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Presidente da Venezuela promete aumentar salários em 1º de maio
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, prometeu nesta quarta-feira (8) um "aumento responsável" dos salários, defasados após anos de inflação e uma contração econômica drástica na última década.
O salário mínimo na Venezuela equivale atualmente a US$ 0,27 (R$ 1,37), frente a uma inflação anual que ultrapassa 600%. Embora a renda possa chegar a US$ 150 (R$ 765) com bônus do Estado, ela continua sendo insuficiente, tendo em vista o valor de US$ 645 (R$ 3,3 mil) da cesta básica, segundo estimativas privadas.
"Anuncio que faremos um aumento em 1º de maio e, como indicamos, será um aumento responsável", anunciou a presidente, em pronunciamento na TV. À medida que "a Venezuela gozar de mais recursos que permitam a sustentabilidade da melhora salarial e da renda dos trabalhadores, continuaremos avançando neste caminho", prometeu.
Delcy ressaltou que "os erros" econômicos do passado devem ser "corrigidos". Ela governa sob forte pressão do presidente americano, Donald Trump, que afirmou estar no comando da Venezuela e da venda de seu petróleo.
"Nosso objetivo imediato, a médio e a longo prazo é recuperar de forma sustentada e gradual a renda dos trabalhadores por meio do crescimento produtivo tanto na área do petróleo quanto da mineração, que geram receita imediata", acrescentou a presidente, que estava acompanhada de membros do seu gabinete.
Sindicatos e trabalhadores reclamam de "salários de fome" congelados há quatro anos. Grupos sindicais convocaram para amanhã uma passeata em Caracas com essa reivindicação.
L.Peeters--CPN