêndio começou antes da 1h00 na escola feminina Utumishi, em Gilgil, cidade a cerca de 100 km ao norte de Nairóbi.
"Temos 16 mortes. É um incidente muito lamentável", disse o ministro da Educação, Julius Migos Ogamba, a repórteres, acrescentando que 79 pessoas ficaram feridas, oito das quais permanecem hospitalizadas.
Segundo um correspondente no local, vários pais apavorados correram para a escola em busca de notícias de suas filhas e se reuniram no pátio.
"Soube do incêndio às 5h00 da manhã; uma amiga me ligou. Fiquei muito preocupada, muito assustada", disse à AFP Mary Chenpndetich, de 38 anos, cuja filha Joy reside no centro.
"Graças a Deus ela está bem", acrescentou, explicando que estava em "um dormitório diferente" daquele que foi destruído pelas chamas.
Salomé, de 15 anos, filha de Margaret Mwangi, também estava em outro dormitório.
Após ser informada sobre o incêndio, "fiquei tão traumatizada", disse Mwangi, embora tenha acrescentado que agora se sente aliviada e feliz por sua filha ter sido salva.
O ministro do Interior do Quênia, Kipchumba Murkomen, e o subdiretor de polícia, Eliud Lagat, estão no local.
O ministro do Interior explicou que a escola é afiliada à polícia e que a maioria das alunas são filhas de policiais.
"Sabemos que este é um momento de muita ansiedade", disse o ministro aos repórteres.
O incêndio foi apagado por volta das 3h00, mas a essa altura "o estrago já estava feito", explicou o ministro da Educação.
"O dormitório foi completamente destruído" pelo fogo, afirmou.
A investigação determinará se a escola cumpria as normas de segurança, acrescentou o ministro, pedindo às pessoas que evitem qualquer "especulação".
Segundo ele, 808 alunas estavam alojadas na escola no momento do incêndio. Ele não especificou quantas dormiam no dormitório afetado.
No Quênia, muitas meninas estudam nesse tipo de escola, onde vários incêndios fatais ocorreram nos últimos anos.
H.Müller--CPN