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Trump exige que barcos dos EUA tenham trânsito livre em canais de Panamá e Suez
O presidente Donald Trump exigiu neste sábado (26) que os navios comerciais e militares dos Estados Unidos tenham trânsito livre pelos canais do Panamá e de Suez, e pediu a seu secretário de Estado que trabalhe "imediatamente" neste assunto.
Há meses o presidente americano vem manifestando intenção de retomar o controle da via interoceânica panamenha, mas agora também se voltou para o Canal de Suez no Egito, outra passagem marítima vital para o comércio global.
"Os navios americanos, tanto militares quanto comerciais, devem poder transitar sem custos pelos canais de Panamá e Suez!", escreveu o magnata republicano em sua rede, Truth Social.
Trump afirmou que ambas as rotas "não existiriam" sem os Estados Unidos e acrescentou que havia ordenado a seu secretário de Estado, Marco Rubio, que "se ocupasse imediatamente" da situação.
Mesmo antes de retornar à Casa Branca em janeiro, Trump já vinha aumentando a pressão sobre o Panamá, ao ameaçar "recuperar" o canal construído pelos Estados Unidos, que foi inaugurado em 1914 e permaneceu sob soberania americana até 1999.
O controle da via marítima, por onde transita 5% do comércio mundial, foi devolvido ao Panamá em virtude de um acordo firmado em 1977 com o então presidente americano Jimmy Carter.
Estados Unidos e China são os dois principais usuários dessa via. No início de abril, Washington obteve autorização das autoridades panamenhas para posicionar militares no entorno da rota após denunciar uma suposta ingerência do país asiático.
O Canal de Suez, por sua vez, concentrava cerca de 10% do transporte marítimo mundial até que os rebeldes huthis do Iêmen começaram a atacar navios em "solidariedade" aos palestinos de Gaza na guerra entre Israel e Hamas. A via é controlada pelo Egito desde 1956.
Os Estados Unidos intervieram na área, junto com outros países, para tentar garantir sua segurança e lançaram recentemente uma série de ataques contra o grupo rebelde.
No entanto, essa situação reduziu drasticamente o comércio marítimo e obrigou a maioria dos navios a evitar o Mar Vermelho e a fazer desvios dispendiosos passando pelo sul da África.
P.Petrenko--CPN