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Trump critica China por ter rejeitado entrega de aviões da Boeing
O presidente americano, Donald Trump, criticou Pequim, nesta quinta-feira (24), por ter rejeitado a entrega de aviões novos da Boeing, o que descreveu como um "pequeno exemplo do que a China tem feito durante anos com os Estados Unidos".
Em sua rede, Truth Social, o magnata republicano considerou que a Boeing deveria reclamar da China por "falta de pagamento".
O presidente da gigante americana da aviação Boeing, Kelly Ortberg, declarou, na quarta-feira, que os clientes chineses "deixaram de receber aviões devido ao ambiente tarifário".
Estas declarações deixaram em evidência os transtornos crescentes causados pelas tarifas impostas este mês por Trump, às quais a China respondeu com sobretaxas.
Os encargos americanos atingiram 145% sobre muitos produtos chineses e os Pequim taxam em 125% as importações procedentes dos Estados Unidos.
O bombardeio tarifário, que segundo Trump ocorre em represália a práticas comerciais desleais e para tentar impulsionar a indústria americana, sacudiu os mercados e gera temores de uma recessão mundial.
Nesta quinta, Pequim jogou água fria no aparente otimismo de Trump de alcançar um acordo para reduzir as tarifas, dizendo que as sugestões de diálogos em curso eram "infundadas".
Trump disse a jornalistas, na quarta-feira, que seu país alcançará um "acordo justo" com a China.
As tarifas alfandegárias de 145% abrangem uma taxa de 125% aplicada em abril, que se soma aos 20% adicionais, anunciados semanas antes por considerar que Pequim não combate suficientemente o tráfico de fentanil, um poderoso opioide que causa uma grave crise sanitária nos Estados Unidos.
Trump voltou a se queixar, nesta quinta, que o fentanil "continua chegando" aos Estados Unidos "da China, através do México e do Canadá". "E é melhor que pare AGORA!", acrescentou.
México e Canadá são alvos de tarifas alfandegárias de 25% desde o começo de março. Washington acusa seus dois vizinhos de não fazerem o suficiente para limitar a entrada de migrantes e fentanil nos Estados Unidos.
Estas tarifas aduaneiras foram posteriormente suspensas em grande parte, mas o México também é alvo de tarifas de 25% sobre o aço e o alumínio e por sobretaxas aos automóveis.
L.Peeters--CPN