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Comissão Europeia propõe mais impostos a produtos de Israel e sanções contra dois ministros
A Comissão Europeia, órgão Executivo da União Europeia (UE), propôs nesta quarta-feira (17) aumentar os impostos sobre certas importações de Israel e impor sanções contra dois ministros de extrema direita do governo de coalizão de Benjamin Netanyahu.
"Quero ser muito clara, o objetivo não é punir Israel. O objetivo é melhorar a situação humanitária em Gaza", afirmou a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas.
Em caso de adoção pelos países da UE, as medidas comerciais encareceriam em 227 milhões de euros (US$ 269 milhões, R$ 1,425 bilhão) o custo de algumas importações israelenses, principalmente de origem agrícola.
A Comissão Europeia também propôs sanções contra dois ministros israelenses de extrema direita, Itamar Ben-Gvir, titular da pasta de Segurança Nacional, e Bezalel Smotrich, ministro das Finanças, segundo uma fonte do bloco.
O Executivo europeu já havia proposto, em agosto de 2024, sanções contra os dois ministros. Mas a proposta não avançou devido à falta de acordo entre os 27 Estados-membros. Para a aprovação, a medida exige votação unânime dos países da UE.
No âmbito comercial, as sanções exigem apenas maioria qualificada dos Estados-membros. Mas também será difícil alcançar um acordo nesta área, segundo os diplomatas em Bruxelas.
O ministro israelense das Relações Exteriores, Gideon Saar, advertiu que "qualquer ação contra Israel terá uma resposta adequada". "Esperamos não ter que recorrer a ela", acrescentou na rede social X.
"As recomendações do colégio de comissários liderado pela presidente (Ursula) von der Leyen são moral e politicamente tendenciosas", escreveu. "As medidas contra Israel prejudicarão os próprios interesses da Europa", enfatizou.
As exportações israelenses para a UE, seu principal parceiro comercial, alcançaram no ano passado 15,9 bilhões de euros (99 bilhões de reais).
Apenas 37% das importações seriam afetadas pelas sanções, caso os 27 países aprovem as medidas, em particular no setor agroalimentar.
Y.Ponomarenko--CPN