-
Centenas de menores dormem ao relento em Ceuta devido à crise migratória
-
Um sonho "destruído": a desilusão dos marroquinos expulsos de Ceuta
-
Uefa e Concacaf mantêm pressão sobre Infantino, apesar da retirada de plano de investimento privado
-
Concacaf pede 'revisão integral' da liderança de Infantino na Fifa
-
Ofensiva judicial de Trump contra a imprensa perde força
-
Uefa faz duras críticas a Infantino, apesar da retirada de plano de investimento privado
-
Os números por trás da corrida por alternativas à exportação de petróleo via Ormuz
-
CEO da Hugging Face pede que OpenAI assuma responsabilidade por ciberataque
-
Wall Street fecha impulsionada pela Amazon após um mês de altos e baixos
-
Wembanyama renova com a Nike e terá tênis com sua assinatura
-
OpenAI anuncia que tem mais de um bilhão de usuários ativos
-
Nova York processa Kalshi, gigante do mercado de apostas online
-
Sonda japonesa realiza sobrevoo mais próximo de um asteroide já registrado
-
Rumores e alvoroço semeiam caos na fronteira entre Marrocos e Ceuta
-
Decreto de Milei proíbe entrada de estrangeiros que expressarem mensagens de ódio contra Argentina
-
População japonesa fica abaixo dos 120 milhões pela 1ª vez em décadas
-
'Emergência humanitária' no enclave espanhol de Ceuta após entrada em massa de migrantes do Marrocos
-
Economia americana cresce 1,5% no segundo trimestre, menos do que o esperado
-
George e Amal Clooney deixam sua residência no sul da França por incêndio
-
Zona do euro retoma o crescimento apesar do conflito no Oriente Médio
-
Singapura multa jovem francês por incidente com canudo
-
Rússia emite ordem de busca internacional contra CEO do Telegram
-
Meta tem lucro menor do que o esperado e mantém gastos com IA
-
Infantino defende seu projeto: 'É uma oportunidade, mas não uma obrigação'
-
Jair Bolsonaro nega ter autorizado "deepfake" no qual apoia campanha de Flávio
-
Ator Jared Leto nega novas acusações de agressão sexual
-
Em decisão dividida, Federal Reserve mantém taxas de juros nos EUA
-
De postos de gasolina a farmácias: Cuba abre economia à iniciativa privada
-
BTS se recusa a participar do Grammy após criação de categoria para o pop asiático
-
Ataque de agente de IA descontrolado atingiu outras plataformas, diz OpenAI
-
STF questiona uso de 'deepfake' de Jair Bolsonaro em campanha presidencial de Flávio
-
OpenAI afirma que seu agente de IA invadiu outras plataformas
-
Após incêndios, milhares de pessoas retornam para casa na Espanha e na França
-
Maior universidade do México investiga suspeita de fraude com IA em vestibular
-
Garimpo ilegal com mercúrio polui floresta entre Suriname e Guiana francesa
-
Cinco bebês são encontrados mortos em residência na França
-
Empresas tentaram barrar documentário sobre últimos anos de Stan Lee, afirma diretor
-
Começa em Pequim o julgamento de recurso contra a Malaysia Airlines pelo voo desaparecido
-
A metamorfose das mulheres tatuadas à força nos Países Baixos
-
Por que as ações de tecnologia estão caindo?
-
UE exige que empresas incluam rótulo em conteúdos feitos com IA
-
Bombeiros avançam na luta contra incêndios florestais na Espanha
-
BitMart تحت الضغط: لم يتم الإفراج عن 22,000 USDT و930,000 SNC بعد مرور 48 ساعة – هل تعاني BitMart من نقص في الأموال؟
-
BitMart 面臨壓力:22,000 USDT 和 930,000 SNC 在 48 小時後仍未解凍——難道 BitMart 資金不足?
-
BitMart под давлением: 22 000 USDT и 930 000 SNC не разблокированы по истечении 48 часов — у BitMart не хватает средств?
-
BitMart sob pressão: 22 000 USDT e 930 000 SNC não foram libertados após 48 horas – será que a BitMart não tem fundos suficientes?
-
Rapper D4vd será julgado por homicidio de adolescente
-
ONU teme repique da aids com queda de financiamento no combate ao HIV
-
Nvidia lidera aliança global para desenvolver IA aberta de cibersegurança
-
Diretora do FMI visita Argentina em demonstração de apoio a Milei
Um sonho "destruído": a desilusão dos marroquinos expulsos de Ceuta
Um sonho "destruído". Mohamed Nias voltou ao Marrocos vindo de Ceuta desanimado após atravessar ilegalmente a fronteira com o enclave espanhol, uma experiência que ele desaconselha.
