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Bulgária cumpriu os critérios para adotar o euro em 2026
A Comissão Europeia, braço Executivo da UE, anunciou nesta quarta-feira (4) que a Bulgária atendeu a todos os critérios para adotar o euro como moeda a partir do próximo ano.
Segundo a Comissão, estes requisitos "visam garantir que o país esteja pronto para adotar o euro e que sua economia esteja suficientemente preparada para isso".
Com esta declaração, a Bulgária recebeu sinal verde para se tornar o 21º país da UE a adotar a moeda comum. Isso significa que sua política monetária passará a ser definida pelo Banco Central Europeu (BCE).
A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, parabenizou a Bulgária por cumprir os rigorosos requisitos para adotar o euro como moeda.
"Graças ao euro, a economia da Bulgária se tornará mais forte, com mais comércio e mais parceiros, investimento estrangeiro direto, acesso a financiamento, empregos de qualidade e renda real", afirmou.
Para o comissário europeu de Economia, Valdis Dombrovskis, este é um "momento histórico para a Bulgária, a zona do euro e a União Europeia".
"É claro que o euro é mais do que uma moeda", acrescentou, observando que este passo "aproxima a Bulgária do coração da Europa".
O BCE já havia destacado a "enorme dedicação da Bulgária em fazer os ajustes necessários" em sua economia e estrutura jurídica.
Os ministros das Finanças da UE devem votar sobre o ingresso da Bulgária à zona do euro, prevista para julho.
A Bulgária aderiu à UE em 2007 e, em janeiro deste ano, associou-se integralmente ao Espaço Schengen, de livre circulação de pessoas.
O país passou por um período de instabilidade política na última década, que levou a sete eleições em três anos, a última em 2024.
Com uma população de 6,4 milhões de habitantes, é o país mais pobre da UE, embora tenha preparado sua economia para aderir à moeda comum aos outros 20 países do bloco.
O último país da UE a adotar o euro como moeda foi a Croácia, em 2023.
Além da Bulgária, seis membros da UE ainda não adotaram o euro: República Tcheca, Hungria, Polônia, Romênia, Suécia e Dinamarca.
Os suecos rejeitaram adotá-lo em um referendo em 2003. A adesão da Dinamarca à UE inclui uma cláusula (opt-out), na qual o país opta por não aderir à moeda.
A.Leibowitz--CPN