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Incêndio 'controlado' três dias após explosão mortal em porto iraniano
Os bombeiros conseguiram "controlar", na noite de segunda-feira (28), o incêndio que devastava desde sábado o principal porto do Irã, após uma explosão mortal atribuída à "negligência" pelas autoridades iranianas.
Na manhã de terça-feira, imagens exibidas ao vivo na televisão ainda mostravam uma densa fumaça saindo dos contêineres empilhados no porto de Shahid Rajai, no sul do Irã, onde a explosão deixou pelo menos 70 mortos e centenas de feridos.
"O incêndio foi controlado e resta apenas limpar a área afetada", declarou na segunda-feira à noite um diretor do Crescente Vermelho iraniano, Mokhtar Salahshur.
"Mas será necessário de 15 a 20 dias para apagar completamente o fogo", afirmou nesta terça-feira o porta-voz dos serviços de emergência, Hosein Zafari, citado pela agência de notícias Ilna.
"Os contêineres devem ser abertos um por um, inspecionados e depois completamente resfriados com água", destacou o porta-voz.
O porto estratégico de Shahid Rajai fica perto da grande cidade costeira de Bandar Abbas, no Estreito de Ormuz, a quase mil quilômetros de Teerã.
A explosão, que foi ouvida a dezenas de quilômetros de distância, aconteceu no sábado em um dos cais do porto.
"A hipótese de sabotagem não tem fundamento", declarou Mohamad Ashuri, governador da província de Hormozgan (sul), onde fica o porto de Shahid Rajai.
O serviço de Alfândega do porto indicou que um incêndio no depósito de materiais perigosos e químicos pode ter sido a causa do incêndio.
"Primeiro, saiu fumaça do local e depois se transformou gradualmente em um incêndio, o que provocou uma explosão potente", argumentou Ashuri.
"Aconteceram falhas, em particular a violação das medidas de segurança, e negligência", declarou na segunda-feira o ministro do Interior, Eskandar Momeni.
As autoridades iranianas anunciaram que as operações alfandegárias foram retomadas.
A explosão causou danos materiais consideráveis, com veículos reduzidos a sucata pela força da detonação, segundo imagens divulgadas pela imprensa estatal.
M.P.Jacobs--CPN