Entrevistado por uma equipe da AFP na manhã deste sábado (1º), o jovem de 23 anos, descalço, conta que entrou no enclave pelo mar, porque sabe "nadar bem".
Em Ceuta, afirma ter encontrado apenas "sofrimento e racismo".
"Não como nada desde (quinta-feira), quando, na verdade, vivo com dignidade no meu país", declara esse vendedor de uma quitanda em Tânger, cidade situada a 70 km de distância.
Ele já havia tentado emigrar em 2021, mas, depois da experiência desta semana, desaconselha qualquer pessoa que esteja pensando em fazer o mesmo.
"Não vão nunca para lá, vocês só vão sofrer", diz.
Neste sábado, as autoridades marroquinas continuavam transportando em ônibus as pessoas devolvidas de Ceuta para repatriá-las às suas cidades de origem.
- "Não é melhor que o Marrocos" -
Como muitos outros, Mohamed Nias saiu às pressas do trabalho na quinta-feira assim que ouviu "dizerem que a fronteira de Ceuta estava aberta".
Um rumor que se espalhou ainda mais pelas redes sociais e por imagens que mostravam centenas de jovens fazendo o gesto da vitória ao chegar ao enclave.
Youssef, um salva-vidas de 27 anos, devolvido de Ceuta, considera que "no fim das contas, não há nada melhor que o Marrocos". Para ele, foi uma "má experiência".
Os moradores de Ceuta eram "racistas", acusa. "Passei dois dias sem comer; fecharam todos os comércios para nos matar de fome", afirma, enquanto uma pequena multidão entoa: "Viva o Marrocos, viva o rei!".
Segundo os relatos recolhidos pela AFP, as forças de segurança não impediram as milhares de pessoas que passaram por Castillejos, cidade de 70 mil habitantes, em direção a Ceuta.
Especialistas em segurança marroquina se perguntam por que não havia reforço policial ou militar, apesar do fluxo maciço de migrantes na região desde o início da semana.
"Havia controles normais da gendarmaria nas estradas, mas nenhum dispositivo excepcional", confirmou à AFP uma fonte próxima às operações de evacuação, que considerou que "não era possível deter multidões tão grandes".
Acompanhado por um amigo que dirigia um caminhão, Mohamed Nias passou pelos controles sem dificuldades.
Uma vez em Ceuta, eles foram interceptados no mar pela Guarda Civil espanhola e depois conseguiram escapar, afirma.
Enquanto vagavam por essa cidade de 80 mil habitantes, onde muitas lojas estavam fechadas, conta que ele e o amigo foram alvo da hostilidade dos moradores, sobrecarregados com a chegada de 60 mil pessoas em tão pouco tempo.
"Fomos maltratados, alguns nos perseguiram com paus, eram racistas. Passei a noite em uma floresta. Foi um inferno", afirma.
Sadi Tribak, morador de Tânger de 38 anos, foi de carro até Castillejos com os filhos assim que soube do rumor.
Quando descobriu que "as pessoas estavam atravessando a nado", "levou os filhos de volta para casa" e retornou sozinho para entrar na água.
- Um "futuro melhor"? -
"Fiquei decepcionado. Achei que seríamos bem recebidos (na Espanha), mas não havia nada para comer e nem sequer aceitavam pagamento com cartão", recorda esse homem, que tem emprego, mas queria "ir embora" para "dar um futuro melhor" aos filhos.
O Marrocos vive um período de crescimento econômico, com expansão de quase 5% em 2025, mas as grandes desigualdades persistem.
Muitos dos migrantes eram muito jovens, como Ayub El Abied, estudante do ensino médio de 16 anos, um "bom aluno" que acreditava, equivocadamente, que a Espanha não devolvia menores de idade.
Ele acreditava que a Espanha não apenas oferece "documentos aos migrantes (em situação irregular)", mas também liberdade e a perspectiva de escapar do desemprego, em um país onde essa taxa ainda supera os 13%.
Natural de Rabat, a três horas e meia de Castillejos, Abdeluahed Fetachi, de 20 anos, também ficou sem comida em Ceuta.
"Não aconselho ninguém a ir para lá. Tínhamos um sonho, mas ele foi destruído", afirma esse carpinteiro, que voltará ao trabalho na segunda-feira.
Muitos, como Rachid Auchari, de 32 anos, que decidiu partir por não conseguir um emprego fixo, sentem alívio por estarem voltando. "Só quero rever meus filhos", diz.
Y.Ponomarenko--CPN