-
Dinamarquesa Maersk vai operar portos no canal do Panamá
-
Postos de gasolina têm longas filas em Cuba, que acusa Trump de 'asfixiar' sua economia
-
EUA improvisa programa de controle das finanças venezuelanas que levanta questionamentos
-
Kendrick Lamar, Bad Bunny e Lady Gaga lideram a disputa pelo Grammy
-
Desemprego no Brasil caiu para 5,6% em 2025, menor índice da série histórica
-
Reino Unido insiste em reforçar laços com a China apesar das advertências de Trump
-
Zona do euro registra crescimento de 1,5% em 2025 apesar da tensão com EUA
-
IA ajuda médicos a detectar câncer de mama em exames, aponta estudo
-
'Difícil sobreviver': idosos de Kiev tremem de frio sem luz nem aquecimento após ataques russos
-
Desemprego registra leve queda na zona do euro em dezembro
-
Premiê britânico insiste em reforçar laços com a China apesar das advertências de Trump
-
Trump ameaça com tarifas países que venderem petróleo a Cuba
-
Nubank recebe aprovação inicial para operar como banco nos EUA
-
Venezuela abre sua indústria petrolífera a investimentos privados sob pressão dos EUA
-
Trump anuncia que mandou reabrir o espaço aéreo da Venezuela
-
Colômbia restringe importação de drones diante dos ataques de guerrilheiros
-
Grupo petroquímico Dow cortará 4.500 postos de trabalho
-
Diante da pressão ocidental, Irã ameaça com 'resposta esmagadora'
-
Trump lida com consequências de ataque armado em Minneapolis, dois agentes de imigração são suspensos
-
Samsung registra lucro trimestral recorde graças à demanda por chips de IA
-
Nasa prevê lançamento de missão para troca de astronautas da ISS em 11/2
-
Lula defende soberania do Panamá sobre o Canal, questionada por Trump
-
Copom mantém taxa Selic em 15%, mas prevê 'flexibilização'
-
SpaceX quer fazer IPO em data que coincida com alinhamento planetário e aniversário de Musk
-
Trump adverte prefeito de Minneapolis sobre migração e tensão volta a escalar
-
Fed mantém taxas de juros inalteradas e desafia pressão de Trump
-
Irã adverte que 'vai responder como nunca' em caso de ataque dos EUA
-
Uma das últimas sobreviventes do Holocausto alerta para ressurgimento do antissemitismo
-
Mundo não está preparado para o aumento do calor extremo, dizem cientistas
-
Suécia planeja proibir celulares em escolas de níveis fundamental e médio
-
Amazon corta 16 mil empregos como parte de estratégia para investir em IA
-
Japão ainda está longe de alcançar a paridade de gênero nas eleições legislativas
-
Petróleo brasileiro gera inveja e debate na Guiana Francesa
-
Otan deve se tornar mais europeia, afirma chefe da diplomacia da UE
-
América Latina e Caribe impulsionam plano de ajuda ao Haiti
-
Senado dos EUA convoca chefes das principais agências migratórias
-
Celebridades convocam protestos contra ações da polícia migratória dos EUA
-
Bombardeios russos na Ucrânia matam 11 pessoas e atingem trem de passageiros
-
Melania Trump faz 'apelo à unidade' após mortes em Minneapolis
-
Bombardeios russos na Ucrânia matam ao menos 10 pessoas e atingem usinas energéticas
-
UE ajudará Google a abrir Android para serviços de IA concorrentes
-
Califórnia investiga TikTok por censurar críticas a Trump
-
Adani e Embraer anunciam acordo para fabricar aviões na Índia
-
Indignação na Itália por participação de divisão do ICE nos Jogos Olímpicos de Inverno
-
Grande tempestade de inverno deixa pelo menos 30 mortos nos EUA
-
Blazy estreia na alta-costura e exalta a natureza para a Chanel
-
'Nossas crianças serão as próximas', temem quenianos enquanto a seca devasta o gado
-
Trump afirma que Irã quer negociar enquanto porta-aviões americano chega ao Oriente Médio
-
UE e Índia assinam acordo comercial histórico após duas décadas de negociações
-
Prefeito de Minneapolis anuncia a saída de 'alguns' agentes de imigração e Trump modera seu discurso
Trump oficializa ameaça de tarifas de 50% ao Brasil
A crise entre Estados Unidos e Brasil se agravou nesta quarta-feira (30) com um decreto do presidente Donald Trump que oficializa uma sobretaxa de 50% e sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes por seu papel no julgamento de Jair Bolsonaro.
