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Atirador de Minneapolis estava "obcecado com a ideia de matar crianças", segundo autoridades
Um atirador que abriu fogo contra uma igreja cheia de estudantes em Minneapolis estava "obcecado com a ideia de matar crianças", declararam as autoridades nesta quinta-feira (28), ao investigar o motivo do ataque no qual dois menores morreram e houve 18 feridos.
O agressor disparou através das janelas da Igreja da Anunciação, na maior cidade do estado de Minnesota, enquanto dezenas de jovens estudantes participavam, na quarta-feira, de uma missa para celebrar a primeira semana de volta às aulas, no mais recente massacre que abala os Estados Unidos.
O atirador, que cometeu suicídio, deixou um manifesto, vídeos online e centenas de páginas de escritos que os investigadores examinam em busca de um motivo.
"O atirador expressou ódio contra quase todos os grupos imagináveis", incluindo mexicanos, cristãos e judeus, disse o procurador interino de Minnesota, Joseph Thompson, em coletiva de imprensa.
"O coração do atirador estava cheio de ódio", acrescentou.
O único grupo que o agressor não odiava eram "os atiradores escolares e assassinos em massa mais notórios da história do nosso país", a quem o suspeito "idolatrava", segundo Thompson.
Em particular, "estava obcecado com a ideia de matar crianças".
O FBI (polícia federal americana) reuniu evidências "que demonstram que isso foi um ato de terrorismo interno motivado por uma ideologia cheia de ódio", escreveu seu diretor, Kash Patel, na rede X, nesta quinta-feira.
Duas crianças, de oito e dez anos, morreram nos bancos da igreja durante o ataque, enquanto o número de crianças feridas subiu para 15 nesta quinta-feira, informou o chefe de polícia da cidade, Brian O’Hara, em coletiva. Também ficaram feridas três pessoas com mais de 80 anos.
Uma criança está em estado crítico e um idoso está em condição grave sob cuidados médicos na clínica Hennepin, disse o CEO Thomas Klemond a jornalistas.
A polícia encontrou 116 cartuchos de fuzil e três cartuchos de espingarda na cena, assim como um cartucho que parecia ter ficado preso em uma pistola, detalhou O’Hara.
O atirador era uma pessoa de 23 anos que legalmente mudou seu nome em 2020 e se identificava como uma mulher transgênero, informaram as autoridades.
H.Meyer--CPN