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EUA ataca petroleiros iranianos e Teerã responde
Irã apreende petroleiro no Golfo e EUA exige sua libertação
O Irã apreendeu nesta quarta-feira (3) um petroleiro de bandeira panamenha que transitava no estreito de Ormuz, anunciou a Marinha dos Estados Unidos, ao lembrar que trata-se do segundo incidente deste tipo nas águas do Golfo em uma semana.
Após o relatório, o Departamento de Estado americano exortou a República Islâmica do Irã a libertar "imediatamente" o navio, que foi apreendido em uma zona marítima estratégica que liga quase exclusivamente os países petrolíferos do Golfo aos mercados mundiais.
O navio "Niovi" navegava de Dubai para o porto de Fujairah, também nos Emirados Árabes Unidos, quando foi perseguido por navios do corpo naval da Guarda Revolucionária, o exército ideológico da República Islâmica, informou a 5ª Frota dos Estados Unidos, que encontra-se no Bahrein.
Os navios iranianos "o forçaram a dar meia-volta e seguir em direção às águas territoriais iranianas", continuou o comunicado.
A Marinha americana postou um vídeo do navio cercado por uma dúzia de navios.
O portal online da Justiça iraniana, Mizan Online, indicou que "o promotor de Teerã anunciou que o navio 'Niovi' foi apreendido pela Marinha da Guarda Revolucionária após uma denúncia e uma ordem da autoridade judicial".
Os Estados Unidos exigiram sua libertação imediata.
"O assédio do Irã aos navios e sua interferência nos direitos de navegação em águas regionais e internacionais são contrários à lei internacional e prejudiciais à estabilidade e segurança regionais", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado americano, Vedant Patel.
"Nos unimos à comunidade internacional para pedir ao governo iraniano e à Marinha iraniana que libertem imediatamente o navio e sua tripulação", acrescentou.
A bordo do navio estavam cerca de 30 tripulantes, incluindo o capitão, um cidadão grego, e vários marinheiros de origem filipina e cingalesa, disse à AFP uma porta-voz da guarda costeira grega.
Em 27 de abril, os militares iranianos apreenderam um petroleiro com bandeira das Ilhas Marshall com destino aos Estados Unidos no Golfo de Omã.
O Irã afirmou que o navio havia tentado fugir após uma "colisão" com um barco iraniano, deixando feridos. De acordo com o site TankerTrackers.com, o petroleiro ainda está no porto iraniano de Bandar Abbas.
De acordo com a empresa britânica de segurança marítima Ambrey, esses incidentes ocorreram depois que as forças americanas apreenderam um petroleiro grego que transportava petróleo iraniano no mês passado.
"As autoridades gregas alertaram para os riscos crescentes para os navios gregos", disse Ambrey, observando que o navio "Niovi" também pertence a uma empresa helênica.
- "Padrão familiar" -
Os incidentes nesta área têm aumentado desde que, em 2018, os Estados Unidos se retiraram unilateralmente do acordo internacional que visa limitar o programa nuclear iraniano, impondo novas sanções contra a República Islâmica, especialmente contra o seu setor petrolífero.
"O que estamos vendo é um retorno ao padrão muito familiar da pressão das sanções americanas e da contrapressão iraniana que levou a ataques frequentes à infraestrutura marítima e energética" durante o mandato do ex-presidente Donald Trump, analisou Torbjorn Soltvedt, da empresa de informações de risco Verisk Maplecroft.
"A mensagem que o Irã enviou hoje é a mesma de antes: Teerã está pronta para se defender contra os esforços dos americanos para conter as exportações iranianas de petróleo", acrescentou.
O Irã intimidou ou atacou 15 navios mercantes nos últimos dois anos, informou a Marinha dos EUA nesta quarta-feira.
Em 2019, a Guarda Revolucionária apreendeu um petroleiro de bandeira britânica, liberando-o dois meses depois. Em 2022, uma flotilha da Marinha iraniana apreendeu brevemente dois navios militares americanos não tripulados no Mar Vermelho.
Y.Jeong--CPN