-
Ativista palestino retorna à Universidade de Columbia após prisão
-
Charles III inicia viagem pelo Caribe marcada por pedidos de reparações pela escravidão
-
Mercados de previsão, uma frente de desinformação nas eleições legislativas dos EUA
-
Desinformação gerada por IA se infiltra na campanha das eleições legislativas nos EUA
-
Mbappé se diz arrependido por ofender 'sentimentos nacionais' após repúdio na China
-
Charles III inicia visita delicada ao Caribe em meio a apelos por reparações pela escravidão
-
China repudia Mbappé, acusado de ofender 'sentimentos nacionais'
-
Austrália faz alerta sobre ameaça 'sem precedentes' da IA
-
ONU prevê redução 'insuficiente' de 6% nas emissões mundiais até 2035
Ser humano não está preparado para ir a Marte, diz astronauta
"O ser humano não está preparado para ir a Marte", afirmou a astronauta francesa Sophie Adenot, após retornar à Terra ao fim de uma missão de oito meses no espaço a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).
"Não estamos preparados, precisamos de avanços tecnológicos revolucionários", destacou durante uma coletiva de imprensa organizada pela Agência Espacial Europeia (ESA) em Colônia, na Alemanha, cinco dias depois de pousar no oceano Pacífico.
"Logo depois que a cápsula foi aberta, a primeira coisa que eu disse foi: 'Me enviem de volta para o espaço', porque eu me sentia mal com o balanço do mar. Pensava que isso não podia ser possível, que lá em cima era melhor (...). Mas a segunda coisa que eu disse foi que não estamos preparados para ir a Marte", declarou.
A astronauta recordou que mais de 50% dos astronautas apresentam grande fraqueza e vômitos ao chegar à Terra. Estes sintomas variam de uma pessoa para outra e também podem mudar de acordo com a missão.
Atualmente, estima-se que uma viagem a Marte dure entre seis e nove meses, aproximadamente o mesmo tempo que Adenot passou a bordo da ISS, uma estação que oferece espaços muito mais amplos do que uma nave de transporte.
"Com a tecnologia que temos atualmente, uma missão de duração muito longa... Imaginem o desastre. Encontraríamos limitações fisiológicas e dificuldades para realizar as tarefas mais básicas", afirmou.
Segundo Adenot, seriam necessários avanços capazes de acelerar a viagem e promover uma gravidade artificial.
fbr/alu/dfa/mab/meb/yr/fp
Ch.Lefebvre--CPN