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Alemanha pressiona por retorno de refugiados sírios durante visita de Al-Sharaa
A Alemanha trabalha com a Síria pelo retorno ao país de 80% dos refugiados sírios que moram no território alemão, afirmou, nesta segunda-feira (30), o chanceler Friedrich Merz, dutante a visita do presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, a Berlim.
A principal economia europeia abriga a maior diáspora síria da União Europeia, com mais de um milhão de pessoas, muitas das quais chegaram ao país durante o auge das entradas de migrantes, em 2015-2016.
Após se reunir com Al-Sharaa em Berlim, Merz disse que os dois líderes "trabalham conjuntamente para que mais sírios possam retornar".
O chanceler alemão, que priorizou uma política migratória mais estrita desde que assumiu o cargo, no ano passado, afirmou que ele e Al-Sharaa concordaram em que oito em cada dez sírios deveriam voltar "nos próximos três anos".
Em sua primeira viagem à Alemanha desde que depôs o antigo líder do país, Bashar al-Assad, no fim de 2024, al-Sharaa também se comprometeu a colaborar com a Alemanha para facilitar o retorno de mais sírios.
A Síria "está trabalhando com nossos amigos do governo alemão para estabelecer um modelo de migração 'circular'", disse Al-Sharaa. Isso permitiria "que os sírios contribuam com a reconstrução de seu país sem renunciar à estabilidade e à vida que construíram aqui, para aqueles que quiserem ficar".
Al-Sharaa, de 43 anos, conseguiu construir relações com governos ocidentais e fez várias viagens ao exterior, inclusive aos Estados Unidos, à França e à Rússia.
Como resultado, muitas sanções internacionais contra a Síria foram suspensas para ajudar o país a se reerguer após uma sangrenta guerra civil de 14 anos.
- "Normalização prematura" -
Anteriormente, Al-Sharra disse, durante um fórum do ministério de Relações Exteriores, em Berlim, que a Síria tinha sofrido uma "enorme destruição" durante o longo conflito interno, assinalando que os sírios "querem estar atualizados com o resto do mundo", como fez a Alemanha após a Segunda Guerra Mundial.
Ele destacou oportunidades de investimentos nos setores de energia, transportes e turístico da Síria, descrevendo seu país como muito diverso e com "uma grande riqueza de recursos humanos".
Merz afirmou que a Alemanha quer "apoiar" a reconstrução na Síria, enquanto luta para se recuperar após a longa guerra civil, e acrescentou que uma delegação do governo alemão viajará ao país nos próximos dias.
"Muitos projetos conjuntos no futuro vão depender de que encontremos um país governado pelo Estado de Direito", disse Merz a Al-Sharaa, durante a reunião.
Ativistas de direitos humanos criticaram a visita do líder sírio à Alemanha, destacando seu passado islamista e a violência e instabilidade atuais na Síria. Manifestantes se concentraram, nesta segunda-feira, em frente ao ministério das Relações Exteriores com bandeiras curdas e cartazes lembrado o passado de Al-Sharaa como militante islamista.
Perto da Chancelaria, dezenas de sírios também foram recebê-lo, agitando a nova bandeira revolucionária da Síria e um cartaz mostrando o presidente cercado de corações.
Luise Amtsberg, porta-voz de Relações Exteriores do Partido Verde alemão, disse à AFP que a Alemanha não deveria participar de uma "normalização prematura" do governo de Al-Sharaa. Segundo ela, Merz reduziu a política para a Síria à questão dos retornos, "ignorando a situação no terreno".
- "Tendências autoritárias" -
Desde que Al-Sharaa chegou ao poder, as tensões entre diferentes comunidades seguem provocando derramamento de sangue e o grupo extremista Estado Islâmico continua presente no país.
Após a deposição de Bashar Al-Assad, Israel mobilizou suas forças na zona desmilitarizada das Colinas de Golã anexadas por Israel, patrulhadas pela ONU, e realizou centenas de ataques na Síria, além de incursões frequentes.
Al-Sharaa tinha previsto visitar a Alemanha em janeiro, mas precisou adiar a viagem devido aos combates entre as tropas governamentais e as Forças Democráticas Sírias (FDS), lideradas pelos curdos no norte do país.
O KGD, grupo que representa a comunidade curda na Alemanha, declarou que Al-Sharaa "é responsável por numerosas violações dos direitos humanos, crimes de guerra e crimes de lesa humanidade".
Sophie Bischoff, presidente da ONG germano-síria Adopt A Revolution, disse a jornalistas que qualquer tipo de apoio do governo alemão "deve estar vinculado a condições claras" e advertiu que "as tendências autoritárias na Síria estão novamente em ascensão".
C.Smith--CPN