Teoricamente, as negociações entre os governos Trump e de Luiz Inácio Lula da Silva seguem seu curso em busca de um acordo comercial que impeça a entrada em vigor das novas tarifas aduaneiras. Mas tudo indica que estão em ponto morto.
A data limite para negociar era 1º de agosto, quando entrariam em vigor os novos encargos para dezenas de países.
Esse é o dia que constava em uma carta de Trump dirigida a Lula divulgada no início de julho pelo próprio presidente americano em sua rede Truth Social. No entanto, no decreto assinado pelo republicano, a nova sobretaxa será cobrada a partir de 6 de agosto.
- 'Perseguição' a Bolsonaro -
Para Trump, as ações do governo Lula "constituem uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos", informou a Casa Branca em comunicado.
Por conseguinte, anuncia 40 pontos percentuais (pp) de tarifas aduaneiras suplementares aos bens brasileiros importados, o que equivale a elevá-las para 50%.
"A perseguição política, intimidação, assédio, censura e processos politicamente motivados do governo do Brasil contra o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro e milhares de seus apoiadores são graves violações dos direitos humanos que minaram o Estado de Direito no Brasil", acusa Washington.
Há meses Trump se solidariza com Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe de Estado, porque o considera vítima de uma "caça às bruxas". Até mesmo publicou uma carta ao ex-presidente de extrema direita em sua rede social, dias depois da destinada a Lula, repleta de elogios e pedindo uma mudança "de rumo" no Brasil.
O presidente republicano garante no decreto que membros do governo brasileiro "tomaram medidas sem precedentes para coagir de forma tirânica e arbitrária empresas americanas a censurarem o discurso político, expulsarem usuários de suas plataformas, entregarem dados confidenciais de usuários americanos ou modificarem suas políticas de moderação de conteúdo".
No comunicado, a Casa Branca arremete diretamente contra o ministro do Supremo Alexandre de Moraes.
Moraes "abusou de sua autoridade judicial para atacar adversários políticos, proteger aliados corruptos e reprimir dissidentes, muitas vezes em coordenação com outros funcionários brasileiros", como outros juízes do STF, em detrimento das empresas americanas, diz o texto.
Horas antes, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês) do Departamento do Tesouro impôs sanções econômicas a Moraes, de quem Washington já havia cancelado o visto.
As sanções são impostas com base na lei americana conhecida como Global Magnitsky, que pune quem tenha cometido ou esteja vinculado a violações dos direitos humanos e corrupção no mundo.
"Alexandre de Moraes assumiu o papel de juiz e júri em uma caça às bruxas ilegal contra cidadãos e empresas dos Estados Unidos e do Brasil", afirma o secretário do Tesouro Scott Bessent, citado na nota emitida por sua pasta.
Como resultado das sanções, todos os bens e participações de Moraes que estejam nos Estados Unidos ou em poder ou sob o controle de americanos ficam bloqueados.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, aumentou a pressão em outro comunicado.
"Os Estados Unidos vão utilizar todos os instrumentos diplomáticos, políticos e legais adequados e eficazes para proteger a liberdade de expressão dos americanos contra atores malignos estrangeiros como Moraes, que buscam miná-la", advertiu.
- 'Ataque à soberania' -
O governo brasileiro reagiu indignado.
"A aplicação arbitrária e injustificável, pelos Estados Unidos, das sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky contra membro da magistratura nacional, representa um grave e inaceitável ataque à soberania do nosso país", afirmou o titular da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, em comunicado.
Em 2024, Moraes bloqueou temporariamente a rede social X no Brasil até que a plataforma cumprisse sua ordem de eliminar as contas acusadas de difundir desinformação.
Posteriormente, determinou a suspensão do Rumble porque esta plataforma de compartilhamento de vídeos, popular entre os conservadores e a extrema direita, se negou a bloquear a conta do blogueiro Allan dos Santos, um usuário residente nos Estados Unidos que é investigado no Brasil por difundir desinformação.
Y.Ponomarenko--CPN